Permanece o mistério, 13 dias depois: a que velocidade seguia a viatura ministerial que a 18 de Junho, ao quilómetro 77 da A6, matou um cidadão português chamado Nuno Santos,que ali fazia trabalhos de limpeza e manutenção?
Enquanto o titular do Ministério da Administração Interna se refugia no silêncio, ontem circularam novas notícias acerca do tema. O automóvel oficial, marca BMW, «seguia a uma velocidade louca», segundo relato de uma testemunha ali presente.
A mesma testemunha garante que o ministro nem se dignou sair do carro.
Falta apurar se foi feito o teste do álcool ao condutor.
Na ausência de outras versões, para já, esta merece crédito.
Questiono-me sobre tudo isto.
Entretanto, fico perplexo com a disparidade do tratamento mediático desta tragédia comparada com outras, registadas por exemplo nos EUA: se o atropelado tivesse sido um qualquer cidadão norte-americano já estávamos há vários dias a ser bombardeados com imagens, com protestos, com manifestações.
Já sabíamos o nome da vítima de cor.
Aqui, nada. Nem protestos, nem imagens, nem manifestações, quase nem sequer o nome do falecido.
Como se fosse tabu ou pecado.
Como se a vítima não merecesse uma evocação póstuma.
Como se fosse conveniente varrer tudo isto para debaixo de qualquer tapete.
ADENDA: Treze dias depois, o ministro continua a dever explicações aos portugueses. Ontem o Presidente da República lançou-lhe esse repto. Mas ele recusou. Em directo, com o País a assistir.

O Ministro da Administração Interna responde perante o seu Primeiro Ministro, não responde perante o cidadão eleitor.
Porque haveria ele de responder a perguntas feitas por um jornalista (prestes a ser despedido)?.
Embora ministro, na qualidade de cidadão a ocupar espaço publico, no caso em estrada, tem obrigações e deveres a que deve responder à margem da politica, tanto mais quando a viatura oficial em que seguia protagonizou um atropelamento mortal. Nessa qualidade é sua obrigação colaborar no apuramento da verdade, até porque não se sabe se estamos na presença de uma ocorrência criminosa.
é sua obrigação colaborar no apuramento da verdade
Ouvi uma vez uma palestra dada por um cientista que participa no estudo forense de desastres rodoviários.
O que ele disse foi claro: “as pessoas mentem”. Disse que fez investigações em que provara, por A+B, que aquilo que os automobilistas afirmavam em julgamento em sua defesa eram completas mentiras.
Aliás, na lei portuguesa ninguém é obrigado a autoincriminar-se. É um direito que assiste ao cidadão.
Eu também vi esse episódio do Dr House
Balio, fosse a vítima mortal seu familiar ou amigo e o seu discurso seria outro. Não se compreende este silêncio por parte de uma pessoa que ocupa um cargo de ministro no actual governo. Ponto.
Como se costuma dizer; “pimenta no cu dos outros para mim é refresco”. E peço desculpa pela linguagem.
“Balio, fosse a vítima mortal seu familiar ou amigo e o seu discurso seria outro.” Este argumento (muito usado) é péssimo: ninguém pode ser juiz em causa própria. Se a vítima fosse familiar ou amigo não se lhe pediria a opinião. Temos de nos habituar ás regras do Estado de Direito.
“as pessoas mentem”. O que dá todo o direito a duvidar do apressado esclarecimento de Cabrita.
” do apressado esclarecimento de Cabrita.” Pois é … e que pensar dos comentários apressados nas redes sociais? Se calhar para a maior parte o melhor é apagar
Que se saiba os leitores ou comentadores do Delito de Opinião não tem cargos governativos a quem são distribuídos carros oficiais, pelo que depressa ou devagar navegam à sua própria maneira.
Apagar seja o que for compete apenas ao dono ou coordenador desta casa, quando considerem ultrapassados os limites da boa educação.
