

DON CAMILO E O SEU PEQUENO MUNDO (1948)
Autor: Giovanni Guareschi
Realizador: Jean Duvivier (1952)
As crónicas romanceadas do jornalista italiano que ficou célebre como escritor tornaram-se ainda mais populares com a adaptação cinematográfica. Fernandel como pároco e Gino Cervi no papel do autarca comunista compuseram um duo inesquecível naquele tempo de guerra fria – aqui levada a sorrir. Livro e filme equivalem-se.

hum… por mais que eu adore o Fernandel o humor do Guareschi está acima do que se filmou
Divertidíssimo. O livro, claro, é muito mais completo do que o filme. Mas Fernandel é um D. Camilo perfeito.
Há umas boas dezenas de historietas no livro, todas elas com um enredo não trivial. Pergunto como se pode fazer um filme na base de dezenas de histórias.
Seleccionadas e coladas. Deram um filme (aliás três ou quatro) muito popular nos anos 50 e 60.
Boa tarde, Pedro.
Tenho todos os livros, daquela edição Bertrand, realço a excelente qualidade das traduções, que, pelo menos a mim, me levaram a ver/sentir toda a geografia da Bassa, física e humana.
Os filmes, necessariamente, perdiam um pouco, mas viam-se sem dificuldade.
E a frase “…Cristo, não dramatizes…” – no baptizado do filho de Peppone – é óptima.
Abraço
Fernando Antolin
É mesmo, caro Fernando. O que eu me ri ao reler este livro. Que aguenta muito bem a prova do tempo.
Abraço.
Sei lá quantas vezes li aquele livro (Unibolso, creio eu) e vi o filme! Retenho a cena que, para mim é de antologia.
(por detrás do Peppone que reza tranquilo, Dom Camilo faz tenções de atacar, mas é interrompido pelo Crucificado):
– Dom Camilo, dom Camilo!… as tuas mãos foram feitas para abençoar!…
– Mas os pés não, Senhor!…
Mas não o reeditam …
JSP
Só se viesse a reboque de alguma série americana, como aconteceu recentemente com os livros de Maurice Leblanc, totalmente fora do mercado até surgir a série “Lupin”. Americanizada, claro.
Os “américas” vampirizam tudo, como os eucaliptos.
O meu pai era um fã incondicional do Don Camilo e do Fernandel. Dos filmes, bebia-lhes o enredo, as actuações e sobretudo o humor.
Grande fã também do padre-detective inglês, que como este seu congénere se deslocava afincadamente em bicicleta. Não desprestigiando o protagonista do remake, o Kenneth More, era… more mesmo.
Regressei a este imaginário infantil muitos anos depois, ao ler o livro. Que é, de facto, uma delícia.
Aqueles diálogos do padre com Jesus a admoestá-lo por ser “mais papista que o Papa” são de antologia.
Não esquecer as ilustrações. Uma preciosidade.
É verdade. Com os anjinhos e os diabinhos.