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Luís Naves,

Vejamos as principais potências da União Europeia: o Reino Unido confirmou nas urnas a sua saída do clube; em Espanha, há um novo governo progressista, com maioria de dois votos, que depende das cedências que forem feitas aos independentistas catalães e que serão inaceitáveis para mais de metade do país; em Itália, a direita na oposição tem ampla maioria nas sondagens e um governo chefiado pelo populista eurocéptico Matteo Salvini pode estar à distância de escassos meses; em França, um presidente impopular enfrenta protestos de rua contra reformas urgentes, que a cada dia se mostram mais improváveis; na Alemanha, a chanceler Merkel perdeu autoridade e o seu partido está fraco nas sondagens, pelo que, se houver eleições, o país pode ficar numa situação ainda mais pantanosa; entretanto, na Europa Central, cresce uma aliança de países liderada pela Polónia, em contestação da ortodoxia de Bruxelas. Os europeus continuam a depender da energia russa e da protecção militar americana. Em pleno abrandamento económico, a União Europeia demonstrou mais uma vez, na crise iraniana, que deixou de contar na ordem global. E, apesar de tudo, os noticiários continuam a dizer que a Europa se prepara para liderar isto e dar cartas naquilo.

7 comentários em “8”

    1. “E, apesar de tudo, os noticiários continuam a dizer que a Europa se prepara para liderar isto e dar cartas naquilo.”

      Monocultura
      Boa parte dos jornalistas movem-se no mesmo círculo unionista. Logo os noticiários são uma câmara de eco apesar de estarem com a “diversidade” na ponta da língua.

      As taxas de impostos para nomenklatura e eurodeputados por exemplo não são escritas ou faladas, mas a “igualdade” é importante.

      lucklucky

  1. O contraste entre a Europa e os USA reside no facto dos primeiros terem uma visão messiânica de si mesmo e os últimos acreditarem que são o messias.

    Confrontados com este mundo bipolar, os demais, aqueles que combatem a ortodoxia de Bruxelas no seio da própria União, entendendo-se como gentios em uma galileia de gentios, procuram que se concretize a promessa messiânica: não a da ideia europeísta, bizantina e pitagórica; não a do messias americano, aquela que se implementa pela espada, mas tão somente aquela que diz: “Ele me ungiu para anunciar a boa nova aos pobres; Ele Me enviou a proclamar a redenção aos cativos e a vista aos cegos, a restituir a liberdade aos oprimidos e a proclamar o ano da graça do Senhor”, isto é, o serviço aos proscritos e de que os proscritos tanto necessitam.

    O absurdo no meio de toda esta mescla messiânica consiste também no facto daqueles que tendo na mão uma nação de proscritos para governar, como é o caso de Portugal, à direita e à esquerda, tenham optado pelo farisaísmo que mais revela servir-se que serviço.

    Porém o grave pecado ou erro em acertar no alvo também mora na cumplicidade.
    P.S. Espero que o meu amigo Vorph tenha gostado destas citações.

    1. Subscrevo Vento !

      Vento precisava se for possível da sua parte claro, que me indicasse um livro que contenha este tipo de salmos .

      Be not that far from me oh lord, for trouble is near;

      Blessed be the Lord my strength, which teacheth my hands to war, and my fingers to fight.

      My goodness, and my fortress; my high tower, and my deliverer; my shield, and he in whom I trust.

      O my God, I trust in thee: let me not be ashamed, let not mine enemies triumph
      over me.”

      Quanto ao texto do Luís Naves só erra numa coisa confundir a Europa e espirito europeu com a porcaria da UE e a miséria que nos trouxe ao serviço da maçonaria, das ideias “progressistas” e dos “liberais democratas”

      WW

      1. Caro WW,
        a primeira citação diz respeito ao Salmo 22, ou, em inglês, Psalm 22;
        a segunda e terceira citação corresponde ao Salmo 144 (Salmo de David);
        a quarta citação encontra-se no Salmo 25:2.

        Porém as traduções, pela mesma ordem das citações, correspondem às seguintes versões:
        1 – New International Version;
        2 – English Standard Version (a segunda) e King James Version (a terceira);
        3 Por último, New American Standard Bible.

        Abraço e Feliz Ano Novo

        1. Obrigado Vento !
          Mas eu pretendia saber se você conhece algum livro de (sobre) salmos que tenha este tipo (mais de luta contra o mal) de salmos condensados.
          Desde já muito obrigado pelas respostas e cordiais saudações de Ano Novo

          WW

          1. WW,
            espero que o que anexo o possa ajudar. Na primeira ligação, para além da leitura da publicação, nos comentários que encontrará abaixo da referência à publicação de Derek Kidner, verificará uma extensa alusão a publicações que talvez sirva seu propósito, aqui:
            https://pt.slideshare.net/RobrioPereiraLima/14-salmos-1-a-72-serie-cultura-bblica-derek-kidner

            Na segunda tem a referência dos capuchinhos à origem e contexto dos Salmos, aqui:
            https://capuchinhos.org/biblia/index.php/Salmos

            Abraço

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