A quem não gosta deste ambiente tem sempre a opção de não ler ou nem sequer visitar..
Claro.
“A quem não gosta deste ambiente tem sempre a opção de não ler ou nem sequer visitar..”!
Não ler? Não visitar? Prefiro ler, visitar, discordar e criticar. Não sigo o conselho, os discordantes devem manter-se. Não simpatizo com a unanimidade.
E não acho que quem não tem cargos governamentais nem carros fica dispensado de meditar.
Optar é apenas escolher. Pode fazer tudo o acaba de dizer como cada um de nós, o que não pode nem tem autoridade para fazer é apagar comentários.
Experimente apagar os seus nem que seja só para treinar.
“Prestes a ser despedido”, o ministro ou o jornalista ?
O tratamento mediático está ligado à identidade dos intervenientes.
Vou dar um exemplo extremo, imaginemos que a vítima mortal era de etnia cigana e o BMW era conduzido por André Ventura, a mediatização do caso seria igual?
Os ciganos receberiam certamente uma indemnização choruda e ninguém ouvia falar mais do caso.
Ja se sabe a velocidade a que ia: 200km/h. Já ví mais!
Qual seria o limite naquela zona com obras perfeitamente assinaladas?
O Presidente não se pode refugiar em discurso subjetivo.
Não, não se sabe a que velocidade seguia a viatura.
Esse dado crucial está a ser guardado a sete chaves. Como se fosse segredo de Estado.
Mas vai saber-se.
Alguém sabe a que velocidade ia o carro da Sara Carreira?
É mais do mesmo.
Era viatura oficial, atribuída a um ministro?
A questão não é essa. O problema é que ambos os carros iam em excesso de velocidade e, ambos os acidentes com características diferentes é certo resultaram numa morte.
Se o código da estrada e o limite de velocidade, na auto estrada fosse respeitado com consequências para os prevaricadores, talvez não se dessem nem metade dos acidentes.
Ao fim ao cabo isto é tudo uma hipocrisia! É claro que Cabrita é Cabrita e falta-lhe decência, mas também há aqui um grande aproveitamento político, em relação a isso não há dúvidas nenhumas.
Querer saber em que circunstâncias concretas morreu um trabalhador atropelado por uma viatura ministerial é “aproveitamento político”?
Se fosse nos EUA seria o quê? Causa humanitária?
Deixe lá desses dribles!!
É por isso que este país está como está!!
Quais dribles? Falar da Sara Carreira para não se falar do ministro?
Claro que há aproveitamento político, até o Chicão que agora anda a imitar o Ventura(fala a gritar), vem falar. Ridiculo.
Até o Presidente da República já falou do caso.
O país inteiro está a falar.
Só o ministro não falou ainda. Treze dias de silêncio. Ensurdecedor.
Ao fim ao cabo isto é tudo uma hipocrisia!
Exatamente. Quase toda a gente circula em excesso de velocidade pelo Alentejo. E agora fingem-se escandalizados por o ministro também circular em excesso de velocidade. O ministro faz o mesmo que os que o acusam fazem.
Pois… Os 10 carros que passaram antes,todos viram a viatura parada. Mas eles não viram e o rapaz agora não se lembra de nada.
Não seja inconveniente!
Todos sabemos como se anda devagarinho nas auto estradas, quem disser o contrário é um mentiroso da pior espécie, isso inclui políticos e jornalistas.
Rita Meireles
Fala por ti.
As autoridades(?) sabem a velocidade provável a que ia a viatura.
A distância entre câmaras de vigilância e o respectivo registo hh:mm:ss nos troços anteriores esclarecem a velocidade geral e provavelmente a específica da viatura antes e no troço do acidente na AE. A companhia seguradora pode exigir(iu) a leitura dos dados da centralina da viatura.
Vai acabar por saber-se tudo.
Infelizmente Portugal não é o Reino Unido, onde vigora a ética da responsabilidade. Como ainda agora se viu com a demissão do ministro da Saúde por um caso muito menos grave.
