Jogo do Galo


lauraramos,

 

Estamos todos assim: parados e expectantes, no limiar do que aí vem.

Seria terrível que Cavaco estreasse o seu 2º mandato com um despedimento sumário e implacável do Governo.

E no entanto…
Seria merecido.

Seria coerente.

Seria misericordioso para com todos nós.

Até para com Sócrates. E esse é o único efeito colateral que me faz pensar duas vezes.

Primeiro, porque o engenheiro relativo não ganhou o direito a ser amnistiado.

Segundo, porque, conhecendo a plasticidade mental do eleitorado português, temo pelas ‘premières’ revisteiras, de pendor trágico, que o PS não tardaria a armar por esses palcos e esplanadas fora.

Sim, não faltarão sítios a jeito, em todos os  persistentes café república, café central e café 25 de abril deste país, com clientela engrossada pelos milhares de reformados antecipados e outra classe de encostados inactivos que contraíram o vício de apanhar sol e sombra, sem lhe merecer o trato.

 

Mas também, porque é que exigimos tudo de um só homem?

Porque prega ele sozinho?

A coragem política só lhe é assacável a ele?

 

– O que é que está a faltar aqui?

 

Isto está muito longe de ser uma charada.

Mas aqui fica, à notre bonne conscience.

4 comentários em “Jogo do Galo”

  1. O que está a faltar aqui? Tomates, minha querida, tomates! Há quem prefira que Sócrates vá fazendo o trabalhinho sujo…

    1. Uma maneira de interpretar os símbolos, sem dúvida… Tomates 😉
      Mas também faltarão laranjas não transgénicas…
      Sendo que há, sem dúvida, bananas a mais. E demasiada calda viscosa em torno das maçãs do poder…

  2. É isso mesmo, Laura. Mas a manifestação de ontem dá-me algum alento quanto ao “despertar” das consciências. Veremos se elas se mantêm acordadas, ou se sucumbem a novas anestesias…

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *