Pensamento da Semana


Maria Dulce Fernandes,

“Eu lembro-me da primeira vez que tive sexo – guardei o recibo.” 

Groucho Marx

 

Eu também me lembro e muito bem. Curiosamente essa lembrança remete-me para o sushi; toda a gente deslumbrada de prazer e eu que não lhe acho graça nenhuma.

 

PS. Sendo esta  tradução mais apurada ( agradeço o apontamento! 🙂 também mais maliciosa e esclarecedora, retrata de igual modo uma “primeira vez”, possivelmente mais condimentda na receita.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana.

24 comentários em “Pensamento da Semana”

    1. Se antigamente os tabus sobrevalorizavam a “primeira vez” que era ( e ainda é) frequentemente decepcionante, hoje nem sequer há juízo de valor ou até aquela mística das borboletas. É banal.
      Haver conhecimento e gente esclarecida é excelente, mas será que há mesmo?

  1. Na primeira vez não gostei. Olhando para trás, deveu-se à falta de qualidade.
    Entretanto experimentei novamente, e ganhei o gosto. Umas vezes melhor, outras pior. Não é para fazer todos os dias, mas tem alturas em que dá a vontade assim de repente.

      1. Não acho que na desilusão da primeira me possa ser atribuída culpa. Ia com vontade e de mente aberta.
        Simplesmente o sushi não era grande coisa.

  2. Bem, em matéria de ter ou não ter, eu recordo-me da primeira vez que tive um relógio: um Seiko.
    Quanto ao sexo, como sou conservador, felizmente ainda o mantenho: conservo o que sempre fez parte de mim.
    Tenho-o conservado muito bem, evitando demasiada exposição solar, exposição às intempéries e praticando com regularidade a esfoliação para evitar escamações na pele.
    Creio que esta é uma boa receita.

      1. Seiko é um nome japonês feminino que significa sincera ou correcta. Assim, quando se dá corda tem de ser a preceito.

        😉

          1. Se elas go everywhere deve-se atribuir o benefício da dúvida e aceitar que esse everywhere também possa ser o Heaven. Para ser perfeito, é preciso que levem consigo os pecadores. Isto é uma forma correcta, sincera de levar as alminhas ao paraíso

          2. Os pecadores serão aqueles que transgridem. O pecado implica a tal transgressão. Dizer que pecado é pecado, aqui e na China, não é a realidade, por isso essa ascenção ou queda das alminhas é talvez uma “verdade” mais estranha do que a ficção. Isto tem muito a ver com a minha costela de S. Tomé, sabe ?

          3. Bem, parece-me que escrevíamos sobre experiências sexuais; e aqui e na China creio que nesta matéria se busca o paraíso.
            Não vá por aí, Dulce.

  3. Tenho pena desse tal Groucho Marx, que em vez de se lembrar da sua primeira vez como sendo um dia especial, com carinho e amor pelo meio, lembra-se do valor que pagou…(e ainda guardou o recibo),

    A verdadeira anónima.

    1. Ah! o amor, o amor.
      É como uma clepsidra.
      O coração enche-se,
      na proporção da cabeça que se esvazia.


      1. Acreito que a primeira vez é pura adrenalina, puro entusiasmo, grande é a expectativa “to face the great unknown”.
        ” What’s love got to do with it ?” é frequentemente a pregunta que se põe no rescaldo da grande aventura da paixão.

        1. É mesmo. “To face the great unknown”. Inefável deleite.
          A voz suplicante que o desejo enrouquece, os sorrisos voluptuosos do ente encantador que nos preenche o todo. Eram aquelas subtilíssimas emanações que perfumam o ar respirado pela mulher amada, era aquele tépido vapor semelhante a um corpo cujos contornos uma alma apaixonada julga abraçar, acariciar, beijar; hominalidade da imaginação, fada caprichosa, expoente máximo que se desprende da galáxia dos astros flutuantes para resplandecer em nossas vidas.

          Ai o amor, o amor.

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