Que diferença.
O QUE É ISTO?
Acabo de ler que o carro de Cabrita está confinado, e que nem os investigadores da GNR tem acesso ao local da recolha..
Será que a viatura apanhou covid?
Não estou preocupado. Não é que este ministro alguma vez tenha estado envolvido em qualquer episódio de encobrimento. Tudo se vai saber. A seu tempo
O tempo tem demostrado o contrário. Muita coisa tem ficado por se saber até à eternidade
Tudo vai saber-se, mais cedo que tarde.
a que velocidade seguia a viatura ministerial
A resposta é que seguia em excesso de velocidade, tal como 70% (ou mais) das viaturas que circulam naquela autoestrada.
Quem nunca seguiu em excesso de velocidade numa autoestrada alentejana que atire a primeira pedra.
Isso do, todos fazem, é um argumento legal ou uma tolice?
É que se for o primeiro, vou usá-lo da próxima vez que me autuarem.
Típico argumento tuga. Ao nível do puto que é apanhado a fazer asneira.
Não é tuga: vem na Bíblia. Aquele que não pecou que atire a primeira pedra.
Eu não tenho dúvidas de que o carro do ministro fosse em excesso de velocidade. E não tenho dúvidas de que o condutor deve pagar por isso. Porém, considero hipócritas aqueles que se queixam mas também circulam em excesso de velocidade. O Pedro Correia quando vai para o Algarve nunca circula em excesso de velocidade na autoestrada?
A Bíblia está acima, abaixo ou ao nível do Código Penal?
“Porém, considero hipócritas aqueles que se queixam mas também circulam em excesso de velocidade.”
Amigo, não há hipocrisias. Circulei acima do limite, já fui caçado, paguei a devida coima sem reclamar. Caso alguma infracção às leis de trânsito resultem em prejuízos em terceiros (materiais ou humanos), assumo as responsabilidades pelos actos. Essa é a diferença entre alguém que tem responsabilidade e alguém que é inimputável. Não é portar bem ou nunca incumprir, é ASSUMIR o erro.
E quem seria o condutor? Será que era o ……
Muito pertinente!
“E não tenho dúvidas de que o condutor deve pagar por isso”. O condutor ia em excesso de velocidade porque era essa a vontade do cabrita.
A responsabilidade política é sempre do ministro, que não podia ignorar a velocidade a que ia a viatura e talvez até tenha dado instruções expressas nesse sentido.
Os motoristas das viaturas ministeriais não andam à velocidade que decidem, mas à velocidade a que são mandados.
A culpa é da auto-estrada feita para lado nenhum e nascida no meio das famosas PPP.
Gostava de ver algum carro a andar em excesso de velocidade na A25 , ou no IP5, as diferenças entre os dois são poucas ou nenhumas e mais lhe digo e vos digo, excesso de velocidade pode ser oitenta km/h numa via qualquer pois a condução tem sempre de adequar-se a vários factores e nunca simplesmente por existir um limite legal.
É óbvio que o Medina é mais inteligente, fez um inquérito rápido e eficaz e o caso morreu.
P.S. – Lido diariamente com chefes deste calibre que fazem das leis, regulamentos e procedimentos meros adereços e são interpretados como instrumentos de geometria variável.
Aos amigos tudo, aos inimigos nada aos outros aplique-se a lei.
WW
A culpa é do Cavaco, que mandou fazer a auto-estrada.
No tempo do Cavaco também se inaugurava muita obra que não estava devidamente acabada.
Toda esta forma de fazer política está enraizada da direita a esquerda,
Diga lá que é mentira o que eu estou a dizer?
Claro, tinha de aparecer alguém a dizer que a culpa do trabalhador atropelado mortalmente pela viatura oficial deste ministro é… do Cavaco.
Ainda há-de vir também outro anónimo a dizer que a culpa é do Passos.
Lá está a virgem Maria a divagar…
A culpa é do Passos.
