dizia um prof por terem acabado com o micto-turismo em Paeis no Boul’mich desapareceu o meu querido pissoir para favorecer ‘Madame pipi’ « quando se vai para qualquer lado vai-se cagado e mijado»
sobre inauguração dum urinil leia Clochemerle de Gabriel Chevallier
“Urinil”, só por si, já inaugura. Deve dar para cortar alguma fita também.
O tratamento dos cromos que tem apresentado são da competência das Juntas de Freguesia, como só se atira a quem lhe convém ou de encomenda dos cromos, estamos à espera dos das Freguesias do Areeiro, Santo António, Estrela e Belém. Não nos diga que o Medina e cia. tem tudo impecável.
Um avençado da câmara a tentar mostrar serviço. É assim que eles “gerem” Lisboa: em função do mapa partidário. Brincam às bandeirinhas. Em vez de agradecerem os reparos dos munícipes, fazem como os queixinhas da escola primária, procurando lançar culpas sobre “os outros meninos”.
Sim, tem razão. Essa área está degradada há muito tempo. Os problemas estão intimamente relacionados com a “sopa dos pobres”, distribuída nas imediações, e os muitos sem-abrigo que são atraídos para a zona. A bela-sombra classificada que existe lá está completamente compurscada, o que é uma pena.
É uma vergonha. Um asco. A Lisboa que não vem nos bilhetes postais lindinhos e fofinhos. Com responsabilidades directas da Câmara e da Junta de Arroios. E não se culpe a chamada “sopa dos pobres” existente há dezenas de anos, a grande maioria dos quais sem que o recinto adjacente à igreja estivesse assim.
Ideologia dominante do inseparável duo Lavoura-balio.
Se vamos falar de cheiros, tenho outra. Na parede sul da estação do Cais do Sodré, a esquina do lado dos autocarros costuma ter uma atmosfera asfixiante. E esta avaliação, feita por quem desde a infância se habituou aos aromas exalados por galinhas, coelhos e gado diverso, quer dizer muito.
Isso é em parte culpa de não haver na zona casas de banho públicas gratuitas, como deveria haver num interface de transportes, e como dantes havia em geral nas estações da CP. A CP eliminou as casas de banho gratuitas nas suas estações e como consequência as pessoas (isto é, os homens) passaram a aliviar-se ao ar livre. É normal. Uma pessoa que more em Cascais e queira viajar para Lisboa demora tipicamente uma hora e meia (incluindo os trajetos em Cascais e em Lisboa). Muitas pessoas em muitas situações não aguentam passar tanto tempo sem urinar.
E para o Lavoura apanhar conchinhas em cada praia.
Será o Lavoura que faz aquele espectáculo deprimente das pedrinhas empilhadas no Cais das Colunas? Agora porque proteje tanto o PS e vice-versa. Em qualquer país da Europa já teriam internado o gajo.
errata: “agora percebo”
Que quer o Pedro que Medina faça em relação aos urinóis a céu aberto? Urinóis a céu aberto existem em todas as cidades. Exceto, talvez, na Suíça, onde há multas para quem urine a céu aberto.
Quando o assunto é Medina, você anda com venda nos olhos, não repara em nada. Cuidado, não tropece. E se alguma vez passar por aqui, não ande só com a venda: ponha também mola no nariz.
O assunto só ficará resolvido com um seguro de doença de bexiga e partir dai está tudo resolvido. Nas Freguesias do Areeiro, Santo António, Estrela e Belém é tudo gente sem problemas de incontinência urinária.
A maior parte das cidades tem lavabos públicos, o que não se passa em Lisboa. Seria uma solução ter uma rede de lavabos públicos com funcionários. Concerteza que a câmara tem orçamento para isso. Durante o confinamento, com os cafés fechados, era uma aventura fazer um passeio mais longo, sobretudo com as crianças.
Lisboa tem alguns lavabos públicos. Julgo que não são resposabilidade da Câmara Municipal, mas sim das Juntas de Freguesia. Por exemplo, perto do Cais do Sodré há lavabos públicos a meio da Avenida Ribeira das Naus. Há também lavabos públicos no Jardim Braancamp Freire, por exemplo.
Repare-se que a lavagem das ruas é responsabilidade das Juntas de Freguesia, e não da Câmara Municipal, pelo que são aquelas (as Juntas) quem tem interesse em possuir também lavabos públicos; o que se gasta nos lavabos, poupa-se na lavagem…
P.S. As crianças podem urinar nas árvores sem vergonha…
A culpa é dos munícipes que acham isto bem. O que devia ser zona nobre de Lisboa (“requalificada”, como eles gostam de dizer) transformada numa esterqueira imunda.
