A fotografia foi-me enviada por vários amigos. Li o texto e rapidamente conclui que era uma manipulação, um fake com alguma graça, mas obviamente falso.
Acontece que, afinal, é verdade: no seu livro de memórias políticas (a primeira vez que uma obra do género é publicada por um Presidente de Governo em exercício de funções), Pedro Sánchez diz ao mundo que a sua primeira decisão como Chefe do Executivo espanhol foi a de mudar o colchão e renovar a pintura do seu novo quarto no Palácio da Moncloa. Quando se juntam, a pobreza de espírito, a falta de noção do ridículo e a soberba redundam sempre num absurdo que provoca vergonha alheia.


Concordando com o post, questiono: a que hecatombe se refere o Diogo? E onde está o post (I) relativo a essa hecatombe?
A hecatombe está no caminho para onde o socialismo nos está a conduzir.
Também este ridiculo e absurdo “fait divers” faz parte da tragédia.
“está no caminho para onde o socialismo nos está a conduzir. ” Óptimo argumento com o qual concordo inteiramente. A questão do colchão demonstra de modo irrefutável que o socialismo é mau e o capitalismo salvador.
El Falconeti, El Okupa, El doctor cum fraude…
O equivalente de além-Caia ao “nosso” ´socrates.
E não esquecer a Lola Trifálica…
JSP
Para lá de intempestiva, (quem está no ativo não publica memórias, essas hão de vir), o texto é elegante e de fino humor e carregado de uma verdade comezinha: “as questões de intendência sobrepõe-se a quase tudo”. Não me parece a anatomia de uma hecatombe. Já andar à roda num carrossel…
Mas onde é que está o mal de dizer-se que a primeira coisa que fez foi mudar o colchão? Julgo que o disse com fina ironia. Não vejo que haja mal desde que ele e a mulher não se importem – e não se importam, ou não contaria.
Eheheh. Que “estadista”, caramba.
Sempre que leio prosa em castelhano, ouço a voz do Sancho Panza ( a poesia de um Neruda, Borges ou Alberti é … algo completamente diferente, roubo, com vénia, aos Monty Python).
Até leio o Ortega Y Gasset em inglês, para afastar esse miasma.
Castelhano: a língua ideal para manuais de tampos de sanita.
” Quem boa cama faz, nela se há-de deitar “.
O homem -como qualquer bom político que se preze- apenas está a tratar da sua vidinha. “Prepar a caminha” é apenas utilizar, brilhantemente, uma metáfora. Obviamente trata-se subtil sentido figurado.
Esperavam vê-lo a dormir debaixo de uma ponte?.
Em tempo ,
“Ignorancia cum laude”, por Luis Ventoso.
ABC de hoje, 20 Fev.
https://www.abc.es
JSP
“diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és ; saiba eu com que te ocupas, e saberei também no que te poderás tornar”.
Lisboa (de facto Madrid) em camisa …