Cá está um anónimo a dizer que a culpa é do Passos.
Nunca falha.
A culpa é do Passos, do Ventura e do grande capital ao serviço dos superiores interesses de neoliberais estrangeiros.
Tem pouca lógica o limite de 120 km/h nas autoestradas e por isso muita gente não respeita essa abnormalidade, mas na aproximação, de obras, qualquer veículo encostado na berma que se consiga ver com antecedência, mesmo uma maior concentração de veiculos ou qualquer outro tipo de disrupção, um condutor responsável irá abrandar naturalmente. Uma coisa é certa, não era o Cabrita a conduzir portanto não é o culpado, mas sim o condutor, mesmo que tenha recebido ordens para isso, tal como no exame de condução quando o examinar manda fazer uma irregularidade e se o formando cometer essa ilegalidade chumba o exame
A culpa objectiva será sempre do condutor. Mas o ministro, não ignorando que a viatura excedia largamente o limite de velocidade imposto pela lei que é suposto ele cumprir e fazer cumprir, até como pedagogia cívica, não pode eximir-se à responsabilidade neste caso.
O que talvez explique por que motivo está há 14 dias sem pronunciar-se sobre esta tragédia que vitimou Nuno Santos, um trabalhador de 43 anos a quem alguns jornais e telejornais chamam apenas “homem”, sem nome algum.
Só teria direito a nome se tivesse sido atropelado ou baleado algures nos Estados Unidos.
Estes carros de alta cilindrada se vão a 200 parece que vão a 80 ou a 100.
Cabrita provavelmente ia distraído a falar no telemóvel com a mulher. E agora a opinião pública quer o linchamento do pobre Cabrita.
Está a dizer que os americanos fazem manifestações sempre que há um atropelamento?
Devem fazer milhares de manifestações.
De qualquer modo parece-me que é uma causa perdida. Se a indignação com o caso do imigrante morto pelo SEF não chegou para o ministro sair, não é um atropelamento, feito por um carro que não ia a conduzir, que vai fazer grande mossa.
Ainda na semana passada vi uma peça televisiva de 3 minutos sobre um indivíduo que foi atropelado nos EUS e as reacções de indignação que isso suscitou, com protestos públicos e a designação do nome dessa pessoa, mais de uma vez, como se fosse figura pública.
No mesmo telejornal, peça de 30 segundos sobre o atropelamento mortal ao km 77 da A6 que matou um homem, pai de duas filhas. Sem direito a nome, claro. Era um simples trabalhador português e se calhar nem sabia falar “amaricano”.
Dois pesos, duas medidas. No mesmo telediário.
O gringo não seria um atropelado numa manifestação?
Há dois dias foi atropelada (e morreu) uma ciclista na Avenida da Índia em Lisboa.
O seu nome circula em notícias de jornal e parece que se vai realizar uma manifestação por causa dela.
Confirma-se o que escrevi. Há uns mortos com mais direitos que outros.
Gostava de saber se a CGTP – ou outro “colectivo” qualquer – também vai organizar uma manifestação pelo trabalhador Nuno Santos.
Confirma-se o que escrevi. Há uns mortos com mais direitos que outros.
Exatamente. Neste caso, um morto tem mais direitos por ter sido atropelado pelo carro de um ministro. Tem direito a que o Estado indemnize a família, se faça representar no funeral, e que seja referido pelo nome nos noticários. Ao contrário dos mortos atropelados por outras pessoas, os quais são, por vezes, tratados como lixo humano – inclusive aquando do julgamento dos crimes.
E também há vivos com mais direitos que outros.
Quanto à obrigação de vir a público envolver-se numa luta de lama, acho que não existe.
Se o ministro disser que não tem culpa chamam-lhe mentiroso, se disser que tem chamam-lhe assassino. Não vejo qual o interesse em participar num julgamento público cuja sentença já está dada.
