Vou amanhã ver, a medo, o último do Woody Allen. Tenho andado zangada com ele desde que mudou de registo e começou a fazer filmes iguais aos dos outros meninos. Mas dizem-me que este me fará reconcilar com ele… o que achaste, se já o viste?
Já o vi – e gostei muito. Divertidíssimo. Ri imenso, à gargalhada. Trata-se de um roteiro escrito por Woody Allen na década de 70 e por acaso nunca filmado até agora. Daí esta digressão absolutamente inesperada a um género de cinema que Woody Allen cultivou até à primeira metade da década seguinte e que tinha praticamente abandonado. Sentimos uma saudável nostalgia ao ver esta divertida sátira a uma certa forma de ser norte-americano e nova-iorquino.
Aleluia! Já vou mais animada, obrigada.
Também tenho ando a fugir de o ver Ana, não me apetece nada aborrecer com Woody Allen , já tenho a minha dose de decepções. Depois diga-me o que lhe pareceu para eu ver se vale a pena. Pelo contrário se ainda não viu “Um Homem Singular”, aconselho vivamente a não perder.
Os irmãos Cohen não costumam decepcionar. Obrigada pela dica, Ariel.
Não Ana, não é esse dos irmãos Cohen, esse tem o título um “homem sério”, ainda não vi. É outro “um homem singular” é de Tom Ford, com Colin Firth, uma interpretação fabulosa, e Julianne Moore.
Ah, confusão minha. Assim fico com dois homens para ver, o que é ainda melhor… 🙂
Sem dúvida… :)))
E então? Gostaste do Allen?
Acabei de chegar a casa mas afinal não fui ao cinema. Ainda estou a digerir o vendaval que o meu pedido de comentários ao assunto “Jumento” causou aqui no Delito, e também o que tem varrido toda a blogosfera sobre este tema…
Lá fui hoje ver o Woody Allen, Pedro. Concordo contigo: o filme é divertidíssimo e fiz, finalmente, as pazes com um dos meus realizadores preferidos. Mesmo sem o brilhantismo de outros deste género (para mim o melhor de todos é um que poucos conhecem: As faces de Harry) é sem dúvida o regresso do humor inconfundível de Woody Allen. Só tive pena de não ter sido ele a fazer o papel principal, o que tornaria aquele delírio ainda mais engraçado.
Também adorei «As Faces de Harry», quanto a mim o melhor filme dele da década de 90. Aaqui achei imensa graça ao truque de ter-se feito interpretar por suposto actor (já tinha adoptado esta fórmula, mal conseguida, em «Celebridades»). Um actor que aqui exagera os tiques dos próprio WA, acentuando a vertente irónica do filme. Aos 74 anos, ele fez bem em delegar esse papel num actor um pouco mais novo: nele já resulta pouco crível o papel de pinga-amor, ainda que embirrante e rezingão. Mas a ‘persona’ dele permanece. E NY também. E o humor corrosivo que tão bem conhecemos nos 70, idem aspas. Aqueles 10 minutos finais, com aquela reviravolta geral, são simplesmente delirantes.
(olha, fiquei com vontade de rever o filme…)
É, tens razão. Foi inteligente não ter sido ele o actor, está muito velho já para este papel. E entregou-o muito bem, aliás.
Que grande, grande malha! Tu és serviço público, Pedro… Adoro esta cena…
Lamento que este filme esteja tão ausente da habitual filmografia disponível em cinematecas e canais teelvisivos ‘culturais’. Foi como se nunca tivesse existido. Há outro do Bergman, da mesma época, que nunca consegui rever: ‘O Ovo da Serpente’. Tornou-se um filme quase invisível.
Tens razão. Também vi ‘O Ovo da Serpente’, julgo que no cinema Londres, e nunca mais o vi. Ficou-me a ideia que era um filme singular na obra dele e julgo que não estou errada, pelo que vejo no trailer que encontrei aqui: http://www.youtube.com/watch?v=n-G6iPqPHDg Foi produzido pelo Dino de Laurentis, numa altura em que Bergman viveu na Alemanha, por problemas com o Fisco sueco. Talvez tudo isto explique o desaparecimento deste filme…
Tem a particularidade de marcar o regresso de Ingrid Bergman ao cinema sueco 39 anos depois de ter partido rumo aos EUA (o seu filme sueco anterior, ‘Intermezzo’, era de 1939).
A tensão mãe/filha que perpassa por todo o filme, uma tensão mais sugerida do que afirmada e da qual o afecto nunca está totalmente ausente, é algo muito difícil de filmar, sobretudo para um homem. Mas Ingmar Bergman supera esta prova de um modo sublime. Tudo neste filme se encaixa como uma peça de joalharia: interpretações, fotografia, música (esta fabulosa música de Chopin)…
bem lembrado.
Grande filme. Grandes cenas entre duas fabulosas actrizes. Com Chopin em fundo.
Ainda o mês passado vi esse filme na RTP2.
Vi este filme na estreia. Gostava muito de o rever. Há cenas que jamais esqueci – esta do piano, por exemplo.
Creio que o vi no cinema ”Londres”.
” Em ”Sonata de Outono”, a música jamais é um elemento melodramático, nunca serve para enfatizar emoções, mas perfaz uma função poética e sensorial.”
http://blogdoturnes.blogspot.com/2009/05/b ergman-sonata-de-outono.html
Duas grandes interpretações. Do melhor que vi desde sempre, este saudável confronto de talentos entre Ingrid Bergman e Liv Ullman.
Concorda que no fim o filme nada tem de redentor?
Concordo, o que aliás era habitual nos filmes de Ingmar Bergman.
Tudo bom. Música, realização, o desempenho destas duas grandes actrizes. Com Ingmar Bergman a perfeição existe.
