«A revolta do passado era incitada pela oposição, pela comunicação social e pelas conversas das pessoas, austeridade passou a ser a palavra de ordem, não se falava de outra coisa, gerou-se uma onda de negativismo e as pessoas só sabiam reclamar da austeridade porque toda a gente reclamava.
Hoje, as pessoas continuam a acreditar no que se diz e a mensagem que passa é que a austeridade ficou no passado, supostamente vivemos dias prósperos e o optimismo é geral, mas se perguntarmos o motivo de as pessoas acharem que estão melhor, não sabem responder, acham que estão simplesmente porque lhes dizem que estão.
A juntar a estes factos existem outros que se começam a notar lentamente, o mercado interno está a abrandar, as pessoas começam a retrair-se, as empresas começam a ter menos encomendas, é uma questão de tempo para que se perceba que não estamos bem financeiramente.
Entretanto, até lá, é esperar que o dano não seja grande e ter esperança, tenho pouca, que a próxima crise traga as reformas de que tanto necessitamos.
O povo engana-se com papas e com bolos e nunca esta expressão fez tanto sentido em Portugal.»
Da nossa leitora Psicogata. A propósito deste texto do Diogo Noivo.
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«Na verdade, só nascemos para as realidades do mundo depois de “velhos”. A inocência da infância e a inconsciência da juventude conferem-nos a maravilhosa despreocupação da brisa que sopra numa noite de Verão. Independentemente dos medos, perigos, das aventuras ou da segurança, seja qual for a realidade que nos envolve, não aprendemos nem apreendemos a sua verdadeira substância. São os anos que nos ensinam a esbracejar e chapinhar para ficar à tona da travessia do oceano temporal da nossa passagem. Por mais complicado que se nos afigure o cruzar das ondas, ninguém deseja sinceramente chegar ao outro lado, aquela margem que nos devolve ao pó e solta na luz. Tudo o que queremos é adormecer com um sorriso e ir ao sabor da corrente ao encontro da paz.»
Da nossa leitora Maria Dulce Fernandes. A propósito deste meu postal.

Quando PPC disse que vivíamos acima das nossas possibilidades, foi chamado de miserabilista e salazarento. Defensor do portuga a viver na miséria, com o mínimo.
O ministro diz que vivemos com potência acima das nossas possibilidades e…
O Estado é que vive acima das nossas possibilidades. Enquanto o pessoal não perceber isso não há volta a dar.
Muito bem.
Parabéns pelo belo pensamento
(Não consigo deixar mensagens a contar vindo do céu… espero que esteja bem, Maria Dulce!
)