A exploração de acidentes como luta política sempre me pareceu necrofilia.
Estava a ver que não aparecia a CGTP, agora atire com Cuba, Coreia do Norte, Bielorrússia, e tal.
Mas, eu até acho que foi o cabrita que mandou passar o trabalhador para ser apanhado e agora haver toda esta conversa e foi pago pela cmanhosatv .
A questão levantada é por causa das indemnizações: Comp. Seguros, Brisa ou Estado. E quanto a culpas do Estado vai ter de haver um culpado. Mesmo que o peão atravessa-se indevidamente o condutor tem de cumprir leis da condução. Se conduzia com excesso de velocidade e pela faixa da esquerda a culpa é só dele, incluindo se recusar a uma ordem do Ministro.
Agora vamos ter outra parte da novela: motorista afirma que foi o Ministro a mandar a andar em excesso de velocidade.
Julgo que o atraso/secretismo do relatório é uma grande habilidade para toda a gente falar do assunto e deitar o cabrita abaixo, depois sai e vai-se a ver e nada. E vai continuar a novela até setembro, com o delta a atacar em todas as direcções para safar a única situação em que o cabrita não teve culpa nenhuma.
Cabrita escreve-se com maiúscula, por mais que você deteste o homem.
Já ministro só merece letra minúscula.
“Agora vamos ter outra parte da novela: motorista afirma que foi o Ministro a mandar a andar em excesso de velocidade”
Vamos lá esclarecer uma coisa, o ministro mesmo não mandando não pode permitir esse alegado excesso.
É como numa viatura militar, não é o condutor que decide a velocidade a praticar mas um graduado que o acompanhe.
E praticamente ninguém disse que o homem que a atropelou tem 80 anos,deve ter um atestado falso para continuar a conduzir. 37 anos, grávida morreu,o velho fica cá…
Li algures que o condutor alegou que ficou encadeado pelo sol e não viu a ciclista. Trata-se de uma evidente mentira: a Avenida da Índia é no sentido este-oeste e nesta altura do ano o sol quando está baixo no céu e encandeia vem de noroeste, não de oeste.
Como eu disse mais acima, os condutores sistematicamente mentem para se desculpabilizarem dos desastres que provocam. Se Eduardo Cabrita tiver mentido, pois bem, não é o único.
Uma mulher gravida andar de bicicleta….nem sei o que pensar….
Estava grávida de 4 meses.😥
Para evitar confusões é chegada a hora de os ministros começarem a andar de bicicleta em serviço.
” feito por um carro que não ia a conduzir”. Claro a culpa é do condutor, coitado do cabrita.
A responsabilidade política é do ministro.
O motorista não deixará de ser ouvido em sede de inquérito.
Continuamos sem saber se a GNR lhe fez o teste do álcool.
O teste do álcool ao Cabrita?
The_Hitcher (1986 film)
Tivesse sido um Candé o atropelado, e pior, um Ventura ao volante, quantas marchas e vigílias se teriam realizado. Como foi um zé pateta qualquer, parafraseando o escovador-mor balio, o que não faltam são vítimas de sinistralidade rodoviária, mais um menos um, segue a vida.
Quem nunca circulou pela faixa da esquerda que atire a primeira pedra.
Isto de alguém que passou, mas nunca ultrapassou, imensos carros pela direita.
O silêncio do Ministro não se entende, muito menos o distanciamento aos familiares.
O que no entanto não deixa de ser intrigante é que pelos danos visíveis na frente do BMW, o embate aconteceu do lado do condutor.
Se a viatura circulasse na sua mão, na faixa da direita, o acidentado estaria na faixa de rodagem quando foi abalroado pela viatura, que sem sinais de travagem seguia certamente em excesso de velocidade.
Se tivesse havido uma tentativa de desvio, para que o embate tivesse sido daquele lado, o que seria provável é que a viatura se despistaria, inflectindo a marcha para a direita acabando na valeta.
