Um ligeiro e rápido exercício permite-me encontrar o lado melhor do resultado eleitoral, resumido a quatro pontos essenciais que deverão marcar o novo ciclo político.
1. O PS vê-se obrigado a abandonar a pose de arrogância adoptada enquanto o Parlamento andou esvaziado de funções pela maioria absoluta que foi garantindo vida fácil ao Executivo.
2. O Parlamento regressa à sua vocação como espaço de diálogo e debate e de discussão de ideias e projectos, indispensável a um regime como o nosso.
3. O PS vai reaprender a ouvir as oposições e a negociar com esta ou com aquela, de acordo com as matérias em apreço.
4. O novo Executivo é suportado por uma maioria relativa parlamentar, mas confortável q.b. para poder governar durante uma legislatura completa um país pouco mais do que ingovernável e a atravessar uma crise que só tem paralelo na Primeira República.
Saiba o PS reaprender a prática democrática, para responder à oportunidade que lhe foi oferecida por quem exige que se corrija. Se o fizer, talvez o que agora parece possível venha a ser desejável.

este resultado só pecou por não permitir ao PS constituir uma maioria com qualquer um dos partidos mis pequenos.
A existência de mais alternativas, para alem do CDS, aumentava a probabilidade de completar a legislatura.
Miguel
Governar em democracia exige ter imaginação na prática política. Designadamente, na vida parlamentar. Ter a vida facilitada, como se viu, garante coisa nenhuma (a meu ver).
Subscrevo.
É bom sinal, porque não tive muito tempo para amadurecer as coisas.
Subscrevo completamente.
Fico satisfeito, Ariel, pois senti que corria um risco por ainda não ter parado para amadurecer as ideias.
O PS está agora na pele de um equilibrista a atravessar a corda bamba. De ora em diante, sem a segurança que lhe dava a larga plataforma que até agora podia percorrer da forma displicente e descuidada como até agora fazia, (com a vantagem acrescida de ter ainda por baixo a rede que nunca o deixaria cair ao chão), este PS vai agora, final e felizmente, ter de saber conviver com os seus pares de uma forma dialogante, deixando cair de uma vez por todas a sua insuportável pose de arrogância. Daqui para a frente, embora a contragosto, vai ter de aprender a expressão ‘convivência democrática’.
Quanto ao mais, desta noite eleitoral, para mim apenas duas pequenas surpresas: a enorme subida do CDS e a não tão grande (como esperada), subida do BE. Tudo o resto, estava já por demais escrito nas estrelas.
Muito bem.
Sobre o último ponto que focas, é de reter que as peixeiras portuguesas são determinantes. (Provavelmente, isto de focas e peixeiras anda tudo ligado.)
Sim, sim, deve ser isso. Louçã, tem agora o resultado de não ter “frequentado as peixeiras”, como o fez Portas… E se fosse só estas que ele “frequenta”…
Cheira-me que Paulo Portas não é um frequentador frequente. Cheira-me que não e cheira-me a peixe. Se ele regressar ao governo, vai mandar a ASAE a todos os mercados e lotas para ver se os encerra e se nunca mais precisa de frequentar as sessões de filetes de beijocadas e de abraços às postas.
“…isto de focas e peixeira ….” ah ah ah, o João no seu melhor.
Hehe…
Ehehehehe. Mais palavras para quê?
Não perca nunca esse seu humor. É uma intimação.
Ah e também subscrevo.
:)))
Maria do Sol, é um esforçozito que faço, neste país acabrunhado cheio de macambúzios. Estou farto de ver tanta gente sempre disposta a dramatizar.
E faz muitíssimo bem. Pessoalmente nunca confundi seriedade com gente embezerrada. A seriedade não tem de ser sorumbática.
:)))
Tal e qual.
Isso não era um jornal e um programa de televisão, não necessariamente por esta ordem?
:))
Tal-qualmente. O jornal era mais “comercial”: ‘Tal & Qual’.