Facadinhas e recompensas


Ana Vidal,

 

Hoje de manhã, no café. Diálogo de um casal, dividido entre a bica e as capas das revistas penduradas atrás do balcão:

 

– Já me viste aquilo do Pinto da Costa com as brasileiras?

– Já. O homem é de força! Depois de casar outra vez e tudo… coitada da Filomena.

– É para dares valor ao homem que tens. Nunca há-des passar por essa vergonha, vês?

– Pois não. Mas também nunca vou ter um Austin-Martin…

36 comentários em “Facadinhas e recompensas”

    1. O sentido prático de uma mulher é desarmante, Pedro. Nenhuma brasileira, nem a mais desesperada por um visto de residência, pegaria no marido dela. E acho que ela sabia isso muito bem. Fiquei meia hora a rir sozinha com a resposta dela, confesso.

  1. Eh eh eh
    Será que já aderiram ao acordo ortográfico?
    “Há-des” e “Austin-Martin” leva a presumir que sim.
    Aliás como dizia o meu pai:
    “Eu seduzi que sim”…
    Valha-nos um burro aos coices.
    Quanto às desventuras amorosas do PC ele lá sabe(ou não).
    Claro que ninguém acredita na performance do homem, mas a côr azul dos comprimidos faz milagres.Ainda lhe dá um AVC.
    Por outro lado de vez em quando crescem-lhe umas orelhinhas de osso que lhe assentam tão bem.Sim porque ninguém acredita que aquilo é só dele.Não entendo a queda dele para brasileiras,afinal as mulheres Portuguesas são do mais belo que há; só não são é tão burras…
    É bom que ele se entretenha com coisas que não o futebol; o meu BENFICA AGRADECE.
    O que me faz comichão é a mulher dele(a que tá no papel) andar impávida e serena. Até porque deve ter dificuldade em entrar em casa; porventura terá que entrar de lado…

    1. De lado? Ora, ora… entra de Austin-Martin, Jorge Gabriel!

      (Claro que estou a brincar, note-se. Uma mulher que se deixa comprar por um carro, por melhor que ele seja, perde a face. E nunca mais pode mostrar-se indignada com coisa nenhuma.)

      1. Oooooh…
        Mas neste caso é amor mesmo,aliás nota-se a milhas…
        Mulher que se deixe seduzir à custa de contrapartidas fica sem moral para nada.Mas agora tudo se esperar não é verdade?

          1. Acho que essa hipotese nem se colocaria em circunstância alguma…

  2. Lá está, a vida rege-se pela lei das compensações.
    (Eu não tenho sol, mas, em contrapartida, tenho o Manneken Pis à mão de semear…)
    🙂

  3. Ana, só a menina para me por a googlar à procura do Austin-Martin . Sim sim, sou um bocado para o distraído no que toca a automóveis, o João Carvalho até deve estar a pensar, mas que desgraça….
    :))

  4. Antes do mais… OLÁ, ANA!!

    THIS IS JP!!!

    Pronto, agora vamos ao que interessa:

    A inveja que grassa na sociedade portuguesa, além de má conselheira, em tempo de vacas magras, tolda uma avaliação justa e isenta das qualidades desse D.Juan português, chamado Jorge Nuno Pinto da Costa.

    Eternamente ingénuo, ou não continuasse a achar revigorante o Nestum com mel, quero crer que o interesse do mulherio por Pinto da Costa reside sim, numa complexa teia de actos de sedução, refinado humor, neo-cavalheirismo e, sobretudo, pujança sexual.

    Levando em linha de conta, a resposta sempre pronta na ponta da língua, PC deve ser um ás no sexo oral.

    Pela forma como contrata os melhores pontas-de-lança, afigura-se mestre da prospecção, adivinhando-se capaz de aprofundar as questões que mais lhe interessam.

    E a fazer fé no seu envolvimento em manobras mais ou menos escabrosas, dir-se-á um digno performer das artes do Kamasutra.

    Por isto, e muito mais, se explica a capacidade de PC em arregimentar para a sua cama, digo causa, “as melhores brasileiras do pedaço”.

    Ou então… não é nada disto, e será apenas mitologia o fogo do dragão.

    Beijos para a Ana e saudações para o resto do pessoal do “Delito de Opinião”.

    1. Olha quem ele é! Gosto de ver-te por aqui, JP! E já tinha saudades destas tuas análises iluminadas sobre mitologia clássica.

      No fundo, no fundo, tens razão: o Pinto da Costa é irresistíbel e isto é tudo inbeja…

      Beijos. Aparece!
      🙂

    2. “Por isto, e muito mais, se explica a capacidade de PC em arregimentar para a sua cama, digo causa, “as melhores brasileiras do pedaço”.

      Peguei nesta peça porque me lembrei das ex-mulheres do Jardel e do Deco.
      E quando me lembro delas fico com a certeza que o PC realmente não percebe nada de mulheres…

  5. Ana, no caso muito específico em apreço, e tendo em conta a qualidade do protagonista principal, subscrevo a tese da segunda senhora: «vergonha» é não negociar o «Austin-Martin». ;-D

  6. Ana, uma dúvida: O ‘Austin Martin’ é um AM para brasileiras ou é um AM feito no Brasil? Cá pra mim e por via das dúvidas, só gosto dos genuinos, dos ‘made in England’. I AM, you are, and so on, and so on…

    1. Vejamos as coisas assim, Luís: para se “limpar” perante a mulher (com quem casou duas vezes, ainda por cima) de aventuras consecutivas com brasileiras muito mais novas do que ela; de um caso escaldante que foi pasto dos media durante meses, com uma portuguesa do mesmo calibre; de inúmeros escândalos que envolvem corrupção, falcatruas sortidas e até violência… O MÍNIMO que o homem deve fazer é oferecer à mulher o carro genuíno!!

      1. Concordo inteiramente consigo, Ana: para a ‘legítima’, só um carro genuíno. Assim, fica tudo a condizer, que é como quem diz, “fica a bater a bota com a perdigota”! Venha então de lá um Aston Martin dos verdadeiros para a madame PC, pois então!…

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