Oh Captain, my Captain


Maria Dulce Fernandes,

Mais um pedaço de memória feliz que parte.

Até sempre, Capitão.

Christopher Plummer (1929 – 2021)

 

21 comentários em “Oh Captain, my Captain”

        1. Sem dúvida jpt! Este Natal apresentei a minha neta à família von Trapp , que ganhou mais uma fã incondicional.
          E qualdo puder, volto a Salzburg, just to walk tke walk. Sabe que pesei que me irial achar maluquinha por andar a cantar as músicas do filme na rua. Acontece que se assim fosse, Salzburg seria um sanatório ao ar livre.

        1. É verdade. Quer dizer, de certa forma pertencia porque eles tinham ali uma vassalagem e creio que tinham também a dignidade de eleitores do Império. Os domínios dos Habsburgos eram uma infinidade de principados, ducados, arcebispados, etc.

  1. A “Música no Coração”, para uma determinada geração de Humanxs, foi o mesmo que o “Matrix” para outra. Dá que pensar…

    1. Não se pode comparar a Música no Coração com Matrix, Pedro. Se o primeiro, é intemporal e, passados 55 anos continua a ser um dos filmes mais vistos por altura do Natal, o outro , num registo pouco familiar ou até romântico, rompeu barreiras e , apesar de ter sido um marco na história do cinema, depressa foi ultrapassado pelo avanço da tecnologia. Depois, há sempre a questão das sequelas, que lhe retiraram o estatuto de filme de culto.

      1. Maria Dulce Fernandes, ambos os filmes foram classificados oficialmente como Património. Logo, ambos serão preservados como a Vida eucariote nos ensinou, há mais de 3 mil milhões de anos nesta Terra, que todos partilhamos: “guardar, protegidas por uma membrana, no núcleo da célula, as informações vitais a transmitir à geração seguinte” (ADN, célula, museus, arquivos, etc). Porque os escolhemos? Talvez porque cada um aprisiona um modo-de-sermos, que sucedeu a um anterior, e que antecederá os vindouros. Por exemplo, esse “Natal” (essa beleza ética, moral, familiar, etc.) que referiu, já não é o mesmo para as gerações (mentalidade) atuais, e muito menos para as futuras. Cada um desses filmes ajuda-nos a perceber esse percurso de transformação daquilo a que convencionámos chamar «Ser-humano».

      2. Mas, paradoxalmente, a Maria Dulce Fernandes teve a intuição de responder, com o título do seu Post, àquilo que é comum aos dois filmes.
        Aquele acto rebelde, de infringir a regra (da aula e do status), nesse outro filme, o “clube dos poetas mortos”, não será o que é próprio do Ser que se recusa a ser o que é, e a beleza que aprecia nesses filmes?

          1. Totalmente de acordo! O paradoxo da vida humana, debatido entre Parménides e Heraclito. E atualizado no recente confronto entre D.Sperber e P.Descola. Tudo muda (Heraclito); ou a mudança é uma ilusão (Parménides)? Tudo desaparece (a tradição, a memória) em 3/4 gerações, como afirma P.Descola; ou há sempre um resquício que fica no ADN, em formato de codificação (como diz Sperber)?

  2. Lembro-me também dele em papeis ambíguos, como o do Infiltrado (aí seria uma espécie de anti-Von Trapp). Até ao fim não deixou de estar activo. E no papel de JP Getty, quando já tinha oitentas e muitos, chamaram-no à última da hora para susbstituir Kevin Spacey, entretanto caído em desgraça, depois de já estar tudo gravado, teve de filmar no espaço de um mês e ainda conseguiu ser nomeado para um Óscar. Em linguagem futebolística, seria quase o equivalente à Dinamarca no Euro 1992, e só não é porque não voltou a ganhar a estatueta.

    1. E ganhou o Oscar para melhor actor secundário em 2010, Beginners, João Pedro.
      Para mim , fará sempre parte das minhas memórias mais lindas. Tinha 10 anos quando o meu pai me levou pela primeira vez ao Tivoli ver Música no Coração. Ainda revejo sempre que quero chorar por um final feliz (pelo-me por finais felizes). Tenho o duplo vinil que era do meu pai e canto-as muitas vezes ( tããão malzinho). Creio sabê-las de cor.

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