Nos 200 anos de Chopin (III)


Pedro Correia,

36 comentários em “Nos 200 anos de Chopin (III)”

          1. Vou amanhã ver, a medo, o último do Woody Allen. Tenho andado zangada com ele desde que mudou de registo e começou a fazer filmes iguais aos dos outros meninos. Mas dizem-me que este me fará reconcilar com ele… o que achaste, se já o viste?

          2. Já o vi – e gostei muito. Divertidíssimo. Ri imenso, à gargalhada. Trata-se de um roteiro escrito por Woody Allen na década de 70 e por acaso nunca filmado até agora. Daí esta digressão absolutamente inesperada a um género de cinema que Woody Allen cultivou até à primeira metade da década seguinte e que tinha praticamente abandonado. Sentimos uma saudável nostalgia ao ver esta divertida sátira a uma certa forma de ser norte-americano e nova-iorquino.

          3. Também tenho ando a fugir de o ver Ana, não me apetece nada aborrecer com Woody Allen , já tenho a minha dose de decepções. Depois diga-me o que lhe pareceu para eu ver se vale a pena. Pelo contrário se ainda não viu “Um Homem Singular”, aconselho vivamente a não perder.

          4. Não Ana, não é esse dos irmãos Cohen, esse tem o título um “homem sério”, ainda não vi. É outro “um homem singular” é de Tom Ford, com Colin Firth, uma interpretação fabulosa, e Julianne Moore.

          5. Acabei de chegar a casa mas afinal não fui ao cinema. Ainda estou a digerir o vendaval que o meu pedido de comentários ao assunto “Jumento” causou aqui no Delito, e também o que tem varrido toda a blogosfera sobre este tema…

          6. Lá fui hoje ver o Woody Allen, Pedro. Concordo contigo: o filme é divertidíssimo e fiz, finalmente, as pazes com um dos meus realizadores preferidos. Mesmo sem o brilhantismo de outros deste género (para mim o melhor de todos é um que poucos conhecem: As faces de Harry) é sem dúvida o regresso do humor inconfundível de Woody Allen. Só tive pena de não ter sido ele a fazer o papel principal, o que tornaria aquele delírio ainda mais engraçado.

          7. Também adorei «As Faces de Harry», quanto a mim o melhor filme dele da década de 90. Aaqui achei imensa graça ao truque de ter-se feito interpretar por suposto actor (já tinha adoptado esta fórmula, mal conseguida, em «Celebridades»). Um actor que aqui exagera os tiques dos próprio WA, acentuando a vertente irónica do filme. Aos 74 anos, ele fez bem em delegar esse papel num actor um pouco mais novo: nele já resulta pouco crível o papel de pinga-amor, ainda que embirrante e rezingão. Mas a ‘persona’ dele permanece. E NY também. E o humor corrosivo que tão bem conhecemos nos 70, idem aspas. Aqueles 10 minutos finais, com aquela reviravolta geral, são simplesmente delirantes.

            (olha, fiquei com vontade de rever o filme…)

          8. É, tens razão. Foi inteligente não ter sido ele o actor, está muito velho já para este papel. E entregou-o muito bem, aliás.

    1. Lamento que este filme esteja tão ausente da habitual filmografia disponível em cinematecas e canais teelvisivos ‘culturais’. Foi como se nunca tivesse existido. Há outro do Bergman, da mesma época, que nunca consegui rever: ‘O Ovo da Serpente’. Tornou-se um filme quase invisível.

      1. Tens razão. Também vi ‘O Ovo da Serpente’, julgo que no cinema Londres, e nunca mais o vi. Ficou-me a ideia que era um filme singular na obra dele e julgo que não estou errada, pelo que vejo no trailer que encontrei aqui:
        http://www.youtube.com/watch?v=n-G6iPqPHDg
        Foi produzido pelo Dino de Laurentis, numa altura em que Bergman viveu na Alemanha, por problemas com o Fisco sueco. Talvez tudo isto explique o desaparecimento deste filme…

    2. Tem a particularidade de marcar o regresso de Ingrid Bergman ao cinema sueco 39 anos depois de ter partido rumo aos EUA (o seu filme sueco anterior, ‘Intermezzo’, era de 1939).

    1. A tensão mãe/filha que perpassa por todo o filme, uma tensão mais sugerida do que afirmada e da qual o afecto nunca está totalmente ausente, é algo muito difícil de filmar, sobretudo para um homem. Mas Ingmar Bergman supera esta prova de um modo sublime. Tudo neste filme se encaixa como uma peça de joalharia: interpretações, fotografia, música (esta fabulosa música de Chopin)…

  1. Grande filme, Pedro. Duas actrizes fantásticas (e bonitas) dirigidas pelo Ingmar Bergman. Era ele o realizador? De repente bateu-me a dúvida…

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