«Nove horasche a-quarenta a-e doische a-minutosche. A-vamosche a-agora conferir osche a-movimentosche a-dasche a-Bolsasche.»
«Nove horasche a-quarenta a-e seische a-minutosche. A-lembro-lhe agora asche a-principaische a-notíciasche a-dasche a-últimasche a-trêsche a-horache.»
(Pivot da Edição da Manhã, SIC-N)

Sutaq de Licheboa é mechmo assim. E ainda dichem que oche ôtroche é que falam com sutaq.
Ele há sotaquesche a-e sotaquesche.
Uff…Que esforço…Pior ler ou ouvir? eheh
A-cumprimentosche.
Estasche a-coisasche a-são difíceische a-de escrever…
Veja lá Pedro se não quer levar com uma alface na cara. Eu sou alfacinha e não falo ach-ssim.
Olá, Hot Legsche!
Não sou de Lisvoa mas não gostei de ber o que bi!
Vem bisto!
E de um pessoa perder a paciência. Não sei onde foram buscar esta maneira de falar, e não me digam que é de lisboa , please ! é mas é de uma casta de gente que tem a mania que é muito fina…
É insuportável a qualquer hora, mas ouvi-los logo pela manhã…
Estesj a-pivoche da treta a…(de que aqui a-játemosche a-falado)… ejstão a-meschmo a precisar de uma a-revisjão em a-baixa…
Esse ‘moleiro’ é na verdade insuportável e não há ninguém que o mande para outro moinho. Está visto, com ele ninguém faz farinha, nem farelo!
Nem farinhasche a-nem farelosche.
E quem garante que ele é de Lisboa? Pode muito bem ser de Carnaxide.
Se bem me lembro, esse estilo arrastado foi inaugurado por Mário Crespo, nos seus telejornais na RTP, ainda antes dele ser mandado para os EUA, e continua hoje a ser cultivado no Jornal das Nove da SIC-N.
Não, não, Sérgio. Quem inaugurou o estilo foi o Carlos Pinto Coelho, que fez escola. E depois foi um rastilho.
Ana e Sérgio, os estilosche a-são diferentesche.
Reparem bem que a voz arrastada do Carlos Pinto Coelho e o arrastamento da voz que se vai sumindo do Mário Crespo têm pouco em comum com os “ss” enroladinhos e invariavelmente seguidos de ‘hãs’ destes tipos(as). Estes são doentios.
Meus caros,
Acho que são todos igualmente maus (e ainda faltava referir o estilo Moura Guedes, um pouco mais, digamos, “boquiaberto”).
Quem está no ecrã a ler/dizer as notícias tem de ter uma dicção impecável, tem de falar de forma escorreita, simples, directa, clara, pronunciando devidamente as palavras e as sílabas, sem gaguez, trejeitos, arrastamentos, inflexões despropositadas do discurso ou modismos.
Tem de fazê-lo de maneira a que todos possam perceber o que está a ser dito de Viana do Castelo a Vila Real de Santo António, das ilhas a Moçambique, de Cabo Verde a Timor.
Só assim se presta um serviço decente aos telespectadores, a Portugal e à língua.
Já foi assim, Sérgio. No tempo em que havia chefes de Redacção e não havia editores (?), que era o tempo em que tinha de se falar escorreitamente e em que os tiques e modernices davam direito a apanhar nas orelhas.
Corror, vem uma pessoa pó estrangeiro e deixa de saber falar chique, tá a ver? Ò querido, jure quessa moda é possidónia e sobretudo muito passageira! Mas olhe, obrigada por fazer destes poschts para eu ir não perder o sotaque.
É que isto das reputaçõeches são imensamente árduaches de manter…
(e já agora, o novo chique é montes de complicado de escrever, sei lá)
Ó tiá, deu-me um tabalhão daqueles esquever isto, tá ver?
Não sejas mau. É sempre bom que nos alembrem as coisas importantes logo de manhã. Sobretudo as horasche.
Fico nasche a-horasche. A-dão-me umasche a-ganasche.
Uiiiiiiiiiii. Do que me tenho livrado! Não me diga que os “piquenos” tiveram uma recaída! Houve um tempo em que me pareceu que se andavam a esforçar para não falarem assim! Balhamedeus mailo dialecto exasperante!
:))
[Nota alta para o título do post!]