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D. Filipe I (1580-1598)
Autor: Manuel do Couto
Ano da inauguração: algures, no século XVII
Localização: Amarante, na Varanda dos Reis do Convento de São Gonçalo (Filipe é o quarto nesta imagem)
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D. Filipe I (1580-1598)
Autor: Manuel do Couto
Ano da inauguração: algures, no século XVII
Localização: Amarante, na Varanda dos Reis do Convento de São Gonçalo (Filipe é o quarto nesta imagem)
Curiosa esta ideia de colocarem na varanda quatro reis em sucessão, o último dos quais é Filipe 1º. Claramente, o intuito foi o de legitimar Filipe como rei de Portugal.
” intuito foi o de legitimar Filipe como rei de Portugal.” Não era preciso, ele já era o legítimo rei de Portugal.
Era ilegítimo, ou seja, mal aceite para alguns portugueses.
Recordemo-nos que Filipe para alcançar ser rei de Portugal ainda teve que ultrapassar alguma resistência armada. E teve que se comprometer a menter os reinos teoricamente separados.
Não sei qual foi o intuito de colocar aqueles quatro reis naquela varanda. Talvez tenha sido por terem sido aqueles quatro reis quem custeou a construção daquele edifício. Mas talvez tenha sido antes para mostrar a legitimidade de Filipe como rei, na linha dos outros três.
Olha um Anónimo a imitar o estilo do nosso Lavoura.
Gostei.
Maria
Ó Maria estás enganada.
Teu
Manel
Olha, tenho um Manel e não sabia…
As coisas que eu aprendo aqui no Delito
Maria
Começar o ano a lucrar, que bom, Maria!
Olá Sarin!
Isso agora depende do Manel… mas para se oferecer assim, não deve ser grande coisa
Maria
“tenho um Manel e não sabia…” Sabias, sabias. Não disfarces.
Manel
Olha, eu a pensar que as melgas tinham todas morrido com esta onda de frio, e afinal anda aqui uma que não me larga…
Mas onde é que eu pus o Raid?
Maria
Em resposta ao leitor Lavoura, ali mais acima: Filipe I, de facto, está ali representado por ter sido um dos monarcas que contribuíram financeiramente para a edificação do Convento de São Gonçalo.
A sua legitimidade enquanto rei ficou estabelecida em 1581, nas cortes de Tomar.
Olha o Filipe I a olhar para o Tâmega: belas vistas.
Pedro, e no Crato não existe nenhuma estátua do Prior?
Quando lá estive, há muitos anos, vi uma belíssima varanda, um pelourinho assim-assim, um museu interessante, uma bonita igreja e um castelo insolitamente pintado de branco. Não fotografei nenhuma estátua ou busto do Prior do Crato, mas pode-me ter escapado…
Mas ali é que devia haver uma!
E agora deixemos entrar (e sair rapidamente) os Filipitos.
⚘
Maria
Quando se diz “o prior do Crato” referimo-nos ao superior da Ordem dos Hospitalários, a qual era conhecida em Portugal por “Ordem do Crato” por ter a sua sede, não no Crato, mas na Frol (ou Flor) da Rosa, uma aldeia que fica a cerca de 3 km da vila. Mas, como é evidente, houve imensos “priores do Crato” – todos os monásticos superiores dessa Ordem religiosa o foram. E provavelmente muito deles nunca puseram os pés na Frol da Rosa, que era somente a sede da Ordem, mas não a sua única propriedade.
Já agora, a Ordem dos Hospitalários teve a sua sede original em Portugal no mosteiro de Leça do Balio, a norte do Porto. Só mais tarde (século 13 creio) é que se mudou para Sul e para Leste, isto é para a Frol da Rosa, que era onde os seus serviços guerreiros eram mais necessários.
Vielen Dank, Herr Lavoura!
Eu estive lá na Flor da Rosa, que é uma Pousada espectacular. Vi lá uma exposição (não pernoitei, que não tenho Geld para esses luxos).
Claro que quando me refiro ao Prior do Crato é ao D. António e não a outro.
A varanda que refiro (e que certamente conhece) é o que resta do palacete que ele habitava na vila do Crato.
⚘
Maria
No Crato não conheço qualquer estátua de D.António, Maria.
Sim senhor, uma bela lição de história que aqui está. E não só na varanda dos reis:).
Estas estátuas, no seu conjunto, transmitem-nos lições de História. Assim as saibamos estudar.
Filipe I de Portugal e II de Espanha. Um grande rei, seja pelo lado de Espanha, seja pelo lado de Portugal. Neto de D. Manuel e fruto do amor, improvável, entre Carlos V e Isabel de Portugal. Um estadista como poucos com um sentido de serviço de estado incrível e uma perspetiva lúcida sobre a vã glória (basta visitar a cripta do Escorial para entender). Um rei tão maltratado por Schiller, poeta que, em nome da liberdade, preferia burgueses colonizadores a imperadores civilizadores. São gostos. Eu gosto de Filipe I. O seu filho construi a ponte sobre o Zêzere na aldeia de meu avô, ao serviço até à década de 50 do século passado. Os Filipes constituem a dinastia que nunca se pode errar nos testes de história… não gosto do 3º.
Filipe I, filho e neto de portugueses, também se sentia português. E viveu largo tempo em Portugal. Os outros Filipes procederam exactamente ao contrário: quase nunca cá vieram e só se lembravam de Portugal para lançar imposto ou para sacar mancebos para as guerras espanholas na Europa.
O segundo Filipe demorou cerca de 20 anos a visitar Lisboa. O último nem se fez coroar em Portugal, traindo assim a solene jura do avô.
Gosto muito dessa ponte Filipina sobre o Zêzere.
Quando ia para Coimbra, parava sempre no IC8 para a ver cá de cima: espectacular.
⚘
Maria
Vale a pena descer de Pedrógão Pequeno até à ponte e dar uma caminhada a pé para do meio dela ficarmos entre o IC8 e a barragem do Cabril.
Acredito que sim, Xico, mas esse percurso apenas fiz através da rtp-1.
E dos Pedrógãos só visitei o Grande… há muitos anos.
Mas o Zêzere é um dos meus rios favoritos: conheço bem a nascente na bela Estrela e a Foz na não menos bela Constância.
E também conheço muitos dos seus belos meandros e praias fluviais: Belmonte, os Janeiros, Álvaro, o Lago Azul, Dornes (ah, Dornes – foi difícil chegar lá, como foi difícil acreditar em tamanha beleza!).
Um deslumbramento!
E tanta gente que nem sabe que existem lugares assim em Portugal.
E que se põem a discutir o sexo dos anjos (perdão, a idade das mulheres que têm direito a ser amadas… gostei da sua resposta à Patrícia, acho que disse tudo em poucas palavras) em vez de irem por aí descobrir o que realmente interessa, enquanto têm pernas para andar…
É que a partir de certa idade já é difícil andar por aí “up and down the hills”, e isso é que é realmente triste.
Posto isto, e depois de muito “meandrar” pelo Zêzere e outros temas, talvez eu ainda consiga atravessar essa bela ponte Filipina da terra do seu avô.
Bom domingo!
⚘
Maria