Hoje é dia de


Maria Dulce Fernandes,

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A 6 de Maio celebra-se O Dia Mundial do Acordeão

“Comemoração instituída pela Confederação Internacional dos Acordeonistas ou “Confédération Internationale des Accordéonistes”, para marcar a data de 6 de Maio de 1829, em que o inventor austríaco, Cirilo Demian, teria apresentado em Viena um instrumento rudimentar de palheta livre, teclado e fole, que contava com quatro botões na parte destinada à mão esquerda, cujo toque/pressão dos dedos permitia a obtenção de um acorde, donde o novo instrumento recebeu o nome de acordeão [do francês “acordeon”], nome que ficou definitivamente ligado ao instrumento através de inúmeros aperfeiçoamentos pois, segundo os entendidos na matéria, este instrumento nada mais é do que o resultado do aperfeiçoamento de diversos outros do mesmo género, como o Oeline de Eschenbach, o Aerophone de Christian Dietz, a Physarmónica de Hackel, etc… até chegar à sua forma definitiva, com vários registos para mudança de intensidade e timbre no som.”

Tenho boas memórias de música de acordeão, que o Ti João Velho, provecto  ancião que morava ao lado da Carvoaria e passava os dias sentado num banco à porta da mesma, onde era servido de copos de três, tocava nos Santos Populares enquanto as gentes o acompanhavam esganiçadas e cansadas de saltar a fogueira. 

“Ó Pavão, penas pavão, queres que te ame, não te amo não…”

Também tem na sua descrição como instrumento musical uma passagem que curiosamente me lembra muita gente que conheço: “rudimentar de palheta livre, teclado e fole.”

 

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Hoje celebra-se O Dia Internacional Sem Dieta

“O Dia Internacional Sem Dieta pretende celebrar a aceitação do corpo tal como ele é, chamando a atenção para os perigos de seguir dietas rigorosas e um modelo de corpo perfeito imposto diariamente pela sociedade moderna.

Neste dia declara-se a libertação da dieta restritiva e da obsessão pela perfeição, assim como se honram as vítimas de transtornos alimentares e de discriminação pelo excesso de peso.”

O meu médico, os meus tornozelos e os fabricantes de roupa permitem-se discordar.

Pessoalmente, passado o meu tempo de piquena jeitosa, estar-me-ia bem nas tintas para dietas e afins, não fora piquenas coisas sem importância como o coração, a tensão arterial e a sensível esquelética que, ao que parece, não foi projectada para transportar pesos pesados.

Para ser honesta, tenho um dia todas as semanas para me empanturrar do que me apetece. Tenho os outros seis dias para me  penitenciar com tranquilidade.

 

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Hoje celebra-se também O Dia Internacional do Azulejo

“O Dia Nacional do Azulejo visa sensibilizar a sociedade para a protecção do nosso património azulejar.”

A história da azulejaria é, para os aficcionados, fascinante. Poderão encontrar breve história no link abaixo.

https://ensina.rtp.pt/artigo/uma-breve-historia-da-azulejaria-portuguesa/

 

(Fotos Google)

38 comentários em “Hoje é dia de”

    1. Ena, então o balio não sabe o que é um copo de três !
      “O copo de três servia vinho que era bebido normalmente no intervalo das refeições sem acompanhamento ou acompanhando alguns petiscos ou tapas”.
      Tal e qual como ir beber uma imperial ou uma mini, antigamente tomava-se vinho, vulgo copos de três.

        1. Resumindo… já ouviu falar em tabernas e em vinho, certo? Antigamente ( e ainda agora em muitas aldeias) em vez de se ir ao café beber cerveja, ia-se à taberna tomar uns copos de três. Faz parte da tradição. Uma cartada e uns copos de três! Nunca ouviu falar? Caramba! Vinho a copo, ao balcão, à mesa, não? Quando se diz “vai um copinho?” pensa que vem de onde?

          1. O balio nunca foi a uma tasca, não está familiarizado com a linguagem popular. Um copo de três, um traçadinho, uma bifa e outras que agora não me lembro.

      1. Sai um copo de três!
        Nas tabernas havia vinho servido ao copo fora das refeições, como agora , habitualmente, se bebe uma “imperial”.
        Havia três medidas (copos) para servir o vinho: 1 100 cm3; 2 140 cm3; 3 180cm3.
        O copo da medida 3 é o que chamamos um penalti, mas o mais usual era um copo com a uma marca a meio para servir a medida 2 e a 1. O copo da medida 2 generalizou-se passando a ser o vulgar copo de três, cheio, ou de 2 pela marca a meio do copo.

    2. Eu como especialista, passo a explicar, um copo de três era um pequeno copo (com a altura de três dedos atravessados/horizontais) cujo conteúdo, normalmente, vinho era consumido no intervalo das refeições, durante um jogo de sueca ou de dominó, por exemplo.
      “Hoje saiu-me uma raspadinha com 20 euros, avia-me aí um bagaço num copo de três”
      (neste caso era um excesso, uma comemoração)

      1. Exactamente tal e qual me lembro, Pedro, tirando a parte da raspadinha que já é muito à frente para a minha memória de copos de 3. Ia muitas vezes à taberna (fazia parte da mercearia) comprar brilhantina num frasco para o meu pai.

