Fernando Nobre:
É com alguma tristeza que me afasto das funções de recém-eleito deputado, mas estou certo e ciente de que serei, como já referi, mais útil aos portugueses, a Portugal e ao mundo na ação cívica e humanitária que constitui a minha marca identitária.
Tradução:
Toma que já almoçaste. Querias-me aqui no meio da piolheira? Vou mas é para África beber cucas e ser idolatrado pelos pagãos. Em Agosto há eclipse no lago Tanganhica.
F.N.:
Travar esta batalha ao lado do senhor doutor Pedro Passos Coelho e da grande maioria do PSD constituiu um enorme desafio que muito me orgulha e uma imensa honra.
Trad.:
Deus me livre e guarde do chulé. Se bejo mais um patego de Gaia em berloques faço como o Schweitzer e fundo um hospital no Gabão.
F.N.:
O senhor doutor Pedro Passos Coelho e a maioria do Grupo Parlamentar do PSD tiveram sempre para comigo uma atitude de grande estímulo e apreço. Tentei retribuir dando toda a minha energia, disponibilidade e genuíno empenhamento.
Trad.:
Foi estimulante como a merda, aquele antro de patifes. De manhã passavam-me a mão pelo pêlo e à tarde conspiravam com a Assunçãozinha, que não é mau pedaço, embora virgem. A gaija diz que teve uma alegria cristã. Alegria tinhas tu se eu te apresentasse o mogambo, filha.
F.N.:
“O Parlamento é a Casa da Democracia e os partidos políticos os seus pilares insubstituíveis e incontornáveis. Estou certo que chegará um dia em que o reconhecimento da pluralidade e de modelos de representação política aclamará o Parlamento também como a Casa da Cidadania
Trad.:
Isto é subtil: a Casa da Cidadania e tal. Será inteligente demais? Os palermas são todos doutores domingueiros da Lusófona e da Lusíada. Não passaram cinco anos na Faculdade de Medicina como eu. Mas fica mesmo assim, para impressionar os camaradas da Grande Loja.
F.N.:
“Acredito também que a Assembleia da República, por si tão dignamente presidida, dará um significativo contributo para o futuro positivo de Portugal”.
Trad.:
Ahahahah! Um futuro positivo é do caralho. Esta bosta vai ser pior que o Iraque. Quando quero, sou mesmo sonso.
F.N.:
“Independentemente da grande honra que é ser deputado (trad: “LOL“), decidi em consciência que, perante os grandes desafios sociais que teremos de enfrentar e viver no futuro próximo (Trad: “Ui, ui…”), serei mais útil na ação, no terreno (Trad: “Quénia? Seicheles?”), ajudando os portugueses mais afetados (Trad: “afectados ou afetados? Rai’s parta o acordo, pá. Quero a minha língua de volta”) pela crise e desprotegidos a combater a miséria, a exclusão social e a injustiça, promovendo a dignidade e a esperança entre os mais pobres (Trad: “valerá a pena meter aqui umas crianças, ou umas galinhas? Era um bonito toque.”), voltando à minha atividade de mais de 30 anos de intervenção cívica, humanitária e de ajuda ao desenvolvimento em Portugal e no mundo (Trad.: “blá, blá, blá, blá.”), no quadro dos Médico Sem Fronteiras e da Fundação AMI, instituição que tive a honra de fundar em 1984 e a que presido” (Trad.: “sim, porque eu é que sou o Presidente!”).
“É nessa área, e diante dos tempos duros que nos esperam de real emergência social, que a minha experiência, o meu empenho e o meu trabalho (Trad.: “Não querem? Mais fica.”) melhor poderão servir o país na resolução dos problemas concretos de pessoas concretas”.
Trad.:
Para o que é bacalhau basta. Ti-chau, cambada.

O Heidegger responderia.
è daquelas alturas em que a traduçção espelha (Rorty) a verdade…
Diverti-me muito a ler. Parabéns pelo texto!
Ora essa, Cristina.
Um daqueles casos em que o original não faz justiça à tradução…