A revolta dos coletes amarelos.


Luís Menezes Leitão,

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O actual Estado fiscal insuportável, depois de ter elevado os impostos directos quase até ao limite do absurdo, aposta agora nos impostos indirectos e na multiplicação de taxas por tudo e por nada, como se viu com a protecção civil, a que agora o governo quer regressar. Só que há alturas em que esta situação conduz a movimentos de revolta de cidadãos, como entre nós sucedeu com a revolta da ponte sobre o tejo em 1994, que precipitou o fim de Cavaco Silva. Hoje parece que é Emmanuel Macron que está a passar pela mesma situação.

6 comentários em “A revolta dos coletes amarelos.”

  1. O liberalismo na Europa continua a demonstrar que é capaz de o ser à conta dos outros.
    A França está cada vez mais nas mãos de Marine Le Pen, e o seu partido terá uma vitória estrondosa.
    Hitler quando subiu ao poder empreendeu um conjunto de investimentos públicos bem sucedidos, e até prometeu um VW (Carro do Povo) para cada família. Isto proporcionou a adesão dos alemães a suas políticas e também o desfecho conhecido.

    Trump, que de liberal nada tem, optou por encostar os chineses à parede e levá-los a aceitar a redução do défice comercial no valor de 200.000 milhões de dólares. Adicionalmente prometeu taxar as empresas americanas sediadas no exterior, originado o retorno da produção a território americano. A UE, com um mercado de 500 milhões de consumidores, opta por consumir os trocos destes e empurra as suas empresas de referência para outros paraísos. Gandas liberais!

    1. Tem toda a razão Vento e Portugal nem precisa de investimentos publicos, apenas e só de domar a voragem do funcionalismo publico em termos de salários, em contrapartida dotar os serviços publicos de meios adequados, transparência e reorganização territorial conferindo meios ao interior para que as pessoas se possam deslocar dos grandes centros novamente para o interior o que em face da revolução digital e vias de comunicação já existentes não será muito complexo de executar num prazo de 10 anos e por fim reaver para o Estado todos os monopólios naturais optando por deixar de subsidiar a banca falida e pondo esse dinheiro ao serviço da Nação.
      A não ser que nada aconteça em contrário Macron foi o canto de cisne dos “liberais” na Europa.

      WW

    2. “Hitler quando subiu ao poder empreendeu um conjunto de investimentos públicos bem sucedidos, e até prometeu um VW (Carro do Povo) para cada família. Isto proporcionou a adesão dos alemães a suas políticas e também o desfecho conhecido.”

      Haha, santa ignorância. Os Alemães acabaram por apoiar Hitler porque todo poker que fazia ganhava.
      Tirando isso a Alemanha estava falida e era altamente ineficiente com importante parte da riqueza desviada para armamento.
      Só o ouro austríaco a safou, mais engenharia financeira MEFO’s que como é óbvio não pode durar.

      “Trump, que de liberal nada tem…”
      https://reason.com/blog/2018/11/14/an-incredible-number-of-trumps-deregulat

      Nada?
      https://www.politico.com/agenda/story/2018/01/20/trumps-regulatory-experiment-year-one-000620

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