      2. um copo de três era um pequeno copo (com a altura de três dedos atravessados/horizontais)

        Obrigado pela explicação convincente.

        O meu avô paterno, que era um camponês, tinha desses copos em casa dele, eram os copos em que bebia vinho às refeições (e em que servia vinho aos trabalhadores às merendas). Eu herdei alguns deles (muitos foram-se partindo), ainda tenho um em minha casa.

          1. não está ainda totalmente convencido?

            Estou convencido pela explicação do Pedro Oliveira: um copo de três é um copo pequeno com três dedos (atravessados) de altura. Faz sentido.

            Dizer que um copo de três é um copo de vinho bebido fora das refeições não faz qualquer sentido.

            Como o Pedro Oliveira esclareceu, o copo de três pode ser usado para vinho, mas também para aguardente.

          2. Este tipo de copos deve estar relacionado com três modelos

            Explicação ambígua e nada convincente.

            “Este tipo de copos” é que tipo? Como se define o “tipo de copos”?

            “deve estar relacionado”. Então está relacionado ou não está? Deve estar mas estará mesmo?

            Este ciberduvidas é de qualidade muito duvidosa.

          3. Então tem mais lógica 3 dedos na horizontal? É sem dúvida muito mais “popular”, mas é quanto à largura dos dedos? Hum? Pense lá, há mãos em que 3 dedos dão quase um copo de água, enquanto outras dão praticamente um copo de shot. Balio, balio você , não tem condições .

      3. Sim, havia esse copo, grosso, que não chegava a levar 1 dl
        Mas, essa de ser de “três” por causa da altura de três dedos na horizontal nunca ouvi dizer.

        1. havia esse copo, grosso, que não chegava a levar 1 dl

          Aqueles que eu tenho são, precisamente, de vidro (bastante) grosso. Mas levam ligeiramente mais que 1 dl.

          1. Eu tenho dois do meu avô, de vidro muito grosso que têm uma base ou pé, vá lá com 3 dedos até à parte do copo. Nunca cheguei a saber se são verdadeiros copos de 3.

          2. A discussão que você arranjou por causa de um copo de 3. Eu nessas coisas não sou esquisito uma malga também serve.

          3. A primeira vez que fui “à terra” depois de casar, serviram-vinho verde tinto numa malga branca. Parecia sangue e sabia a vómito, mas para não desfeitear a família e a tradição, bebi de ” penalti”. Voltaram a encher voltei a beber, até entender que se bebericasse também não tinha que lhe tomar o sabor. Mas já fui tarde. Deve ter sido um fim de tarde engraçado, não me lembro sequer.
            Da discussão nasce a luz e conclui-se a função social dos copos de 3, desde o princípio do século até ao meados dos anos 70.

          4. O meu avô morava em alfama, de maneira que eu em matéria de tascas tenho formação de nível universitário com doutoramento MBA e estágio incluído. Os carapauzinhos de escabeche, o ovo cozido ou os pastéis de bacalhau acompanhados com os respectivos copos de 3 cheios do barril devidamente baptizado com água del cano, faziam das tardes e das noites verdadeiras tertúlias filosóficas.
            Acho que o copo de três devia ser considerado património nacional.

  1. na minha juventude havia concertinas e harmónios.
    em 57 estive pela 1ª vez na Madre de Deus a ver os azulejos agora no museu.
    no Porto gostava de ver casas com azulejos nas fachadas

    1. Também me lembro de ver tocar concertina nas festas dos Santos populares de Junho.
      Tem azulejaria espectacular. Aqui a dois passos, no Palácio Fronteira por exemplo, ou em S. Vicente de Fora. Quando visitei tinha uma exposição fantástica em azulejo das fábulas de La Fontaine.

      1. Acordeão, concertina, harmónio, diatónico, todos primos-irmãos bem diferentes na “concessão” e na afinação.
        A concertina com o som alegre afinado em Sol é o instrumento principal do folclore português, principalmente o espectacular folclore de danças e cantares minhotas.
        Em 2001, estava na cidade de Riga, Letónia, e soube de um grupo de folclore português num festival internacional de folclore.
        Fui ver, e quando entrou em palco um grupo de folclore de Viana do Castelo ao som de concertinas desatei a chorar que nem uma madalena arrependida.
        Depois foi o encanto de toda a assistência com o colorido trajes vianenses das mulheres e a alegria das danças e cantares de todo o grupo (não me lembro do nome Santa Marta Portuzelo?). Mas, quando dois pares de dançarinos brindaram a assistência com a “Góta de Dem” foi de ficar de boca aberta e pedir bis. A “Góta de Dem” (Dem uma freguesia do distrito de Viana) é a dança mais espectacular do folclore português.
        https://www.youtube.com/watch?v=1pK30rYUtvw

  2. A Senhora Maria Dulce comprova com estes temas que é uma mulher inteligente e de extrema subtileza ao chamar a atenção dos seus leitores para a importância do dia mundial do acordeão, dia internacional sem dieta e o dia internacional do Azulejo e chegar onde quer chegar que é o Mês de Maio da masturbação em homenagem a médica Joycelyn Elders.

    António Figueiredo

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