Os paladares esmurram-nos o estômago como se quisessem ir para além das suas paredes e escorregar pelas nossas veias até tornarem faladores os nossos poros mudos – de quem não está habituado a sentir a comida, mas apenas a comê-la.
Vemos o coração pulsar no nosso rosto à medida que as dezenas de corpos, que serpenteiam em diferentes direcções, deixam em nós ecoar os seus odores: perfumes, comida, sujidade ou apenas o suor de quem apalpa um caminho curvo no qual embate noutros corpos, com outros odores, que agora também traz consigo.
Olhamos o horizonte que se move de forma inquietante e inspiramos os sons, como se assim conseguíssemos melhor reproduzir as palavras. Aqui temos a certeza de que os sabores têm pernas e asas, os sons podem ser devorados e os cheiros fazem brotar auras de cor.

Post oportuno e com humor
Agradeço a leitura!
É a cidade onde mais gostaria de voltar neste momento. Gostei muito do teu texto, Cláudia.
Raio de português. A que mais gostaria de regressar, obviamente.
Obrigada Leonor! se decidir cá voltar antes de Janeiro, avise-me =) Beijinhos
Istambul é daquelas cidades onde é muito fácil ser feliz. Espero que contigo se passe o mesmo, Cláudia.
Tem um pequeno “senão”: à excepção dois jovens (e ainda assim refiro-me apenas a uma pequena parcela), ninguém fala inglês. De resto acho que os próximos 4 meses serão fantásticos…até porque vou ter umas aulas de turco 😉 Beijinhos
Para sensações fortes estás no sítio certo, Cláudia! Aproveita bem.
Obrigada Ana, um grande beijinho.