
O PEV abandona enfim a Assembleia da República: eis uma consequência muito positiva das legislativas de domingo. Esta agremiação política perde os dois lugares que lhe eram garantidos automaticamente por integrar a CDU. Partido fictício de vaga inspiração ecológica, espécie de apêndice dos comunistas que lhes permitia duplicar o tempo de intervenção parlamentar e os fundos estatais, desaparece de cena ao fim de quase 40 anos em que nunca se atreveu a concorrer com sigla própria a uma eleição de âmbito local ou nacional. É uma clarificação que há muito se impunha em nome da transparência democrática. Um acto de higiene pública.

De acordo. Se não for higiene, será, pelo menos, de menor hipocrisia, de maior consistência, de alguma clarificação.
Levaram uma esfrega mais que merecida. Quase 40 anos a fingir que existiam. Sempre com dois lugares garantidos no hemiciclo, chovesse ou fizesse sol.
Essa mama acabou.
Foi preciso uma apendicite aguda!
Sem anestesia. Deve ter doído.
O senhor Pedro Correia parece perceber pouco de como a lei eleitoral funciona. E porque não fala do facto de o CDS, um partido com ZERO deputados, ter-se coligado com o PSD, o segundo maior partido, na Madeira e nos Açores e ainda estar em muitas coligações autárquicas no país? Os Verdes ainda traziam algo de diferente ao parlamento. Já o CDS, nas palavras de Cotrim de Figueiredo, tem um líder que é o mais novo mas tem a cabeça mais velha. Não fazem falta.
Que disparate de comentário. Compara partidos que sempre tiveram existência autónoma e vida própria com o PEV, partido-satélite do PCP que nunca concorreu isoladamente a um só acto eleitoral em quase 40 anos de existência e foi inventado para duplicar tempo de intervenção parlamentar e ampliar as subvenções estatais dos comunistas.
Uma fraude política.
Enfim, esse pseudo-partido faleceu por vontade dos eleitores. Já era tempo.
Os Verdes ainda traziam algo de diferente ao parlamento.
Sim, era o único partido ecologista no mundo preocupado com os salários dos professores do Ensino Público português.
Não, não traziam nada de novo. Era uma aldrabice.
Trouxeram algo de novo: únicos “verdes” que eram vermelhos.
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O Partido Ecologista os Verdes não nasceu para duplicar o tempo de antena dos Comunistas.
Nasceu sim em 1982 no contexto da “Euromissil crisis” para defender os mísseis nucleares SS-20 da URSS apontados entre outros a Portugal. Impedir com manifestações e protestos generalizados a NATO de responder com colocação de mísseis Pershing e de cruzeiro.
O Partido Ecologista os Verdes nasceu para defender armas nucleares.
As da União Soviética.
François Mitterrand : ‘I notice that the pacifism […] is in the West and the Euromissiles are in the East. That looks to me like an unequal relationship.’
Você faz-me lembrar os poucos comunistas de linha dura que ainda restam, mas em versão simétrica: para vocês a Guerra Fria ainda não acabou, vai durar para sempre.
Vivem aprisionados mentalmente nesse início dos anos 80 sem perceberem que a década já mudou – e até o século também.
Apesar de tudo, estão um pouco mais evoluídos do que outros, também visitantes destas caixas de comentários, que permanecem acorrentados à década de 70, sem conseguirem (nem quererem) sair dela.
P. S. – Registo que o Mitterrand, “actual” presidente francês, se expressa muito bem em “amaricano”.
Então deve-se ignorar a história do Partido Ecologista Verdes porque o faz parecer velho?
“Você faz-me lembrar os poucos comunistas de linha dura que ainda restam, mas em versão simétrica: para vocês a Guerra Fria ainda não acabou, vai durar para sempre.”
Enquanto os Comunistas não abandonarem o Marxismo Leninismo e como consequência o Totalitarismo do Estado, as razões para opor continuam perenes. Não teria nada contra um eventual Comunismo Liberal em que estes formassem uma comuna sem obrigarem a participar quem não o é.
Como é que quer que os comunistas abandonem o marxismo-leninismo se eles são comunistas?
Sem marxismo-leninismo seriam outra coisa, muito diferente.
Precisamente por não renegarem esse ideário ancorado no século XIX e desacreditado pela prática histórica do século XX é que são cada vez em menor número.
Qualquer dia cabem todos num parque temático.