Urinóis e escarradores fazem parte do postal que é Portugal. Como dizem os camones, very tipical. O que mais me impressionou quando visitei o Funchal pela 1ª vez foi a limpeza das ruas de um dia para o outro. De noite era lixo por todo o lado, na manhã seguinte às 8 da manhã parecia um anúncio da Domestos.
Sim, aos camones faz impressão ver os portugueses escarrar para o chão. Em Amesterdão há multas para quem mijar ou escarrar na via pública, já vomitar é tolerável mesmo que seja, sabem lá, por bebedeira. Mas aos camones é permitido tudo, que o digam os funchalenses que há noite têm que aguentar com lixo por todo o lado.
Provavelmente seria a mesma que eu vi, mas eram precisamente 16h13 e o namorado, não se sabe ao certo, estava mesmo a ler um livro e em voz alta só para chamar a tenção para ele, e no fim do serviço ela pediu-lhe papel e ele rasgou uma folha do livro. Isto só lá vai com um seguro de saúde para manter a prisão de ventre.
Já eu tive menos sorte vi um homem todo nu a correr na segunda circular…
O problema passa pela educação dos jovens, não faz sentido limpar e pintar paredes para no dia seguinte estar tudo sujo o melhor mesmo é deixar estar assim até os país das crianças grandes lembrarem-se de lhes dar educação e regras de civilidade.
Espero que Moedas se for eleito reactive os antigos urinóis ou mictórios por toda a Lisboa para assim os homens terem sítio próprio para fazer as necessidades em vez de andarem por aí feitos tristes a fazer onde lhes apetece e a sujar a cidade.
A limpeza e lavagem das ruas não é responsabilidade da Câmara Municipal, logo, Medina nada tem a ver com o caso. É responsabilidade da Junta de Freguesia. Neste caso, da de Arroios, que é gerida pelo PS (presidente: Margarida Martins, a da Associação Abraço).
Isso do urinol faz-me pensar no acesso da estação de Sete Rios para a rua do IPO. Se bem que aí não é a céu aberto pois a linha de comboio passa por cima… 🙂
Já agora, nessa rua, a Prof Lima Basto, em obras há meses, é fascinante ver como a ciclovia já está funcional, e é bem larga, mas o passeio não só ficou estreito como ainda continua obstruído junto à entrada do IPO. Do outro lado da rua ainda há partes do passeio por reconstruir, e a ninguém da câmara ou da obra ocorreu que talvez fosse boa ideia lavar a rua… Fica a poeira, assim.
Aliás, também nas obras de reorganização do trânsito da Praça de Espanha as ciclovias ficaram prontas antes dos passeios. Enfim, os peões que se lixem – pedalassem!
Dantes, havia na atuação camarária uma classe de privilegiados – os automobilistas – e uma classe oprimida – os peões. Agora, os ciclistas passaram a fazer parte da classe privilegiada; os peões continuam oprimidos, agora também pelos ciclistas.
Os ciclistas têm um piso bom e lisinho para deslizar, enquanto que os peões andam a tropeçar em calçadas irregulares. Os ciclistas têm via larga, os peões via estreita; a via dos ciclistas é à sombra das árvores, a dos peões é ao sol.
O problema, como usual em Portugal, não é tanto da atuação das autoridades como da falta de civismo dos cidadãos. Qualquer indivíduo com dois dedos de testa percebe que, se é para urinar, deve fazê-lo para a terra, a qual absorve e, em breve, degrada a urina. Portanto, deve-se urinar para o pedaço de terra que rodeia uma árvore, por exemplo. Mas os portugueses, sempre desejosos de degradar o mais possível o espaço público, pelo qual nutrem desprezo e nojo, urinam preferencialmente sobre pedra – a qual absorve a urina e assegura que esta continua a deitar cheiro por semanas a fio. Os portugueses na cidade urinam sobre a pedra pela mesma razão pela qual no espaço rural deitam o lixo pelo meio dos campos: para degradarem o mais possível o espaço público (ou do alheio), o qual lhes repugna e que odeiam.
