
«Ao longo da vida de um cão haveria inevitavelmente algum estuque a cair das paredes, alguns colchões e tapetes rasgados. Como qualquer relação, esta tinha os seus custos. Eram custos que acabámos por aceitar e contrabalançar com a alegria, protecção e companheirismo que ele nos proporcionava. Poderíamos ter comprado um pequeno iate com todo o dinheiro que gastámos com o nosso cão e nas coisas que ele destruía. Mas, mais uma vez, quantos iates é que ficariam à nossa porta durante todo o dia até nós voltarmos? Quantos iates ansiariam pelo momento de nos saltar para o colo?»
John Grogan, Marley & Eu (2005), p. 277
Ed. Casa das Letras, 2007 (17.ª ed). Tradução de Pedro Serras Pereira

Bem, eu com certeza não poderia comprar um iate com o dinheiro que gastei com a Lucy durante quase 16 anos. Mas tive de deitar alguns tapetes e mantas fora. E algumas pernas de cadeiras ainda ostentam as marcas dos seus dentes.

Uma livro para rir e chorar… Emoção contínua!
Beijinhos e bom fim de semana!
Eu é mais gatos, mas este trecho toca fundo
Se um cão me ficasse pelo preço de um iate levava-me à falência, arranjava uma carrada de dívidas e talvez fosse melhor rifá-lo.
… forçados a viver em cativeiro, domesticados, em espaços exíguos, por vezes amarrados, até com açaimes, puxados por trelas, sob a ditadura dos nossos afetos.