Li tudo o que é Maigret. E vi a série de TV com o Jean Richard. A ITV, se não estou em erro, lançou quatro episódios com Rowan Atkinson no papel principal. Num registo completamente diferente, penso que segurou bem a personagem do comissário, mesmo indo contra o nosso imaginário colectivo de leitores de Simenon.
Não vi a série inglesa nem senti vontade, confesso. Um Maigret inglês, falando inglês, seria para mim tão deslocado como um Sherlock Holmes parisiense falando em francês na Baker Street.
A série dos anos 70 terá resistido mal ao tempo. Creio até que foi a última série francesa rodada a preto e branco, tendo servido de qualquer modo para despertar a atenção de muitos para a obra literária. O comissário foi também várias vezes transposto para o cinema. Jean Gabin terá sido o mais célebre dos actores que lhe deram corpo na tela.
Hoje não tenho dúvidas em concluir que o melhor do universo Maigret está mesmo na obra literária de Simenon – a que um crítico justamente equiparou à de Balzac na sua “comédia humana”, transposta para o século XX. O mais espantoso, para mim, foi ele ter escrito 192 livros em nome próprio (incluindo 75 com o seu herói Jules Maigret), mais umas dezenas com pseudónimo. Parece ter passado quase toda a sua longa vida a escrever.
Para ser franca, a ITV consegue fazer séries muito boas, porque capta perfeitamente o ambiente que os livros descrevem. É certo que um Mr. Bean, de cachimbo, mais sorumbático e sério, é um gosto que se adquire no segundo ou terceiro episódio. Mas em Novembro estreou este. Estou mortinha para poder ir ver. https://m.imdb.com/title/tt10545696/
Nunca dariam um Nobel a um escritor de livros policiais, “vulgares”… Alguns “Maigret” -. não todos, pois o homem escrevia de supetão, são magníficos. Há pouco anos li um, “Maigret chez les flamands” que é extraordinário, mesmo,.
Le chien jaune
Maigret VI
Talvez um dos melhores.
Li tudo o que é Maigret. E vi a série de TV com o Jean Richard. A ITV, se não estou em erro, lançou quatro episódios com Rowan Atkinson no papel principal. Num registo completamente diferente, penso que segurou bem a personagem do comissário, mesmo indo contra o nosso imaginário colectivo de leitores de Simenon.
Não vi a série inglesa nem senti vontade, confesso.
Um Maigret inglês, falando inglês, seria para mim tão deslocado como um Sherlock Holmes parisiense falando em francês na Baker Street.
A série dos anos 70 terá resistido mal ao tempo. Creio até que foi a última série francesa rodada a preto e branco, tendo servido de qualquer modo para despertar a atenção de muitos para a obra literária.
O comissário foi também várias vezes transposto para o cinema. Jean Gabin terá sido o mais célebre dos actores que lhe deram corpo na tela.
Hoje não tenho dúvidas em concluir que o melhor do universo Maigret está mesmo na obra literária de Simenon – a que um crítico justamente equiparou à de Balzac na sua “comédia humana”, transposta para o século XX.
O mais espantoso, para mim, foi ele ter escrito 192 livros em nome próprio (incluindo 75 com o seu herói Jules Maigret), mais umas dezenas com pseudónimo.
Parece ter passado quase toda a sua longa vida a escrever.
Para ser franca, a ITV consegue fazer séries muito boas, porque capta perfeitamente o ambiente que os livros descrevem. É certo que um Mr. Bean, de cachimbo, mais sorumbático e sério, é um gosto que se adquire no segundo ou terceiro episódio.
Mas em Novembro estreou este. Estou mortinha para poder ir ver.
https://m.imdb.com/title/tt10545696/
adoro. e apanhei episódios antigos da série de tv no you tube , também bem bons.
Nunca dariam um Nobel a um escritor de livros policiais, “vulgares”… Alguns “Maigret” -. não todos, pois o homem escrevia de supetão, são magníficos. Há pouco anos li um, “Maigret chez les flamands” que é extraordinário, mesmo,.