Talvez assim o Ministro saísse da viatura (ou ficasse definitivamente lá dentro).
Carlos Arnaut
Há várias coisas obscuras.
O silêncio do ministro- que assim se manteve mesmo desafiado ontem a falar pelo PR – torna tudo menos claro.
É mais que evidente que o gajo “vinha nas horas”. cidente-do-carro-do-ministro-cabrita-na-a 6/
A pressa para o almoçinho (em Évora?) explica o “Top Speed”.
O António Balbino Caldeira, que descobriu o curso “Farinha Amparo” do Sócrates ainda vai descobrir ais depressa que a investigação do MAI.
https://inconveniente.pt/duvidas-sobre-o-a
Comentário lateral:
Começo a pensar que os votantes do PS e discípulos de Santo António Costa são todos de apelido ” Anónimo”, “Balio” e Lavoura”.
A investigação está a cargo do Ministério Público, que (não duvido) cumprirá o seu dever.
Espero bem que sim, pois do lado do MAI, o mais certo é mesmo que a culpa é do Cavaco Silva que mandou construir a autoestrada.
E até do Guterres, que a inaugurou.
“Começo a pensar que os votantes do PS e discípulos de Santo António Costa são todos de apelido ” Anónimo”, “Balio” e Lavoura”.” É tudo uma cambada de ordinários. Aliás é bem sabido que quem não vota no partido da nossa simpatia é estúpido ou desonesto, etc. Se ler os comentários encontra muito mais palavras para utilizar contra os que pensam de modo diferente do nosso.
Em qualquer outro país europeu (excepto a Bielorrússia), ao fim de tantos dias, este assunto estaria clarificado até ao mais ínfimo pormenor.
Nem a comunicação social deixaria o ministro manter-se em silêncio.
Aqui é tudo muito diferente. Como se tivéssemos uma democracia de fresca data. Mas já existe há quase meio século.
Bielorrússia é o que está dar, e a Sérvia, Ucrânia, Rússia, Moldávia, Geórgia não entram ?
Está a dar para vocês, que veneram ditadores.
A jornalista Rita Marrafa de Carvalho,no seu Twitter,conta uma experiência em que por 2 vezes foi atrás do carro de Marcelo/ Presidente. Leiam…
Vale a pena.
CLM Cabrita Lives Matter
A.Vieira
Mais uma vez:
D.Carlos:
“País de bananas governado por sacanas”
O Poder, seja ele de que cor for, esconde ou procura sempre esconder os seus podres.
Mas os sacanas actuais não teem vergonha na cara.
Razão tinha aquele que disse “o 25/4 foi o rebentar do cano de esgoto”. Saíram um bando de ratazanas, vermes e vampiros. O Zeca se estivesse cá ficava siderado.
Ontem foi preso o madeirense colecionador, hoje é notícia que um banqueiro vai ser investigado. Amanhã certamente vai ser notícia outro vergonha.. Condenados poucos são os que cumprem a pena. Se a Justiça funcionasse em pleno e sendo tantos os vigaristas tinha-se de seguir o exemple do Chile de Pinochete.l
Eh pá!, então o D. Carlos era um banana ele era o chefe do estado, que esturrou o dinheirinho do povo.
Asneira.
O Rei reina, não governa.
Quem governa é o 1º ministro ou chefe de estado que neste caso era João Franco, de V.N.de Famalicão e homenageado na minha cidade (Guimarães) com um busto.
Se pretender saber mais consulte a “História de Porfugal”.
Não vou brincar com aquela ‘lá isso é verdade, o Rei desgovernava e esturrava o dinheirinho’.
Mas está enganado ou só consultou “esse” livro da História de Portugal.
Numa monarquia, o monarca é geralmente entendido como sendo o Chefe de Estado, assim como numa república o Chefe de Estado é o Presidente.
Além do mais, o Chefe do Estado é uma pessoa pública que oficialmente representa a unidade nacional.
