As estatísticas do aeroporto de Beja não enganam. O tráfego aéreo concentra-se com particular intensidade no domingo de manhã. Como é normal, estas coisas percebem-se melhor com um gráfico. O que se segue representa o nº de voos registado em cada dia da semana passada. Ao leitor mais atento não passará despercebido que no Domingo ocorre um pico de dimensão assinalável:
E o mesmo acontece, caro leitor, quando consultamos o nº de passageiros por dia (dados também relativos à última semana):
Compreende-se assim o entusiasmo do Director do Aeroporto que, de acordo com a capa do Expresso de hoje, “faz uma avaliação muito positiva da nova pista de aterragem alentejana”. Não é caso para menos.



Já não bastavam as anedotas, agora também temos a realidade a gozar com os Alentejanos. O pior é que eles gostam.
Este é, de facto, um caso em que a realidade ultrapassa qualquer anedota, André Miguel.
Ouvi essa hoje de manhã.
E, se não saísse também do meu bolso, teria rebolado a rir.
E como é que todos batemos palmas ou não sabemos de nada, desta mais-valia socrática?
Não era hora de se sentar no banco?
Uma coisa é certa, Macarvalho. Se for para os sentar no banco dos aviões de Beja, tem que ser ao Domingo. Até às onze da manhã.
Também o Boeing só tem capacidade para 49 passageiros …. não chega para os sentar lá a todos.
Os culpados, off course!
Continuo a afirmar que seria hilariante, se não fosse a nossa triste realidade.
Existem sempre aspectos cómicos em todas as tragédias, Macarvalho.
Pergunta 1: O que significam 0,2 ou 0,4 voos por dia? Não seria melhor fazerem um gráfico só com números inteiros?
Pergunta 2: 7 passageiros? Sete? S-e-t-e? Mas a que preço são os bilhetes? Vendam isso a saldo… Eu compro. A propósito, onde é que se compram? Eu vivo a 50 km do aeroporto de Beja e não faço a mínima ideia de como comprar um bilhete. Parece ser um segredo guardado a sete chaves. Sete.
Viva, Zélia.
1 – Foi o melhor que me saiu a um Sábado de manhã.
2 – Sete. É verdade. Seja qual for o preço, é sinal que é caro demais. E isso que refere é também a evidência do tipo de divulgação que (não) está a ser feita. Um desastre.