De repente, ao longe, surge nítida no horizonte uma imponente parede branca. De um lado as montanhas da Jónia, no meio um vale fértil, e do outro lado, protegendo a memória de Hierápolis, a deslumbrante luz do Pamukkale.
Quando se molha os pés nesta água morna que sai do ventre da montanha e corre límpida e cristalina por aqueles terraços calcários, quando se percorre a extensa passadeira de madeira que a acompanha até ao Necrotério, antes de se avistar a assombrosa Porta de Domiciano, com os seus três arcos e duas torres, enfim, quando do alto daquela massa imensa de travertino se mergulha num final de tarde simples e tranquilo, é difícil que alguém não se sinta esmagado, que não fique emocionado. Eu não sou excepção.


