Birras


Ana Vidal,

Eu também, se quisesse, tinha sido rainha de Inglaterra. Mas não me apeteceu.

18 comentários em “Birras”

  1. E acho que fizeste bem. Eu nunca aceitaria ser rainha de Inglaterra…

    A afirmação de Jorge Coelho é como uma sondagem: “vale o que vale”. A vida ensina-nos que um número dois nunca deve querer ser nem candidatar-se a número um. O candidato a número um tem de ser do número três para baixo. O número dois está feito para ser o homem-sombra, o estratega, o porta-voz, o que quiserem, mas nunca o número um. Embora o exemplo seja mau, Fernando Nogueira quis o mesmo e desapareceu.

      1. Repare, Ariel: se o número dois tiver a ambição de ser número um, ele deixará de ser o homem que mexe os cordelinhos e que mais falta faz ao número um, para ser um adversário do próprio número um. O que é (seria) desastroso para qualquer organização.

        1. O que me parece feio (para não dizer mais) é que Jorge Coelho venha dizer que não precisa da política para nada e que só vai para lá quem for maluco. Primeiro, porque é à política que ele deve os cargos de luxo que tem tido nos últimos anos, e depois porque é dos camaradas de partido (e alguns amigos, supõe-se) que está a falar. Como quem diz: eu já consegui o que queria, agora amanhem-se. Lindo, não é?

          1. Além do mais, está visto que andamos a ser governados por doidos varridos, e que ouvimos um todas as quintas-feiras, até arranjar tacho melhor, botar discurso num programa de nome, ‘A Quadratura do círculo’.

  2. Cara Ana: Com a sua licença deixe-me utilizar o seu espaço para deixar um comentário ao post de baixo do Beijinho

    João Campos:

    Caro João Campos: Há uns anos o melhor que arranquei do rock in rio, foi assistir ao concerto de Peter Gabriel a cerca de duzentos metros do palco, por entre ondas de cheiro a mijo misturado com haxixe, entre empurrões e conversas cruzadas. Experiencia parecida, (mas mais perto do palco) aconteceu-me no festival Optimus Alive com Neil Young e Bob Dylan. Nem lhe conto uma minha incursão no festival do Sudoeste. Para quem gosta da vida sóbria e lhe bastaria a música são experiencias falhadas. A minha relação com a música (sou criterioso apesar de tudo) hoje exige espaços mais intimistas e um mínimo de qualidade acústica. Para ecrãs e megawhatts, tenho uma boa aparelhagem em casa.
    De resto ironizo o João detectou a minha ironia a respeito do voluntariado do Rock in Rio. É só isso: ironia. Depois, este ano, prometi levar a minha filha de oito anos à Miley Cyrus. Também ajudo a pagar o arraial. O que faz o amor de pai… 🙂
    Com consideração,

    João Távora

    1. Peço desculpa à Ana pelo mesmo; parece que os comentários do meu post “estoiraram”.

      Caro João: no Rock in Rio estive uma vez, há dois anos; fiquei longe do palco também, mas não tive qualquer problema dos que descreve. Não digo que isso não aconteça, nesse e noutros, sobretudo quando o final dos concertos se aproxima (o Sudoeste é particularmente mau, com a agravante de, durante aqueles cinco dias, tornar a “minha” Zambujeira do Mar inabitável). Em todos os festivais a que já fui, nunca tive ninguém a aliviar-se nas imediações. Já o cheiro a haxixe, bom, acaba por ser inevitável, até em concertos fechados, como no Campo Pequeno ou no Pavilhão Atlântico. Com a agravante de, em sala, o ar ficar consideravelmente mais irrespirável do que num festival ao ar livre.

      De resto, para mim o ambiente depende: se fosse ver Leonard Cohen, por exemplo, preferia vê-lo numa sala de espectáculos adequada. Já algo mais pesado, como Slayer, prefiro em festival. Gosto muito da “maluqueira saudável” que se gera em festivais de música; gosto do facto de decorrerem a céu aberto; e gosto muito de, num só dia, poder ver várias coisas mais ou menos diferentes. Algumas das bandas de que mais gosto hoje foram descobertas, por acaso, em festivais.

      Não pretendi, como creio que compreendeu, criticar de forma alguma os seus gostos musicais (os gostos discutem-se, mas não se criticam, digo eu). Compreendo que não lhe agrade tanto o ambiente de festival, ou talvez a música que por lá costuma passar. Faz parte; não podemos ter todos os mesmos gostos (e ainda bem).

      De resto, desejo-lhe mais sorte neste ano, no concerto da Miley Cyrus. É um óptimo gesto da parte do João, ao levar lá a sua pequena. Como disse: amor de pai!

      Cumprimentos, meu caro (e, cara Ana, mais uma vez perdoe a intromissão!).

      1. Ora essa, meus amigos! A casa é vossa, sintam-se à vontade para trocar ideias. Tirem as gravatas, ponham flores no cabelo e puxem uma almofada confortável (se estão a falar de festivais de música, os sofás não fazem falta) que eu vou ali à cozinha abrir um bom tinto para receber-vos como merecem. Haxixe é que não há, lamento. O dealer não tem passado por cá ultimamente, deve ter sido preso.
        😉

        1. Com muito gosto tiro a gravata, sento-me nas almofadas, bebo um copo de vinho, deixo a flor no seu cabelo e dispenso o haxixe que me deixa estúpido. E a boa conversa passa a ser a prioridade… Com uma boa música de fundo. Tudo bem! 🙂

  3. Ana Vidal? João Campos?
    Hellooo?
    O número ali em baixo é o quê? 65 mil comentários? São mesmo comentários ou isto pifou?
    É que estive fora e…

      1. Obrigada, Pedro, pela explicação.
        Pensei que a malta tivesse optado por fazer aqui o festival, dando música, para desanuviar:))

        Quanto à economia, há muito que está sabotada. A nacional e a europeia. Já não acredito nestas lutas hercúleas e não vejo luz ao fim do túnel. Nem mesmo com as medidas simples, e tão óbvias, que tem enumerado.

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