Perturba-me muito a morte de jovens de enorme talento. No Corno de África há 2,3 milhões de crianças que sofrem de desnutrição aguda. Destas, 500 mil estão prontas para morrer. Se a vida lhes desse uma oportunidade, algumas delas teriam, por certo, uma voz fabulosa. Outras teriam, apenas, um enorme talento para brincar e crescer. Para estas, deitar a própria vida fora não é um caminho possível. Pela simples razão de que, para elas, a sobrevivência não é uma opção.
Peço desculpa se vos incomodo
Rui Rocha,

Há os que se dão ao luxo de desperdiçar uma vida de luxo. Há os que nem ao luxo de ter uma vida se dão.
Verdade, Hugo.
Vivemos numa sociedade em que as notícias são um fast food. Cada vez mais somos programados para consumir uma comunicação social mastigada e superficial. Logo deixamos de pensar por nós, sob pena de sermos considerados “estranhos”. Uma mente brilhante disse: « De tanto ouvir o que os outros gritam, esquecemo-nos de ouvir o que realmente importa». Isso aplica-se a cegueira…
Verdade, Olivério.
Ela não deitou a vida fora, Rui, ela produziu muito mais do que a gd maioria das pessoas que vive até aos 70 anos, e que “deita a vida fora” na sequência de más escolhas, só cá fica é mais tempo.
Sem desmerecer as suas observações sobre a triste realidade do corno de áfrica.
Abraço
Sim, eu sei que este é um post desequilibrado, Isa. Mas, este é também um mundo desequilibrado.
Não julgo que seja desequilibrado. Julgo antes que, pelo equilíbrio que tem, provoca desequilíbrios.
Obrigado, Sílvia. Nem sabe como foram importantes estas suas palavras.
Uma boa noite para si, Rui.
Boa noite, Sílvia. E mais uma vez obrigado.