Não generalize com os “portugueses”. O desleixo do Estado sobre o que lhe compete é muito maior e mais desanimador do que o desleixo dos particulares — porquê? Porque os funcionários do estado querem ser apenas funcionários. Querem retroactivos e férias compridas todas pagas. E quantos mais feriados melhor. Essa gente que tem tudo e que não faz nada é um dos principais cancros desta terra: são os que agora compram apartamentos para alugar a preços crimonosos a bandos de brasileiros. Porque os portugueses que trabalham não conseguem pagar as rendas que pedem na cidade. Nem um casal a poupar como loucos consegue pagar os ordenados-extra que os proprietários esmifram às pessoas. Um nojo. Mete-me NOJO.
Pedro Correia deu uma ideia eleitoral ao Moedas: anunciar que Fundação Gulbenkian vai comprar “O Urinol”, de Marcel Duchamp, para vincar o seu projecto de urinada geral em Lisboa.
estrangulamento da estrada junto a Igreja de S. Domingos e Palácio Fronteira
Todas as sugestões são bem-vindas. Eu desloco-me a todos os locais. As fotos são sempre minhas.
dizia um prof por terem acabado com o micto-turismo
em Paeis no Boul’mich desapareceu o meu querido pissoir para favorecer ‘Madame pipi’
« quando se vai para qualquer lado
vai-se cagado e mijado»
Na Lisboa de Medina o mictoturismo está em expansão acelerada.
sobre inauguração dum urinil leia
Clochemerle de Gabriel Chevallier
“Urinil”, só por si, já inaugura. Deve dar para cortar alguma fita também.
O tratamento dos cromos que tem apresentado são da competência das Juntas de Freguesia, como só se atira a quem lhe convém ou de encomenda dos cromos, estamos à espera dos das Freguesias do Areeiro, Santo António, Estrela e Belém. Não nos diga que o Medina e cia. tem tudo impecável.
Um avençado da câmara a tentar mostrar serviço. É assim que eles “gerem” Lisboa: em função do mapa partidário.
Brincam às bandeirinhas. Em vez de agradecerem os reparos dos munícipes, fazem como os queixinhas da escola primária, procurando lançar culpas sobre “os outros meninos”.
Então, deita-se abaixo parte da Igreja ou do Palácio?
Em nome do ecumenismo desvia-se parte dos mijadores para a Mesquita de Lisboa. Têm lá muito espaço para urinar.
Sim, tem razão. Essa área está degradada há muito tempo. Os problemas estão intimamente relacionados com a “sopa dos pobres”, distribuída nas imediações, e os muitos sem-abrigo que são atraídos para a zona. A bela-sombra classificada que existe lá está completamente compurscada, o que é uma pena.
É uma vergonha. Um asco. A Lisboa que não vem nos bilhetes postais lindinhos e fofinhos.
Com responsabilidades directas da Câmara e da Junta de Arroios.
E não se culpe a chamada “sopa dos pobres” existente há dezenas de anos, a grande maioria dos quais sem que o recinto adjacente à igreja estivesse assim.
Tão obcecado que nem rectifica compurscada e atira com os extraordinários antigos da chamada “sopa dos pobres” nunca terem vontade de fazer xixi.
Cá vem o serviçal de turno dar largas ao seu materialismo diurético.
materialismo diurético.
Ahahah
Ideologia dominante do inseparável duo Lavoura-balio.
Se vamos falar de cheiros, tenho outra. Na parede sul da estação do Cais do Sodré, a esquina do lado dos autocarros costuma ter uma atmosfera asfixiante. E esta avaliação, feita por quem desde a infância se habituou aos aromas exalados por galinhas, coelhos e gado diverso, quer dizer muito.
Cheira-me que isso é missão para o Lavoura.
Isso é em parte culpa de não haver na zona casas de banho públicas gratuitas, como deveria haver num interface de transportes, e como dantes havia em geral nas estações da CP. A CP eliminou as casas de banho gratuitas nas suas estações e como consequência as pessoas (isto é, os homens) passaram a aliviar-se ao ar livre.
É normal. Uma pessoa que more em Cascais e queira viajar para Lisboa demora tipicamente uma hora e meia (incluindo os trajetos em Cascais e em Lisboa). Muitas pessoas em muitas situações não aguentam passar tanto tempo sem urinar.
Cascais-Lisboa de comboio demora uma hora e meia?
O comboio deve parar a meio da viagem para os mijões de Cascais irem vazar a bexiga.
E para o Lavoura apanhar conchinhas em cada praia.
Será o Lavoura que faz aquele espectáculo deprimente das pedrinhas empilhadas no Cais das Colunas? Agora porque proteje tanto o PS e vice-versa. Em qualquer país da Europa já teriam internado o gajo.
errata: “agora percebo”
Que quer o Pedro que Medina faça em relação aos urinóis a céu aberto?
