José Lello, um modelo de coerência, critica o "comportamento ziguezagueante" de Manuel Alegre. Elegantíssima palavra para definir o percurso do histórico socialista. Acho curioso que Lello não a tenha usado a pensar (por exemplo) no seu camarada Augusto Santos Silva, que iniciou o percurso político na extrema-esquerda, como militante de uma tal União Operária Revolucionária e depois se "aproximou" do Movimento de Esquerda Socialista. Convém recordar que, nas eleições presidenciais, Santos Silva votou sucessivamente Otelo, Eanes, Pintasilgo e Soares. Convém recordar ainda que apoiou Alegre contra Sócrates em 2004, nas primárias para a eleição do líder socialista, alegando que, dos três candidatos de então, o poeta era o que melhor garantia o debate de ideias.
Ziguezagueante até mais não. Só Lello não vê.

O Augusto Santos Silva lê isto e não tarda está a defender publicamente que “mudar de opinião é um sinal de inteligência”…
O que Santos Silva não percebe é que Manuel Alegre já era inteligente para muitos portugueses quando ele era coisa nenhuma para o País.
Minha amiga: mudar de opinião, nele, é uma marca de identidade.
Ensinei numa escola do Porto e fui colega de um dos irmãos de ASS. Enfim, o que eu teria a escrever da admirável experiência! ASS, meu caro Pedro, é do mais coerentemente ziguezagueante em Portugal. É deplorável escutar-lhe a advocacia pífia às políticas de fausto insubstancial do seu governo.
Os irmãos da Ramada Alta?
Psicanálise, caro João, muita psicanálise e maneirismos invasivos.
Sim, sim. O irmão Augusto cedo deu mostras disso. Saía da Ramada Alta para se ir encostando ao pessoal da Boavista…
Mas para ir da Ramada Alta à Boavista é só descer a R. N. Srª de Fátima… Não se percebe, não dá para fazer muitos ziguezagues…
O regresso era a subir, Luís. Tanto andou aos ‘zês’ que lá foi subindo. O perigo é quando chegar o momento da queda.
Apetece chamar-lhe Augusto Zantos Zilva. Com os dois Z de zigue-zague.
AZZ, de azar!
O Augusto Santos Silva é do Porto?!?
Ó horror!, o homem tem os defeitos todos 🙂
Menos esse. O Porto não tem culpa.
[Ó homem, não me canse! 🙂 Eu estou devidamente habilitada e credenciada a falar mal do Porto e de ter nascido portuense, eu própria também nasci lá!] Um dos meus defeitos, portanto.
Eu também nasci lá. Sem ter o defeito de ter nascido lá.
Quando não é defeito, é feitio….
Está explicado “O Porto não tem culpa”, ao abrigo desse bairrismo intrínseco e exarcebado (como feitio dos portuenses que não vêm a coisa por defeito). Hehehe.
Bairrismo? Bola ao lado!
Dois anos de África, doze de Macau, tempo sem conta na Madeira, seis anos em Lisboa, três em Ponta Delgada, etc., etc., etc., para só contar períodos mínimos razoáveis.
Bairrismo???
Hm. Deve ser bairrismo do tipo saudosista, do tipo filho pródigo que ainda não regressou a casa, do tipo “nunca gostei de francesinhas mas que saudades que eu tenho de uma francesinha no Kapa Negra”… (risos)
Macau? Outro pangiao por aqui? [De que colheita?]
Saudosista??? Porto e Lisboa são as cidades que menos me atraem para viver, actualmente.
‘Pang iao’ 1982/94.
Cruzamo-nos em Macau…
Seguramente. Já me cruzei com meio mundo (presumindo que queria dizer “cruzámo-nos” e não «cruzamono-nos»)…
Cruzamono-nos?? Quem escreveu isso foi você.
A falta de acento é tão óbvia…
Pois, eu também já me cruzei com mais de meio mundo, mas como tenho memória selectiva memorizo o mundo e esqueço quem não me foi próximo ou me impressionou positivamente 🙂
[Que cansaço]
Talvez Te Escreva: eu lembro-me de ti e tenho uma proposta para te fazer muito em breve. Irrecusável.
Ó Pedro, eu de ti até me lembro da frase do Pessoa que tinhas colada na tua máquina de escrever… e aprendi imenso contigo naquela maratona que foi a 1a visita de um presidente da República português a Macau.
Nunca descobri é se a Maria da Guia eras tu [ou vocês todos] 🙂
Hasta mañana, til we meet again, don’t know where, don’t know when…
Cansaço o meu (v. a gralha): cruzamo-nos não é igual a cruzámo-nos…
Tem toda a razão, João Carvalho, “cruzamo-nos não é igual a cruzámo-nos…” aliás, acho mesmo que as duas palavras estão uma para a outra como frigideira para sertã, afia para aguça, pisar para calcar…
[Essa coisa de gostar de “malhar” afinal deve ser uma característica dos homens do Puârto] 🙂