DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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José António Abreu: «É cedo mas os sinais são contraditórios. A questão do imposto extraordinário merece-me poucos comentários: não gosto mas admito a sua necessidade e aprecio o anúncio atempado. Outras coisas são mais preocupantes. O adiamento da privatização da RTP 1, por exemplo, é inaceitável. Por mau que seja o momento para a levar a cabo e por negativas que viessem a ser as consequências para os canais privados (e até para a restante comunicação social).»

 

Leonor Barros: «Angélico Vieira, músico e actor celebrizado por uma série de televisão, morreu na passada terça-feira. Era jovem, bem parecido e amado por uma legião de fãs, compreensivelmente femininas e deixou um rasto de consternação. O curioso foi a panóplia de notícias que se foram sucedendo. O rapaz esteve em morte cerebral muitas vezes, respirou por seu próprio pulmão algumas outras, depois deixou de respirar frequentemente, afinal desligaram-lhe a máquina uma ou outra vez e acabou por morrer definitivamente. Umas vezes usava cinto de segurança, aquando do brutal acidente, outras nem por isso, outras ainda houve em que o acidente havia acontecido por falha técnica do carro em que seguia, ora um pneu que rebentou ora um eixo que se partiu, e segundo se apurou ultimamente afinal ia era em excesso de velocidade.»

 

Rui Rocha: «O imposto extraordinário sobre o subsídio de natal esgota o limite de tolerância de muitos eleitores, nos quais me incluo, relativamente a medidas que assentem no princípio do saque fiscal. A partir daqui não é aceitável um Governo decidido nos impostos e com intenções tíbias na reforma do Estado e na racionalização da despesa. Neste domínio, tivemos, até ver, manifestação de intenções mais ou menos concretas. Agora, já não chega.»

 

Sérgio de Almeida Correia: «Para já, do que ouvi, só dois ministros têm via verde: Paula Teixeira da Cruz e Nuno Crato. Em comum têm a frontalidade, a independência de espírito, o rigor e o bom senso. A mim não me importa que sejam laranjas, tangerinas, mandarinas ou outro citrino qualquer. Espero é que tenham força suficiente para cumprir os respectivos programas nas áreas da Justiça e da Educação e que não percam a sua identidade no meio da massa de “yes men“.»

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