Certo, certo é que as coisas estão a mexer, lá isso estão. Inevitavelmente: a gestão orçamental do governo cessante na primeira parte do ano dá para os profissionais do cepticismo perceberem por uma vez o desastre (habitual) que teria sido o chamado PEC 4, se algum dia fosse aprovado.
Porém, tudo acaba por ter um lado bom — como que o reverso da medalha. No caso da carga que temos agora por inevitável, a contrapartida mais feliz é ter sido possível correr com o governo do “animal feroz”. Tardia, mas sempre foi uma descarga.


Foi um boa descarga, lá isso foi. Felizmente, o autoclismo não estava avariado.
Assim parece…
Era bom que isso fosse cristalino para todos, João. – Será?
Por outras palavras – e se isto fosse um vídeo – o ‘burro’ antes caminhava para a frente, sempre para o abismo… E agora recua. Sempre com a mesma carga, mas recua.
Claro que é mais difícil andar “às arrecuas”, está visto. Mas salva a pele. 🙂
Ora aí está uma verdade cristalina: «é mais difícil andar “às arrecuas” (…) mas salva a pele.»
A figura está muito boa, além de verdadeira é hilariante.
João, hoje estou com um nó na garganta e pensativa.
Nas notícias de hoje ficamos a saber que a Lagarde do FMI vai ganhar 32.000,00€ e que o nosso Paulo Macedo perde 34.000,00€ por ir para o governo!
… e nós só ouvimos falar em sacrifícios para classes baixa e média… é pena não ouvirmos falar no tecto salarial para o ordenado máximo nacional!
Em Portugal, como no centro da UE, faltam muitos tectos. Enquanto não se afirmarem novos líderes europeus há-de continuar a haver muita instituição descapotável.
Caro João,
Acho que a nossa desgraça começou agora!
Veja o que os “mercados” pensam do governo de Passos Coelho: lixo!
E, segundo o Sr. Presidente da República, é um insulto contrariar os mercados. Os mercados têm sempre razão.
Anónimo, podemos discordar em muitas coisas, mas tenho a certeza de que concordamos pelo menos com uma: «a nossa desgraça», como lhe chama, está longe de ter começado agora.
Começou quando Afonso VI deu a mão de D. Teresa a D. Henrique!
Isso da mão foi dramático, mas não foi uma desgraça. Desgraça foi ter dado a D. Teresa inteira.
Ora aí está o prometido TGV. E a velocidades nunca antes alcançadas…
(pelo menos no que toca a impostos).
“Descarga”? No dia a seguir às eleições já se respirava outro ar.
Gosto em vê-lo.
Gosto de continuar a contar com o favor da sua presença, Fátima.