DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Ana Margarida Craveiro: «É também isto que está em causa nestas eleições: menos regulação, melhor regulação. São duas faces de uma mesma moeda. E a moeda foi cunhada por esta Comissão.»

 

Ana Vidal: «Ofereço a Dias Loureiro este texto do escritor mexicano Juan José Arreola, por me parecer um bom epitáfio para uma saga lamentável, que durou uma eternidade. O gesto da demissão poderia até ter sido bonito, se tivesse ocorrido há mais tempo. Agora, até a frase que acabei de ouvir-lhe – “A minha protecção é a minha consciência” – parece uma anedota.»

 

Eu: «A sua permanência [de Dias Loureiro] no Conselho de Estado, muito para além do que o bom senso aconselharia, abalou consideravelmente o prestígio deste órgão, que na prática deixou de funcionar, e constituiu uma forma de insustentável pressão sobre o Presidente da República, como já em Dezembro alertei. A degradação da nossa vida democrática não acontece por acaso: acontece precisamente por casos destes.»

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