Urinóis a céu aberto existem em todas as cidades. Exceto, talvez, na Suíça, onde há multas para quem urine a céu aberto.
Quando o assunto é Medina, você anda com venda nos olhos, não repara em nada.
Cuidado, não tropece.
E se alguma vez passar por aqui, não ande só
com a venda: ponha também mola no nariz.
O assunto só ficará resolvido com um seguro de doença de bexiga e partir dai está tudo resolvido. Nas Freguesias do Areeiro, Santo António, Estrela e Belém é tudo gente sem problemas de incontinência urinária.
Os mais aflitos podem aliviar-se aí mesmo, na praça do Município.
Ao que consta, vocês arranjam sempre lugar para mais um.
A maior parte das cidades tem lavabos públicos, o que não se passa em Lisboa. Seria uma solução ter uma rede de lavabos públicos com funcionários. Concerteza que a câmara tem orçamento para isso. Durante o confinamento, com os cafés fechados, era uma aventura fazer um passeio mais longo, sobretudo com as crianças.
Lisboa tem alguns lavabos públicos. Julgo que não são resposabilidade da Câmara Municipal, mas sim das Juntas de Freguesia. Por exemplo, perto do Cais do Sodré há lavabos públicos a meio da Avenida Ribeira das Naus. Há também lavabos públicos no Jardim Braancamp Freire, por exemplo.
Repare-se que a lavagem das ruas é responsabilidade das Juntas de Freguesia, e não da Câmara Municipal, pelo que são aquelas (as Juntas) quem tem interesse em possuir também lavabos públicos; o que se gasta nos lavabos, poupa-se na lavagem…
P.S. As crianças podem urinar nas árvores sem vergonha…
Basta imitarem os cães.
A culpa é dos turistas e dos transeuntes de ocasião que gostam de lá ir fazer o xixi abençoado.
A culpa é dos munícipes que acham isto bem. O que devia ser zona nobre de Lisboa (“requalificada”, como eles gostam de dizer) transformada numa esterqueira imunda.
Já é à noite no Bairro Alto e, depois, é tudo limpo pelo pessoal da limpeza, como acontece no Funchal.
Comparar Lisboa ao Funchal, em matéria de limpeza urbana, é comparar o incomparável.
Urinóis e escarradores fazem parte do postal que é Portugal. Como dizem os camones, very tipical.
O que mais me impressionou quando visitei o Funchal pela 1ª vez foi a limpeza das ruas de um dia para o outro. De noite era lixo por todo o lado, na manhã seguinte às 8 da manhã parecia um anúncio da Domestos.
Ora aí está um excelente exemplo de que é possível receber turistas sem ter a cidade toda cagada e mijada, como sucede em Lisboa.
Sim, aos camones faz impressão ver os portugueses escarrar para o chão. Em Amesterdão há multas para quem mijar ou escarrar na via pública, já vomitar é tolerável mesmo que seja, sabem lá, por bebedeira.
Mas aos camones é permitido tudo, que o digam os funchalenses que há noite têm que aguentar com lixo por todo o lado.
Já vi uma mulher em pleno Parque Eduardo Sétimo arriar o calhau as 16h00 da tarde com o namorado em frente a disfarçar que lia um livro.
Provavelmente seria a mesma que eu vi, mas eram precisamente 16h13 e o namorado, não se sabe ao certo, estava mesmo a ler um livro e em voz alta só para chamar a tenção para ele, e no fim do serviço ela pediu-lhe papel e ele rasgou uma folha do livro.
Isto só lá vai com um seguro de saúde para manter a prisão de ventre.
Já eu tive menos sorte vi um homem todo nu a correr na segunda circular…
O problema passa pela educação dos jovens, não faz sentido limpar e pintar paredes para no dia seguinte estar tudo sujo o melhor mesmo é deixar estar assim até os país das crianças grandes lembrarem-se de lhes dar educação e regras de civilidade.
Para lições de civilidade o melhor é chamar o balio.
Eu não percebo esta má vontade contra os urinóis do Medina. Já visitei outros países e nenhum tem os urinóis com uma paisagem tão bonita como a nossa.
Um dos mais concorridos é o do pirilau no alto do Parque Eduardo VII. O que até faz algum sentido.
Ora aí está, segundo o Cutileiro aquele monumento representa a liberdade de se mijar em qualquer lado.
Não é bem assim. Depende muito do lado para onde sopra o vento.
