
Hoje é O Dia do Coitado
«Este dia, assinalado nas terceiras sextas-feiras de Dezembro desde 1976, tem tudo a ver com amar e apoiar o sofredor. Um coitado é alguém que numa competição ou em qualquer evento geralmente se espera que vá perder ou falhar. Podemos sempre fazer alguma coisa para animar estes anti-heróis, começando por lhes despertar o espírito de vitória.
Muitas histórias, como a de David e Golias, demonstram que um desafortunado pode vencer uma luta com alguém mais forte ou poderoso. A simpatia pelos coitados está há tanto tempo enraizada em fábulas e mitos que as pessoas adoram quando um sofredor vence.
A palavra coitado pode ser usada em vários campos, designando geralmente pessoas que não alcançam sucesso. Este marco no calendário pretende celebrar os heróis desconhecidos nos desportos, nos filmes e até na vida real.»
Quantas pessoas não conhecemos às quais nos referimos como “é um coitado”. O termo coitadinho é depreciativo, apesar de na maior parte das vezes ser pronunciado com a melhor das intenções. Não faz parte da natureza humana recuperar os coitadinhos, por muitos dias de celebração que possam existir.

Hoje é O Dia das Camisolas Pavorosas
«As camisolas pavorosas existem desde que as pessoas criaram um conceito de moda. Nem sempre foram feitos propositadamente – talvez alguém tenha cometido um erro no tricô ou tentado um novo design que não ficou tão bem quanto se pensava. No entanto, não demorou muito para que as avós de todos os lugares estivessem conscientemente (talvez enquanto riam para si mesmas) tricotando camisolas de Natal pavorosas para os netos.
No entanto, no mercado tiveram estreia nos anos 80, quando em várias séries de TV os protagonistas vestiam camisolas berrantes e pavorosas que logo se tornaram moda.
Os anos 90 pareciam ansiosos para se livrarem desta tendência, mas a coisa deu para o torto quando dois homens de Vancouver tiveram a ideia de dar a primeira festa oficial da camisola à bimbo, para arrecadar dinheiro para o tratamento de cancro de um amigo. A festa foi um sucesso, abrindo caminho para eventos semelhantes aparecerem em todo o hemisfério norte. Festas de camisolas pavorosas iam de pequenas reuniões de férias a grandes eventos, às vezes em iniciativas de caridade. Festas e competições de roupas à bimbo são agora um dos destaques da temporada. As festas temáticas de Natal, ou de começo e fim de Verão, também incentivam estas camisolas à bimbo, qual delas a pior.»
A minha Tia Adelaide, cujo bom gosto era muitíssimo questionável, mandava fazer, a uma amiga e colega de mercado que sabia tricotar, as camisolas mais horrorosas que já vi. Eram às cores, muitas e incompatíveis, feitas com uma lã grossa “própria para o frio”, que eu podia jurar que absorviam a humidade e ficavam pesadas como chumbo. Se me pensasse com a camisola vestida, teria seguramente dez quilos a mais. As minhas encontravam-se refundidas num canto escuro do guarda-roupa, debaixo de tudo o que lá estava guardado, mas quando íamos sair com a tia, ou pelo Natal, lá saíam os pavorosos indumentos que nos achouriçavam a vida, mas tinha de ser. Ainda bem que cresci e que a Tia Adelaide concluiu que eu já estava muito grande para as camisolinhas. Ficaram para a próxima vítima, salvo erro, a minha prima Cristina.
(Imagens Google)

na minha aldeia ‘coitadinho’ era o sujeito com a testa decorada com os respectivos ornamentos
como ex-presidente da associação dos mal vestidos qualquer saca de serapilheira com 3 buracos era YSL
ontem esqueci uma maneira de fazer chá (não da Pérsia) na qual se baseou a destilação: colocava-se a água numa chaleira e na boca um passador de rede com as folhas, tapava-se e aquecia-se.
o pessoal era ignorante, mas não era estúpido
Tem toda a razão acerca das griffes. Confeccionam mamarracho atrás de mamarracho a que chamam haute couture, moda, portanto, botam-lhe a etiqueta e vale milhares de euros. E essa moda, no ano seguinte já passou de moda.
Não é só na sua aldeia que se diz que coitadinho é chifrudo. Estes coitadinhos são aqueles a quem acontece tudo e exploram a comiseração ao máximo. Quanto a mim, conheço muitos que seguramente sofrem da Síndrome de Munchausen.
Essa maneira de fazer chá é estranha. As folhas “coziam” e destilavam com o vapor e o “chá” que originavam voltava para dentro da chaleira?
Não confundir o Coitado com o Tadinho!
O Tadinho nasceu a 25A74 e anda por aí.
Só conheço El-Rei Tadinho no Reino das Cem Janelas, há mais Tadinhos de 25? Pergunta idiota, claro que sim!
Dia do Coitado, o mesmo que o Dia do Português.
Bom fim de semana ukce.
Tem alguma razão, António. O português é um coitadinho. Queixa-se de tudo, mas não faz coisa alguma para lutar contra as adversidades.