A Isabel II é Chefe de Estado da Grã Bretanha, Irlanda do Norte, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, mas só é Rainha do Reino Unido da Inglaterra, Escócia, Gales e Irlanda do Norte.
Para os que acham que quem exerce cargos políticos, por eleição ou nomeação, deve possuir credibilidade pública concordarão que depois de tantos e tão tristes episódios, este Dr. Cabrita é politicamente um Walking Dead. Não usei a expressão portuguesa de morto-vivo, pois essa ainda contém na segunda metade de que é composta alguma vida.
Para o Dr. Costa é apenas quinta-feira.
Impressionante o Sr. Correia, a fazer ensaios do tipo Agatha Christie que mais parece a caça ao Cabrita. Quando existem tantos temas para debater e discutir como por exemplo: o abate de uma mata centenária em Loures pelo PCP para construir moradias de luxo, Berardo e as voltas da vida..etc…
Claro, as árvores são mais importantes do que uma vida humana. E os cães e os gatos e os morcegos e os camelos e os dromedários.
Gosta mesmo de desconversar!
Existem árvores que estão cá a mais de 3000 anos, acha que isso lhe dá o direito de a derrubar. Pobre egoísmo o seu!
Neste caso concreto do acidente se a sua preocupação fosse de facto a vida humana, então questionava e atacava a irresponsabilidade da velocidade e as leis de fariseu. Mas não! O seu problema é mesmo a caça ao imbecil do Cabrita. Pergunto ao Sr. Correia se já contribuiu para o fundo criado pelo Andre Ventura para ajudar a família que perdeu o único rendimento de subsistência.
Falo dum ser humano que foi mortalmente ferido por uma viatura ministerial que circulava em presumível exesso de velocidade na auto-estrada com maior visibilidade do país (comportamento criminoso, caso se confirme) e você vem falar das árvores em Loures como se uma coisa tivesse a ver com outra.
No meu blogue escrevo sobre o que quero. Você fará o mesmo no seu. Se não tem, arranje um.
Vai muito a tempo.
Um fundo criado pelo André Ventura?
A Brisa a fugir e passar a bola para a não sei quê que fazia a limpeza, a Companhia de Seguros (seguro de quê?) de acidentes de trabalho ou do automóvel que atropelou e o Estado à espera do relatório judicial para encontrar o culpado do acidente mortal.
E temos, então, André Ventura a organizar um fundo, gerido por quem? O mais normal é o aparelho partidário do Chega dizer não ser a Santa Casa da Misericórdia e agora dar dinheirinho para este peditório? Nã, cheira a mais uma popularuchice.
Admira-me o Pedro Correia não mandar umas valentes caneladas a desarmar estas jogadas bem mais complicadas que outras apenas de jogadinhas de futebol de praia. Não me diga que também está com medo de precisar do chega pra lá.
Muito gostam vocês de fazer propaganda desse partido. Mas não contem comigo para isso.
Mata centenária, vivendas de luxo, Câmara do PCP, ‘tava a ver que não aparecia uma destas.
Agora o rapaz do capachinho, vestidinho e com gestos de pastor manã, com guarda-costas e tal para dar nas vistas é que devida candidatar-se à Câmara. Vá que as vivendas devem ser para os ciganos do rsi.
Esse assunto não interessa ao Sr. Correia.
Só se o Cabrita for viver para lá!
“se o atropelado tivesse sido um qualquer cidadão norte-americano”
Não um “qualquer”. Precisa de pertencer às classes da vitimologia neo Marxista.
https://www.9news.com.au/world/usa-news-a rkansas-hunter-brittain-shooting-protest s/48ffef24-0d5b-4b82-9e41-64844748d80b
5:39pm Jun 29, 2021
Protests are being held in the USA after a sheriff’s deputy shot and killed a 17-year-old man during a traffic stop who was trying to fix his car.
Hunter Brittain was driving a truck that was stopped by the deputy, identified as Sgt Michael Davis, in Arkansas.
