
A fase de qualificação não fora brilhante. Uns dias melhor, outros pior. Os altos e baixos foram sendo transportados de uns jogos para os outros, mas esperava-se que depois, nos jogos da fase final, se superassem e mostrassem o melhor.
As escolhas foram obviamente do seleccionador nacional, e tirando este ou aquele jogador com contratempos de última hora, havia gente com qualidade e em quantidade para fazer alguma coisa vistosa. Ninguém lhes pedia o título, que nestas coisas não costuma funcionar por encomenda.
No final, o balanço não deixa de ser sofrível. Houve quem já tivesse escrito que foi a pior classificação de Portugal em Europeus. Nos tempos recentes, claro.
Tirando um outro momento individual, uma ou outra jogada com cabeça, tronco e membros, viu-se muito pontapé para a frente, muita bola a sair pelas linhas laterais nas reposições a partir da baliza, muito passe perdido e transviado, pouco acerto nas combinações ofensivas, algumas boas defesas, também umas quantas faltas e “fitas” desnecessárias. Em matéria de remates à baliza nem valerá a pena fazer a contabilidade do que de bom, mau e muito mau se viu.
Terminou tudo em desalento e com uma imagem do capitão atirando a braçadeira ao chão. Era evitável.
Entraram juntos, saíram juntos. Por aí nada a dizer.
No resumo final, porém, as pessoas apenas recordarão para a história quatro jogos, uma vitória, um empate, duas derrotas, sete golos marcados e sete sofridos, dos quais quatro num único jogo.
E que chegámos aos oitavos de final com mais quinze equipas. Das vinte e quatro à partida só há oito que mostraram ser piores do que os actuais campeões da Europa.
Alguém se pode orgulhar disto? Estão feitas as contas.

Quando não há meritocracia o azar acontece.
Jogadores escolhidos por nome, táctica feita para que os absolutos possam jogar em simultâneo.
Foi azar que o melhor marcador do campeonato português e o segundo melhor da Bundesliga tenham apreciado a prova de fora.
As decisões do selecionador justificam a sua cegueira em relação a jogadores que estiveram em campo mas não jogaram e a outros que parece terem sido selecionados para acompanhar os restantes e nem a bola cheiraram, devem ter sido selecionados para compor os meinhos dos treinos para ter onze de cada lado
Em todo o caso apetece-me dizer que a nossa seleção, selecionador incluído, estiveram a um palmo de continuarem a ser os maiores do mundo.
Basta para tanto que o poste onde aquela bolada foi bater se tivesse desviado para o lado de fora uns reles milímetros.
Foi uma tristeza que não agradou a ninguém. Não sei a quem assacar culpas, sei que lamento. Acabou o sonho.
Enquanto quem verdadeiramente selecciona não for despedido, não há lacaio que consiga brilhar, já que apenas lá anda pelo soldo. A entidade seleccionadora dá pelo nome de Mendes, depois há um moço de fretes que é sentado no banco para fazer número.
Aquilo não é uma selecção. É uma montra de salvados que o Mendes tenta rentabilizar.
O título conquistado no anterior Europeu foi apenas um feliz mas enorme acidente de percurso. Nada mais do que isso.
Confesso que gostaria que tivéssemos passado. Como realista que sou, sempre duvidei porque o tipo de jogo/jogadas são perniciosos.
O colectivo não existe com uns BRINCA NA AREIA laterais e centrais a reterem a bola. A bola tem cola e pega-se ás botas e joga-se para trás. Têm botas pesadas logo correm pouco.
O golo foi obtido porque o defesa além de não correr e com medo voltou as costas.
Ganham milhões para produzirem pouco.
Só um cego não vê.
Marcelo compensa a malta com o CATAR.
Acabaram-se as contas da bola; pode ser que o cidadão comum comece a fazer as contas dos impostos que paga.