Em Portugal as coisas só funcionam pro lado onde sopra o vento.
Se o problema é ser a céu aberto, ponha-se um toldo.
Até já imagino o autarca a ter mais um pretexto para cortar a fita.
Espero que Moedas se for eleito reactive os antigos urinóis ou mictórios por toda a Lisboa para assim os homens terem sítio próprio para fazer as necessidades em vez de andarem por aí feitos tristes a fazer onde lhes apetece e a sujar a cidade.
Maria Rita
A limpeza e lavagem das ruas não é responsabilidade da Câmara Municipal, logo, Medina nada tem a ver com o caso. É responsabilidade da Junta de Freguesia. Neste caso, da de Arroios, que é gerida pelo PS (presidente: Margarida Martins, a da Associação Abraço).
Medina não abraça Martins? Pensava que eram camaradas, afinal parece que não. Quando há chatice, sacodem a água do capote.
Isso do urinol faz-me pensar no acesso da estação de Sete Rios para a rua do IPO. Se bem que aí não é a céu aberto pois a linha de comboio passa por cima… 🙂
Já agora, nessa rua, a Prof Lima Basto, em obras há meses, é fascinante ver como a ciclovia já está funcional, e é bem larga, mas o passeio não só ficou estreito como ainda continua obstruído junto à entrada do IPO. Do outro lado da rua ainda há partes do passeio por reconstruir, e a ninguém da câmara ou da obra ocorreu que talvez fosse boa ideia lavar a rua… Fica a poeira, assim.
Aliás, também nas obras de reorganização do trânsito da Praça de Espanha as ciclovias ficaram prontas antes dos passeios. Enfim, os peões que se lixem – pedalassem!
os peões que se lixem – pedalassem!
Exatamente, é mesmo assim que as Câmaras pensam.
Dantes, havia na atuação camarária uma classe de privilegiados – os automobilistas – e uma classe oprimida – os peões. Agora, os ciclistas passaram a fazer parte da classe privilegiada; os peões continuam oprimidos, agora também pelos ciclistas.
Os ciclistas têm um piso bom e lisinho para deslizar, enquanto que os peões andam a tropeçar em calçadas irregulares. Os ciclistas têm via larga, os peões via estreita; a via dos ciclistas é à sombra das árvores, a dos peões é ao sol.
É a malta do futebol que sujam tudo e mijam por todo o lado.
Joana Dias
O problema, como usual em Portugal, não é tanto da atuação das autoridades como da falta de civismo dos cidadãos.
Qualquer indivíduo com dois dedos de testa percebe que, se é para urinar, deve fazê-lo para a terra, a qual absorve e, em breve, degrada a urina. Portanto, deve-se urinar para o pedaço de terra que rodeia uma árvore, por exemplo. Mas os portugueses, sempre desejosos de degradar o mais possível o espaço público, pelo qual nutrem desprezo e nojo, urinam preferencialmente sobre pedra – a qual absorve a urina e assegura que esta continua a deitar cheiro por semanas a fio.
Os portugueses na cidade urinam sobre a pedra pela mesma razão pela qual no espaço rural deitam o lixo pelo meio dos campos: para degradarem o mais possível o espaço público (ou do alheio), o qual lhes repugna e que odeiam.
Quer matar a árvore?
Não generalize com os “portugueses”. O desleixo do Estado sobre o que lhe compete é muito maior e mais desanimador do que o desleixo dos particulares — porquê? Porque os funcionários do estado querem ser apenas funcionários. Querem retroactivos e férias compridas todas pagas. E quantos mais feriados melhor. Essa gente que tem tudo e que não faz nada é um dos principais cancros desta terra: são os que agora compram apartamentos para alugar a preços crimonosos a bandos de brasileiros. Porque os portugueses que trabalham não conseguem pagar as rendas que pedem na cidade. Nem um casal a poupar como loucos consegue pagar os ordenados-extra que os proprietários esmifram às pessoas. Um nojo. Mete-me NOJO.
Urinar é o lado animal do homem de marcar território de dizer eu Manel Jaquim estive aqui .
Se o fiel amigo do homem não tem complexos, nós também não temos de ter.
Viva o contacto com a natureza, a micção ao ar livre!
Somos todos animais.
Pedro Correia deu uma ideia eleitoral ao Moedas: anunciar que Fundação Gulbenkian vai comprar “O Urinol”, de Marcel Duchamp, para vincar o seu projecto de urinada geral em Lisboa.
Excelente ideia para implantar ali na Praça do Município.