
UM ROMBO NO PSD
«Crescemos pouco», disse esta noite na RTP 3 o vice-presidente social-democrata David Justino. Neste sucinto comentário aos resultados eleitorais percebe-se o desnorte que paira nas cabeças dirigentes do partido: ao contrário do que diz o braço direito de Rui Rio, o PSD nada cresceu. Pelo contrário, acaba de registar o pior resultado da sua história numa eleição de âmbito nacional. Situando-se 11,5% atrás do PS nesta que constitui a maior “sondagem” aos portugueses a quatro meses da eleição para a Assembleia da República.
A incompetência revelada pela cúpula social-democrata na questão do tempo de serviço dos professores, como na devida altura aqui se alertou, foi fatal para as aspirações eleitorais do PSD: bastou António Costa fazer voz grossa numa comunicação ao País para Rio se transformar num boneco de plasticina, claramente apavorado com a perspectiva de disputar legislativas antecipadas. Desautorizou o seu grupo parlamentar, recuou em toda a linha e transmitiu uma imagem de confrangedor amadorismo, evidenciando um insólito temor reverencial perante o partido do Governo.
Estas coisas pagam-se caras. «A política não é para aprendizes», como escrevi na altura. E agora reitero com renovada convicção.

Na minha opinião esse episódio é só fogacho. O mau resultado do PSD e a subida do PS deveu-se, exclusivamente, a uma certa estupidez inata do povo português, revelada pela abstenção recorde (caso único na Europa) e por não se importar de dar a vitória a um partido “sindicante” do crime.
https://www.noticiasaominuto.com/pais/4 08706/ate-filho-de-silva-pereira-tinha-c asa-paga-por-amigo-de-socrates
https://www.google.com/amp/s/observ ador.pt/2018/05/11/pedro-silva-pereira-s aida-de-socrates-do-ps-nao-era-inevitave l/amp/
https://observador.pt/especiais/arquiva mento-silva-pereira-e-mulher-foram-inves tigados-por-receberem-mais-de-112-mil-eu ros-de-santos-silva/
https://zap.aeiou.pt/governo-social ista-vinte-relacoes-familiares-242546
Ao mesmo tempo também se premiou um partido que dentro de um par de anos não se distinguirá mais do PS. Falo no BE. Um partido que dava voz aos descontentes das derivas “direitistas” do PS e que representava, para mim, a ideia que tenho da Social Democracia, e que presentemente não passa de outra agremiação de hipócritas/mitomaníacos, criticando as politicas de austeridade do PS, durante as arruadas e aprovando os seus orçamentos (um tipo de Syriza luso) – há partidos que deveriam ser sempre da oposição. Antes o PURP ou o MRPP em termos de honestidade intelectual….ou só honestidade, porque, a bem da verdade, a moleirinha dessa gente só dá vazão às coisas básicas do corpo, “tipo”: tenho sede, devo beber. Está calor, devo procurar uma sombra, tenho vontade de fazer chichi, devo procurar o penico….reflexos
A culpa não é de a,b, ou c. A culpa é nossa, do colectivo. Mas que diabos, tirando século e meio da nossa história, o País tem sido sempre um balão vazio, um condomínio de barraca.
O MRPP é aquele partido que queria Portugal já fora do euro? E o PURP é aquele partido que queria distribuir “ganzas” pelo pessoal?
O PURP….ganzas pelo pessoal? Pedro, o PURP é o partido dos velhinhos desdentados. Julgo que a haver alguma promessa seria a de próteses dentárias para todo o pensionista. Enemas para todo o abstencionista!
Não percebo o seu comentário, meu caro. É necessário ter dentes para apreciar ganzas?
Ou será: crescemos poucochinho
Crescemos só em número de cidadãos recenseados: as-abstencao-de-686-e-a-mais-alta-de-sem pre-mas-numero-de-votantes-subiu-1094519 8.html
https://www.dn.pt/lusa/interior/europei
Corrijo o comentário anterior: ou será, crescemos poucochinho?!
O facto de não se dar baixa dos eleitores recenseados, nos casos de óbitos, cria disparidades enormes na leitura da abstenção.
Há que levar isto em conta.
Com tantos fogachos de direita e extrema direita , partidos unipessoais , e ressabiados que ficaram apeados e ressabiados pensando apenas no interesse pessoal como se verifica , o resultado é aceitável.
O Pedro Correia em vez de começar pela análise da abstenção histórica em Portugal salientando a importância da mesma e que significa a importância que os portugeses dão a esta “europa” opta logo por começar por criticar o PSD , poderia ter começado pelo PS que venceu ou pelo partido que teve menos votos mas não conseguiu, nada de novo pois então…
WW
Não houve “abstenção histórica” nenhuma: houve um aumento brutal dos recenseados, obedecendo a critérios diferentes dos anteriores, o que cria disparidades também brutais na taxa real de abstenção. as-abstencao-de-686-e-a-mais-alta-de-sem pre-mas-numero-de-votantes-subiu-1094519 8.html
Alguém acredita que em Portugal, país com pouco mais de dez milhões de habitantes, existam 10 milhões e setecentos eleitores – ou seja, gente com mais de 18 anos?
Leia, informe-se:
https://www.dn.pt/lusa/interior/europei
Tem toda a razão Pedro e por isso também deveria dedicar um texto à abstenção e o porquê de os partidos que estão na AR permitirem mais esta aberração na nossa democracia mas talvez não lhe interesse. Seria relevante também a alteração dos circulos eleitorais não os baseando apenas na densidade de eleitores registados aptos para votar e também a constituição de listas de deputados em parte
escolhiddos por primárias.
WW
Mas eu tenho escrito várias vezes sobre isso, WW. oje-e-aquele-dia-em-que-o-papa-estado-95 84708
Eis um exemplo:
https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/h
Faltava um s numa palavra acima , não é a si é aos partidos.
Mas mesmo assim o texto impõe – se, penso eu.
WW
Assim farei, aproveitando a sua sugestão.