Penso o mesmo, Teresa.
Também eu. Esta amostra lembrou-me de que já tenho saudades destes fantásticos filmes do Bergman.
Passa-se o mesmo comigo. Apetecia-me ver uma grande retrospectiva dos filmes de Bergman. E de Buñuel. E de Fellini. E do Woody Allen.
Vou amanhã ver, a medo, o último do Woody Allen. Tenho andado zangada com ele desde que mudou de registo e começou a fazer filmes iguais aos dos outros meninos. Mas dizem-me que este me fará reconcilar com ele… o que achaste, se já o viste?
Já o vi – e gostei muito. Divertidíssimo. Ri imenso, à gargalhada. Trata-se de um roteiro escrito por Woody Allen na década de 70 e por acaso nunca filmado até agora. Daí esta digressão absolutamente inesperada a um género de cinema que Woody Allen cultivou até à primeira metade da década seguinte e que tinha praticamente abandonado. Sentimos uma saudável nostalgia ao ver esta divertida sátira a uma certa forma de ser norte-americano e nova-iorquino.
Aleluia! Já vou mais animada, obrigada.
Também tenho ando a fugir de o ver Ana, não me apetece nada aborrecer com Woody Allen , já tenho a minha dose de decepções. Depois diga-me o que lhe pareceu para eu ver se vale a pena. Pelo contrário se ainda não viu “Um Homem Singular”, aconselho vivamente a não perder.
Os irmãos Cohen não costumam decepcionar. Obrigada pela dica, Ariel.
Não Ana, não é esse dos irmãos Cohen, esse tem o título um “homem sério”, ainda não vi. É outro “um homem singular” é de Tom Ford, com Colin Firth, uma interpretação fabulosa, e Julianne Moore.
Ah, confusão minha. Assim fico com dois homens para ver, o que é ainda melhor…
🙂
Sem dúvida…
:)))
E então? Gostaste do Allen?
Acabei de chegar a casa mas afinal não fui ao cinema. Ainda estou a digerir o vendaval que o meu pedido de comentários ao assunto “Jumento” causou aqui no Delito, e também o que tem varrido toda a blogosfera sobre este tema…
Lá fui hoje ver o Woody Allen, Pedro. Concordo contigo: o filme é divertidíssimo e fiz, finalmente, as pazes com um dos meus realizadores preferidos. Mesmo sem o brilhantismo de outros deste género (para mim o melhor de todos é um que poucos conhecem: As faces de Harry) é sem dúvida o regresso do humor inconfundível de Woody Allen. Só tive pena de não ter sido ele a fazer o papel principal, o que tornaria aquele delírio ainda mais engraçado.
Também adorei «As Faces de Harry», quanto a mim o melhor filme dele da década de 90. Aaqui achei imensa graça ao truque de ter-se feito interpretar por suposto actor (já tinha adoptado esta fórmula, mal conseguida, em «Celebridades»). Um actor que aqui exagera os tiques dos próprio WA, acentuando a vertente irónica do filme. Aos 74 anos, ele fez bem em delegar esse papel num actor um pouco mais novo: nele já resulta pouco crível o papel de pinga-amor, ainda que embirrante e rezingão. Mas a ‘persona’ dele permanece. E NY também. E o humor corrosivo que tão bem conhecemos nos 70, idem aspas. Aqueles 10 minutos finais, com aquela reviravolta geral, são simplesmente delirantes.
(olha, fiquei com vontade de rever o filme…)
É, tens razão. Foi inteligente não ter sido ele o actor, está muito velho já para este papel. E entregou-o muito bem, aliás.
Que grande, grande malha! Tu és serviço público, Pedro… Adoro esta cena…
Vê lá tu, José, aonde o Chopin nos pode conduzir…
Grande malha, sim senhor! Adoro este.
Lamento que este filme esteja tão ausente da habitual filmografia disponível em cinematecas e canais teelvisivos ‘culturais’. Foi como se nunca tivesse existido. Há outro do Bergman, da mesma época, que nunca consegui rever: ‘O Ovo da Serpente’. Tornou-se um filme quase invisível.
Tens razão. Também vi ‘O Ovo da Serpente’, julgo que no cinema Londres, e nunca mais o vi. Ficou-me a ideia que era um filme singular na obra dele e julgo que não estou errada, pelo que vejo no trailer que encontrei aqui: HDg
http://www.youtube.com/watch?v=n-G6iPqP
Foi produzido pelo Dino de Laurentis, numa altura em que Bergman viveu na Alemanha, por problemas com o Fisco sueco. Talvez tudo isto explique o desaparecimento deste filme…
Estranhíssimo, o desaparecimento deste filme, que parece ter-se volatilizado. Hei-de tentar saber o que se passou.
Tem a particularidade de marcar o regresso de Ingrid Bergman ao cinema sueco 39 anos depois de ter partido rumo aos EUA (o seu filme sueco anterior, ‘Intermezzo’, era de 1939).
Ingmar Bergman é a perfeição em toda a linha.
A tensão mãe/filha que perpassa por todo o filme, uma tensão mais sugerida do que afirmada e da qual o afecto nunca está totalmente ausente, é algo muito difícil de filmar, sobretudo para um homem. Mas Ingmar Bergman supera esta prova de um modo sublime. Tudo neste filme se encaixa como uma peça de joalharia: interpretações, fotografia, música (esta fabulosa música de Chopin)…
Grande filme, Pedro. Duas actrizes fantásticas (e bonitas) dirigidas pelo Ingmar Bergman. Era ele o realizador? De repente bateu-me a dúvida…
Era, sim. Foi o regresso dele à Suécia após um breve período a filmar fora do país, nomeadamente nos EUA, onde nunca se deu bem.