Escrever, para eles, era ainda moral. Hoje, muitas vezes escrever pode parecer não significar nada. Por vezes sei disto: a partir do momento em que não for, confundidas todas as coisas, ir ao sabor da vaidade e do vento, escrever é nada. A partir do momento em que não for, sempre, todas as coisas confundidas numa única por essência inqualificável, escrever é nada mais que publicidade. Mas na maioria das vezes não tenho opinião sobre isso, vejo que todos os campos estão abertos, que não haverá mais muros, que a palavra escrita não saberá mais onde se esconder, se fazer, ser lida, que sua inconveniência fundamental não será mais respeitada. Mas nem penso mais nisso.
Marguerite Duras


A imagem não é sulfúrica, é eléctrica! 🙂
E o texto seria uma boa achega para a minha série das provas cegas.
O barril de ácido está a ficar a meio e o produto a perder qualidades corrosivas… E a imagem tb deve ser sequela das experiências que andei a fazer com eléctrodos, nem imaginas, dei entrada imediata da unidade de queimados;) No melhor pano cai a nódoa…
Pronto, Ana, directamente dos cuidados intensivos, faço subsituir a imagem, completamente em tua honra
Agora apanhei um susto… mas felizmente esta é a original! loool
laura, a imagem é belíssima:)
É mesmo belíssima esta imagem das palavras que abraçam, cartaz inspirado de uma campanha dos correios australianos.
É ela ( a Ana…). Some of us know perfectly why 😉
tão verdade, escrever não é nada e os egos mexidos que por aí andam só comprovam que a qualidade não se mede por nada a não ser mesmo pela qualidade. Uma bitola difícil. beijo
É verdade, Patrícia. Eu até secundava com umas saídas da Anais Nin, quando fala do que é ser um bom ou um mau escritor (explicando porque é que a Beauvoir lhe é indiferente). A ideia é mais ou menos a de que ‘o que é bom é aquilo que nos modifica’. Chegará? Logo, a qualidade depende de quem lê e da sua exigência e/ou interesse. E talvez não seja tão objectiva assim 😉