Depois inaugura-se outro parque temático para incluir os falcões de sofá da Guerra Fria que ainda não entenderam que essa guerra terminou há 30 anos.
Que tal informar-se sobre os vários tipos de Comunismo?
Tratarei disso quando for ao museu.
er o partido melancia
« verdes por fora, vermelhos por dentro »
característica dos votante de esquerda: inveja e ódio
ou ‘ conversa da TETA’
espírito de DISFUNÇÃO PÚBLICA
o Príncipe do Gattopardo continua a ter razão
verdes por fora, vermelhos por dentro
Esse é o treinador do Sporting.
Há aqueles que são cor-de-burro-quando-foge. Por fora.
Por dentro, são apenas burros.
O partido melancia ficou com enorme melão.
Isto praticamente também se aplica ao CDS. Era um partido fictício, sem ideologia diferenciada, que tinha deputados em grande parte fruto da sua aliança como o PSD, e que servia para o PSD ter dois grupos parlamentares em vez de somente um.
Na legislatura anterior o CDS tinha cinco deputados, que agora perdeu, mas só tinha obtido esses cinco deputados porque o PSD lhos oferecera. Sozinho, teria obtido muito menos.
O CDS, com Amaro da Costa, chegou a ter um grupo parlamentar com 42 deputados. 7%C3%B5es_legislativas_portuguesas_de_19 76
https://pt.wikipedia.org/wiki/Elei%C3%A
Muito antes de você se tornar funcionário público.
O CDS, nas eleições anteriores, concorreu sozinho. Em 2015 é que concorreu coligado, pelo que não se percebe essa “oferta” do PSD. E há não muito tempo suplantou de longe o PSD nas autárquicas.
Basta recordar os resultados das autárquicas de Lisboa em 2017 para desmentir as bacoquices do Lavoura: 7%C3%B5es_aut%C3%A1rquicas_de_2017_em_Li sboa
https://pt.wikipedia.org/wiki/Elei%C3%A
Sim, eu queria dizer em Lisboa e a frase ficou incompleta. Mas também podia perguntar se alguma vez Os Verdes disputaram uma autarquia com o PCP (e já vi grandes refregas entre CDS e PSD em inúmeras câmaras).
Os Verdes nem se atreveriam a isso. Constipavam-se se abandonassem a bolsa marsupial do PCP.
Foi extirpado o maior furúnculo da democracia portuguesa.
O tempo de antena comunista fica reduzido ao PCP. Óptimo.
Fica a pergunta: A CDU ainda existe?
Sim. Na Alemanha.
E nem essa goza de muita saúde!
Mas venceu muitas eleições. A maioria, desde 1949.
O PEV nem numa assembleia de condóminos conseguiu vencer com sigla própria.
O partido ecologista os verdes foi formado por alguns militantes do antigo MDP/CDE. Foi integrado no PCP para que este pudesse abandonar a sigla que tinha que era a foice e o martelo e poder aparecer como APU.
Foi um jogo de interesses que agora chegou ao fim. Paz à sua alma.
Foi-se.
Isso não era a Intervenção Democrática?
Isso nem existia. Tentei uma vez investigar o que haveria de real nessa ficção. Não havia nada.
Quando o MDP/CDE quis concorrer sozinho às eleições provocou uma ruptura na coligação APU.
A Intervenção Democrática foi formada pelos dissidentes do MDP/CDE que em conjunto com o PCP deram origem à CDU.
PCP e “dissidentes” é algo que não combina.
Eram uns tretas, a única preocupação era a relva dos lampiões
Tretas, mas a mamar na teta. Do contribuinte, através de subvenções estatais.
O PEV desapareceu. Ainda bem.
Mas agora vai ser substituído por um novo PEV, no outro lado do espetro político: o CDS. Esse partido, doravante, apresentar-se-á às eleições legislativas sempre coligado com o PSD. Nunca mais o veremos a candidatar-se sozinho, a não ser em algumas autarquias.
E contra este novo PEV o Pedro Correia nada dirá.
Você anda nuns blogues a defender o CDS e noutros a atacar o CDS.
Vê-se bem que tem pouco ou nada para fazer.
O seu chefe não lhe dá trabalho na repartição ou está em quarentena permanente?
Para a próxima que coloquem pelo menos um candidato em lugar elegível.
Não haverá próxima. Fim da linha.
Até amanhã, Camaradas.
Bye bye….
Atão, quer-se dezer, PEV foi à pevide…