TV station KATV reported family members say Mr Brittain was working on his truck about 3am and was heading to his construction job for 6am.(…)
Este não vai parecer nos jornais nacionais – Americanos ou Portugueses, não ajuda os interesses politicos da maioria dos jornalistas.
Tomando como certo o ultimo desenvolvimento (confinamento do automóvel por ordem superior), pergunto eu:
Costa e Marcelo basbaquearam ou são coniventes?
O carro está a aguardar perícia às ordens do Ministério Público, que dirige a investigação.
Da leitura que faço do texto, sempre neste e em todos os outros contra este ministro, não acha estranho, que a empresa de forma tão célere, esteja a pagar o vencimento à familia do falecido e que por outro lado a seguradora esteja a tratar das indemnizações relacionadas com o pagamento do funeral? Por norma, em acidentes desta natureza, são sempre suscitaveis dúvidas. Não acha estranho esta celeridade senhor bloguer? Não se aproveite do infortúnio do trabalhador e da sua Família. Haja mais respeito e coerência no texto. Deixe se de ódio político.
Igual ao respeito manifestado caladinho e inativo pelo ministro Cabrita?
A vítima chamava-se Nuno Santos.
Tem direito ao nome, direito que agora alguns querem retirar-lhe depois de morto.
E tem também direito – ele e as herdeiras – a uma reparação pública. Desde logo do MAI, que em comunicado oficial lhe imputou culpas pelo acidente fatal. Com alegações que têm vindo a ser desmentidas, uma por uma.
Nuno Santos, repito. Não era “o falecido”.
Embora o nome seja a última coisa que possa interessar a um anónimo.
Aqui chegados é tempo de perguntar:
O Dr. Cabrita não tem amigos ou foram os amigos que o atiraram para este, ao que parece, definitivo desastre?
Quem terá sido o jurista chegado que lhe deu a mão e a cabeça para aquele prematuro comunicado, ignorando de forma grosseira que ninguém pode ser parte e juiz no mesmo processo?
Fazendo-se assim cair por terra sob o efeito de um dedo manhoso, o fabricado argumento de que não fala porque o caso está em fase de inquérito.
Quem tem amigos destes não precisa de inimigos.
Antes um homem só de que entregue também às feras do próprio circo.
Questiono também a fonte mentirosa da GNR que chegou a anunciar à comunicação social que o ministro não seguia na viatura – alegação que foi replicada em vários jornais em linha e alguns canais de televisão.
https://observador.pt/2021/06/18/ca rro-onde-seguia-ministro-eduardo-cabrita-a tropela-uma-pessoa-na-a6/
Quem se responsabiliza pela mentira? Já terá havido alguma demissão?
https://visao.sapo.pt/atualidade/politi ca/2021-07-01-acidente-com-carro-de-cabr ita-todas-as-contradicoes-de-uma-morte-a nunciada-com-versoes-diferentes/
E a propósito de mentiras: caso venha a confirmar-se que a obra estava sinalizada e o trabalhador morto usava colete reflector, ao contrário do que garantiu inicialmente o MAI, quem se responsabiliza por esta mentira? Haverá demissões ou todos continuarão nos cargos?
https://visao.sapo.pt/atualidade/socied ade/2021-06-19-mai-diz-que-nao-havia-sin alizacao-nos-trabalhos-de-limpeza-em-cur so-na-a6/
Redundância inquestionável
“GNR garante “todas as diligências” em curso na peritagem ao carro do ministro Cabrita”.
Não é preciso revelar onde o carro está guardado para informar se já acederam ao local para efetuar perícias.
Temos vários problemas: O sr ministro mentiu, o sr ministro mandou abrir um inquérito e antes das conclusões do mesmo tirou as suas, o sr ministro não saiu do carro para prestar auxilio, quando o Sr PR lhe deu oportunidade de falar portou-se como uma criança apanhada em falta.
Um bom fds
Pedro Cunha