Hoje à noite há jantar do Delito, que é dia de festa e cantam as nossas almas. E eu, que há muito por aqui não escrevo, apenas por falta de tempo (já que também não escrevo em mais lado nenhum), não posso deixar chegar a hora de jantar sem deixar um postzito, não vá a censura dos restantes abater-se sobre mim em regime de claustrofobia democrática.
Porque o tempo não abunda, fica a minha aposta, que tenciono desenvolver mais tarde, sobre quais serão os dois movimentos de política interna que podemos esperar no primeiro semestre de 2010: (i) o dos ratos a abandonar o navio socialista, percebendo que o problema da governabilidade não está no navio, mas no timoneiro e o (ii) da progressiva adaptação de Cavaco Silva aos que os portugueses querem ouvir, preparando a sua recandidatura.
Um e outro terão profundas implicações na paisagem política nacional e poderão mesmo condicionar os contornos de um dos maiores problemas políticos que Portugal tem por resolver desde o 25 de Abril: a inexistência de alternativa de Governo.
A isto voltarei. Sob pena de censura no próximo jantar.

Correcto e afirmativo. Hehe…
Ó Delfim, esse (i) vai render-te uma piadinha do outro Delfim, aposto, logo ao jantar! E eu que não vou estar lá para gozar o prato…
Fizeste muita falta Ana! Não para gozar esse prato, que não foi servido (como era jantar de anos, a política ficou meio afastada, como convém), mas todos os outros que foram servidos!
Não duvido da qualidade dos pratos servidos ontem, Adolfo. Os comestíveis e os outros, que são ainda melhores! Espero que tenha sido bem divertido.
Um beijo
Tocas em dois pontos chave. Havemos de trocar umas ideias mais detalhadas sobre o assunto…
Pois é Pedro. O ponto (i) vai depender muito da forma como Sócrates se comportar neste Orçamento.