em Portland
(Oregon, EUA)
Também chamado Portland Municipal Services Building, é uma concepção pós-moderna da autoria de Michael Graves, abriu em 1982 e custou 29 milhões de dólares. No ano seguinte, recebeu um prémio honroso do American Institute of Architects, mas a obra continua a ser altamente controversa entre a população da cidade e mesmo no campo da arquitectura: alguns especialistas consideram que «é um dos mais detestados edifícios da América» e os funcionários lá
colocados referem-no como uma construção barata em que é difícil trabalhar.
Em 1985, em frente ao edifício foi colocada uma estátua alusiva a Portlândia (género botânico da família Rubiaceae), alegoria à patrona da cidade. Tem 10,6 metros de altura e é a segunda maior nos EUA, depois da Estátua da Liberdade, segundo o método utilizado (copper repoussé).


Parece-me uma monumental taveirada.
É que parece mesmo.
Eu também acho, João e não é por acaso que se diz – no “meio” – o Tomás Taveira ter sido um seguidor de Michael Graves na sua criação pós-moderna – basta olhar para o complexo das Amoreiras e não será difícil encontrar traços comuns na forma e na cor com – Portland Building ” de Graves – tão ao sabor do “delicioso kitsh ” (classificação minha) do “Pós-modernismo” e que nem sempre aprecio…
Nem fazia ideia, mas então é definitivamente uma taveirada. Ou melhor: o edifício das Amoreiras é uma graveirada.
Curioso, as críticas que fazem ao edifício americano são exactamente as mesmas que ouvi relativamente a um outro edifício português, também do arq. Taveira, a sede do antigo BNU:
http://ulisses.cm-lisboa.pt/data/002/00 8/fotos/099.jpg
Bem lembrado. Não é à toa que Taveira é o Graves português. Mas sem versatilidade.
Precisamente.
Precisa e exactamente.
Pelo ar não gosto, mas não conheço além do ar…
João, ontem, com a pressa, nem lhe gabei o título da série. Muito bem! Clap clap clap!
:))))
Agradecido. Espero que goste da secção.
Desta vez, uma peça muito feia de um arquitecto de grande nomeada, mas que não faz de modo algum as minhas delícias.
Graves é um dos precursores do chamado movimento pós-moderno, que entre nós teve um fiel seguidor com o seu cortejo de obras, a meu ver, muito desinteressantes e de gosto muito duvidoso -Tomás Taveira. Graves, porém, ao contrário de Taveira, tem a vantagem de não saber tocar só nesta tecla e a par desta que aqui nos trazes e de muitas outras igualmente feias e más, tem também coisas muito bonitas e radicalmente diferentes destas. Talvez um caso de dupla personalidade, mas ainda bem que assim é.
Sim, tanto quanto sei, Graves é versátil e Taveira não.
Quando estudei arquitectura, era esse edifício à referência máxima da arquitectura contemporânea.
Uma das mais pomposas materializaçãoes do conceito do profeta do posmodernismo, Robert Venturi, da “barraca decorada”(decorated shed). Fartámos-nos da decoração, a barraca ficou…
Do pouco que sei, a contemporaneidade deste pós-moderno rompe e opõe-se ao Modernismo.
Tem ar de “taveirada” sim João, embora eu esclareça desde já que gosto das Torres das Amoreiras, sempre gostei.
Eu também gosto das torres das Amoreiras, Ariel. Visto do ar, o conjunto é uma fortaleza clássica, só que de vidro e espelhos. Mas não gosto das cores, que para mim eram completamente dispensáveis.
Se calhar, visto do ar tem outro ar…
Acho este feio, pelo menos na fachada.
Temos muitas coisas assim em Portugal. Coisas que são só fachada…
Espero que prescindas de mostrar aqui o estádio do Sporting…
E se for só a velha pala? Pode ser?