Portugal: por estes rios acima (6)


Pedro Correia,

  

 

 

 

RIO CÁVADO

 

Nascente: Serra do Larouco, concelho de Montalegre

Foz: Oceano Atlântico, em Esposende

Afluentes: Rios Homem, Prado, Rabagão, Saltadouro

Extensão: cerca de 130km

 

"Um dos passeios que mais gosto de dar é ir a Esposende ver desaguar o Cávado."

Ruy Belo, Todos os Poemas

18 comentários em “Portugal: por estes rios acima (6)”

  1. “Um dos passeios que mais gosto de dar é ir a Esposende ver desaguar o Cávado.”
    É o que faço regularmente e olho aquela água de encontro ao mar e sei que ela trás fragmentos de vida, na passagem por Barcelos. Lembrando-me quando era puto de como o Cávado, amparava no ventre das suas águas, centenas de miúdos como eu, que fazíamos do seu areal a nossa casa no Verão!

  2. Pedro, ficou a faltar uma imagem da Foz em Esposende (mesmo com as torres de Ofir!), ou da Barca do Lago, ou…, ou…

    Bairrismo meu!!! 🙂

    Muitos parabéns pelo tema. Mas uma série a seguir com toda a atenção.

  3. O Cávado não é o meu primeiro rio, mas também é o meu rio:)
    O meu caso não é especial.
    Mas de facto são raras as situações em que nos podemos gabar de passar normalmente, década após década, por um lugar que permanece activo mas intocado, igualzinho ao da infância. É o que se passa comigo e com esta ponte, antigamente passagem obrigatória, hoje em dia percurso alternativo.
    Quando estou por ali, regularmente, nunca entro por outro lado senão por Barcelinhos: é uma espécie de fetiche:)
    Gosto de pensar que atravesso ali o Cávado e de súbito readquiro o dom da companhia de todos: os que estão, os que estiveram, os que aqueles já evocavam, como eu faço agora, e os que hão-de vir atrás de mim. Depois, com as pessoas vêm os Verões, as férias, as descobertas e a excitação das visitas à feira de Barcelos, às quintas (quais dvd’s e tv cabo! Isso era um futuro de Huxley , impensável e insensato:)
    Mudámos, mudaram os modelos dos carros que nos transportam, dentro destes mudámos os sítios que nos estão destinados e o ponto de alcance sobre o rio. Mas o mais está lá sempre, de geração em geração, leal como as raízes: a ponte, o rio, as águas, a outra margem, a esplanada; e lá em cima, a Matriz e o Paço. Bela porta de entrada!

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