A resposta, apesar de não ser tão simples, está no artigo de Fishman no NYT. Foi assim que tudo começou: o ataque especulatório, que foi agravado pelos avanços e recuos e incertezas do governo, convencido que isto ia melhorar, quando piorou. Abraço.
PS: porque ninguém aqui referiu ainda este artigo do NYT? Alguém sabe explicar-me?
Um Zé Ninguém, sem qualquer importância. Aliás, não se compreende como é que um Zé Ninguém como ele tem voz no New York Times e dá aulas numa das mais prestigiadas universidades norte-americanas. Só pode ser cunhas caro Mr Brown…
1 – Falta de formação, a nível médio. No sistema educativo oficial, não há, no fundo, alternativa aos cursos superiores. E quem faz o 12º ano não está preparado para o mercado de trabalho.
2 – Falta de iniciativa privada. O que está um pouco relacionada com a primeira razão. Um electricista, ou um carpinteiro, com o respectivo “diploma” no bolso, sente-se mais motivado a abrir o próprio negócio, do que um jovem acabado de fazer o 12º ano, que anda à deriva, se não tiver notas para ingressar num curso superior.
3 – Excesso de acomodação. O que não implica preguiça, quero apenas dizer que os portugueses, em geral, acomodam-se demais às situações.
Porque somos um país de “faz de conta”, repleto de gente, nomeadamente políticos, quadros superiores da Administração Pública, de Institutos, Fundações, empresas, etc., que acha que é competente e importante porque… sim!?
E que finge que, de tão competente e importante, tem direito a todo o tipo de mordomias e não tem o dever de fazer a ponta de um corno?
E cheio de javardos? E de chico-espertos?
Somos um povo tão tacanho que, não obstante sermos dos melhores do mundo nalgumas actividades (por exemplo, no desporto e, em particular, no futebol), temos imensas pessoas que passam a vida no “bota-abaixo” relativamente aos seus (nossos) compatriotas bem sucedidos (C. Ronaldo, Mourinho, Figo, Villas-boas, J. Jesus, Domingos, etc., etc., etc.) – uma tristeza e uma imensa “cotovelite aguda”!
Que raio de mentalidades…
Em vez de remarem todos para o mesmo lado, os portugueses roem-se de inveja uns dos outros, preocupam-se apenas em olhar pela sua vidinha e, quando já quase ninguém rema, deixa-se esta “porra” ir ao fundo!
Se calhar não sabemos muito bem os problemas que a grande maioria dos países europeus enfrenta…
Experimente googlar Latvia e crisis . Quantos artigos leu em português sobre o assunto? Isto é só um exemplo, claro, e se calhar o mais excessivo. Mas parece-me que esta nossa política de campanário (ou estes nossos políticos de campanário) é simplesmente um espelho da nossa curteza de vistas. Estamos a ficar com uma horrível falta de mundo, e talvez esta hiper-emigração que anda para aí venha a ser um bem!
Porque 500 anos de isolamento produziram elites acomodadas.
Porque mais ninguém atura em centro de palco um energúmeno pantomineiro, qual palhaço rico em sessão continua de festejada tragédia colectiva.
porque são monarquias e não fazem acordos ortográficos com nharros.
A resposta, apesar de não ser tão simples, está no artigo de Fishman no NYT. Foi assim que tudo começou: o ataque especulatório, que foi agravado pelos avanços e recuos e incertezas do governo, convencido que isto ia melhorar, quando piorou.
Abraço.
PS: porque ninguém aqui referiu ainda este artigo do NYT? Alguém sabe explicar-me?
Quem é esse tal de Fishman, para lhe atribuir tanta importância?
É uma espécie de sardo, digo eu.
Um Zé Ninguém, sem qualquer importância. Aliás, não se compreende como é que um Zé Ninguém como ele tem voz no New York Times e dá aulas numa das mais prestigiadas universidades norte-americanas. Só pode ser cunhas caro Mr Brown…
Quanto a mim, pelo mesmo motivo não fazem acordos e reformas ortográficas. Sabem aquilo com que se podem e devem preocupar e respeitam-se.
Arrisco três razões:
1 – Falta de formação, a nível médio. No sistema educativo oficial, não há, no fundo, alternativa aos cursos superiores. E quem faz o 12º ano não está preparado para o mercado de trabalho.
2 – Falta de iniciativa privada. O que está um pouco relacionada com a primeira razão. Um electricista, ou um carpinteiro, com o respectivo “diploma” no bolso, sente-se mais motivado a abrir o próprio negócio, do que um jovem acabado de fazer o 12º ano, que anda à deriva, se não tiver notas para ingressar num curso superior.
3 – Excesso de acomodação. O que não implica preguiça, quero apenas dizer que os portugueses, em geral, acomodam-se demais às situações.
Porque a Finlândia até agora aceitou pagar?
Porque somos um país de “faz de conta”, repleto de gente, nomeadamente políticos, quadros superiores da Administração Pública, de Institutos, Fundações, empresas, etc., que acha que é competente e importante porque… sim!?
E que finge que, de tão competente e importante, tem direito a todo o tipo de mordomias e não tem o dever de fazer a ponta de um corno?
E cheio de javardos? E de chico-espertos?
Somos um povo tão tacanho que, não obstante sermos dos melhores do mundo nalgumas actividades (por exemplo, no desporto e, em particular, no futebol), temos imensas pessoas que passam a vida no “bota-abaixo” relativamente aos seus (nossos) compatriotas bem sucedidos (C. Ronaldo, Mourinho, Figo, Villas-boas, J. Jesus, Domingos, etc., etc., etc.) – uma tristeza e uma imensa “cotovelite aguda”!
Que raio de mentalidades…
Em vez de remarem todos para o mesmo lado, os portugueses roem-se de inveja uns dos outros, preocupam-se apenas em olhar pela sua vidinha e, quando já quase ninguém rema, deixa-se esta “porra” ir ao fundo!
Porque Portugal tem portugueses.
E portugueses que se julgam a si próprios melhores do que aqueles que elegeram livremente para os governar.
Em Portugal, por enquanto não se elegem governantes.
Só elegemos deputados ao Parlamento e o Presidente da República.
Se calhar não sabemos muito bem os problemas que a grande maioria dos países europeus enfrenta…
Experimente googlar Latvia e crisis . Quantos artigos leu em português sobre o assunto? Isto é só um exemplo, claro, e se calhar o mais excessivo. Mas parece-me que esta nossa política de campanário (ou estes nossos políticos de campanário) é simplesmente um espelho da nossa curteza de vistas. Estamos a ficar com uma horrível falta de mundo, e talvez esta hiper-emigração que anda para aí venha a ser um bem!