O mandato que os eleitores portugueses concederam pelo seu voto ao PS de José Sócrates não previa factos tão relevantes como estes: a Comissão Europeia, via Banco Central Europeu, exercer um diktakt sobre o Orçamento do Estado português e a subida generalizada dos impostos, desde sempre negada pelo primeiro-ministro ainda em funções. Alguém ouviu Sócrates prometer que submeteria o Orçamento do Estado ao veto de Bruxelas ou que subiria os impostos sete meses após ganhar as eleições? O programa eleitoral do PS contemplava qualquer destas soluções?
A resposta é negativa em ambos os casos. Isto significa que o contrato de confiança estabelecido nas urnas entre eleitos e eleitores, a 27 de Setembro de 2009, acaba de ser rasgado pelo chefe do Governo. Em termos de legitimidade política, esta legislatura chegou ao fim.


A legitimidade estava ferida desde o início, quando o PS jurava que o défice estava controlado dentro das previsões durante a campanha eleitoral, para subir escandalosamente logo após o governo iniciar funções.
Na verdade, se o governo anterior falhou promessas eleitorais importantes em quatro anos, este falhou-as todas em seis meses, com excepção dos casamentos ‘gay’.
Essa terá sido mesmo a única que Sócrates cumpriu. Percebe-se porquê: o país inteiro clamava por ela.
Sem dúvida. O povo ficou logo mais sereno.
Impostos, impostos, mais impostos. Hoje é assim! Até Passos Coelho concorda. Soluções parece que ninguém tem, ou por outra, usam a mais fácil: Impostos. O governo ainda não pensou ( se calhar não estão lá para pensar ), em tectos para reformas, para salários, em vez de aumentar 1% de IRS, a pessoas que ganhem pouco mais do que o salário mínimo .</a> 1% até dois mil e não sei quantos euros. Bolas! ( para não dizer outra coisa ), e os que ganham 500€ ? São só 25€ a mais que o salário mínimo .</a> Pagarão também mais 1% ? Foi o que eu entendi do noticiário Televisivo agora mesmo, logo a seguir ao Papa. Pelos vistos não temos gente capaz de nos governar. Pelos vistos também gostamos de ser usados. Sempre que penso assim lembro-me ( desculpem a publicidade ) do Klinex , depois de usado atira-se fora.
Se houvesse impostos para as promessas eleitorais não cumpridas, púnhamos fim ao défice num instante.
Escamotear os mexilhões com…
Tantos discursos portentosos
de psitacismo eleitoral
brotam de motivos ventosos
qual patologia visceral!
A governação declinável
de argumentos coerentes
tem um carácter entranhável
de verborreias referentes.
São distorcidos muitos milhões
em vis políticas amorais
escamoteando os mexilhões
com argumentações viscerais.
“Psitacismo eleitoral”: é isso mesmo, Amêijoa.
Sei que não é relacionado com a assunto mas tenho de reproduzir um comentário, a uma notícia do Público online, que está constantemente a ser apagada pela censura do próprio jornal:”Quando são os próprios jornalistas que fazem censura, nomeadamente nos comentários do jornal Público, apagando aqueles que não gostam, eventualmente por não serem de esquerda, então, estamos muito mal. A Ibéria socialista, personificadas em Sócrates e Zapatero, uma Ibéria socialista sem valores, subjugada a interesses das lojas maçónicas, uma Ibéria em crise, desgastada por uma desgovernação que protegeu os grandes grupos económicos, criou os subsidiodependentes, uma Ibéria dos desempregados (10% em Portugal e 20% na Espanha), uma Ibéria em que a politica de morte/aborto foi algo de central e fundamental, uma Ibéria que, conforme se pode ler nas noticias ontem vindas de Espanha, a politica de incentivos à natalidade foi o primeiro a ser cortado como medida de combate ao deficit, uma Ibéria desgovernada num despesismos em contratos públicos catastróficos para o Estado e de lucro incalculável para alguns privados, uma Ibéria… olhem podem apagar à vontade pois este comentário e outros como este já estão em milhares de blogues, em milhares de caixas de correio, para ficarem a saber que tipo de censura temos neste jornal Público… público mas muito pouco.”
Ao menos vamos poder apanhar o TGV para fugir daqui… se conseguirmos encontrar o Poceirão 🙂
Nem penses. Viste a imagem? ‘The End’. Parece que não haverá uma saga.
O Poceirão? Jamé! Só se for numa daquelas maravilhosas maquinetas que há pouco aqui nos trouxe o João Carvalho, porque para uma travessia do deserto tem que se ir muito bem equipado… E depois, quando começar a ver lá muito ao fuuuundo uma imagem tremida de um TGV, tenha atenção, pois é quase certo que se trata de uma miragem.
Mas isto tem ou não a ver com o famigerado Tratado de Lisboa (talvez em Lisboa fosse mais apropriado…)?
Não se previa algo deste intervencionismo de género(s)?
Caro Zé Luís, o PS não previa nada disto. Nem no programa eleitoral nem nas sucessivas declarações do primeiro-ministro. Pelo contrário, foi desmentindo tudo até à véspera de anunciar o aumento global de impostos, pressionado por Bruxelas.
Caro Pedro, subscrevo seu post.
Não me surpreende, Ricardo. Abraço.
Paz à sua alma. E que nos deixe descansar em paz.
A alma dele pode descansar, Ana. Mas os nossos corpos estão cada vez mais cansados.
Se é esta a posição do Pedro Correia, então presumo que também considere a liderança da oposição pelo actual PSD ferida de morte por ter violado a sua principal promessa eleitoral de que não aceitaria aumento de impostos e provocaria eleições antecipadas se tal fosse submetido a votação no parlamento. Donde, eleições legislativas, claro, mas precedidas de novas eleições internas no PSD. O próximo candidato a primeiro-ministro não pode estar associado a este governo como PPC nitidamente está.
“Esta é a posição do Pedro Correia”, diz você. Não é a sua?
que ela chegue ao fim, é-me indiferente. o pior sou eu que também já estou nas lonas
Tu e mais uns dez milhões. Incluindo os que votaram PS.