25 anos após a Expo-98


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Soeharto_as_President_of_Indonesia

Muitos celebram hoje os 25 anos da abertura da Expo-98. Alguns, com mau feitio, resmungarão que aquele núcleo oriental não se desenvolveu como seria de esperar, como o mostra o relativo declínio de restaurantes, bares e instalações culturais da zona, bem como o suburbanismo do seu grande centro comercial, degenerado em xópingue. Algo matizável com este Festival católico de agora, dizem os crentes (na fé do Progresso). Outros, de péssimo feitio, mais em voga agora do que naquela já vetusta era, apuparão a evocação dos Descobrimentos que então aconteceu, a ela atribuindo as actuais maleitas sociais – enquanto nisso se deleitam a elidir as trapacices socratistas e suas sequelas bem vivas.

Eu, com o meu belíssimo feitio, neste quarto de século sobre a inauguração da “Expo” lembro, acima de tudo, que na véspera caíra o horroroso Suharto. E que Alegria foi!

10 comentários em “25 anos após a Expo-98”

  1. quem não conheceu o depósito de lixo de lixo que ali existiu pode comemorar o que lá ficou por baixo das instalações
    irei sempre comemorar a grande educação de A. Costa nos seus elogios ao bimbo Cavaco, o PR quem ninguém recorda além de Costa

  2. Suharto foi um ditador obediente: quando os EUA lhe disseram que o seu papel útil na história tinha terminado, foi-se embora sem fazer ondas. Não foi como Saddam – um ditador desobediente – que se recusou a saltar fora quando o seu papel terminou, e foi punido por isso.

  3. Para compreender o papel de açougueiros Que estes e outros desempenharam às ordens dos carrascos do costume, para quem não conhece e queira conhecer pode ler um livro de um jornalista americano Bensin Bevines – O MÉTODO DE JACARTA e ficamos a compreender melhor a situação actual

  4. Foi o apogeu de uma maneira de governar que está, como os restaurantes da Expo, em declínio. É preciso outra forma de fazer política e de planear o desenvolvimento. O modelo actual, baseado em negociatas, contrapartidas estabelecidas por gabinetes de advogados e propaganda política, é largamente inadequado e corrupto.

    Em quem votar? Livre ou IL?

      1. Desde quando? Porquê?

        Está no texto do jpt: “(…) como o mostra o relativo declínio de restaurantes, bares e instalações culturais da zona (…)”

        Limitei-me a seguir a sugestão de “relativo declínio” que essa passagem abre: algo que não se cumpriu como estávamos à espera. Todos temos essa sensação sobre o nosso país (e quem não tem é burro). Não é um facto, é uma condição. É uma hipótese ou uma abertura para pensarmos, formularmos e exigirmos uma coisa melhor.

        1. Bem, sobre esse declínio julgo ser algo simples e nada polémico: Lisboa teve nos últimos anos um enorme crescimento do turismo. Isso nota-se em várias áreas da cidade. E tem efeitos nos “comes e bebes”. Não discuto se o turismo é bom ou mau, se os efeitos na gastronomia e/ou preços são bons ou maus, etc. Apenas posso dizer que das poucas vezes que vou à “Expo” (como muitos continuam a chamar) noto por um lado um certo “cinzentismo” na tal área dos “comes e bebes” como me parece que não é ali que os turistas acorrem – o que nem será um factor negativo só por si, mas que indicia, pelo menos, a falta de instalações de consumo cultural muito apelativas. Estou a falar um bocado “de cor”, das minhas passagens, de conhecer proprietários e ex-proprietários de casas comerciais na zona, de ter vizinhos que lá vão habitualmente. No fundo é apenas isto: a zona é de serviços e de habitação, e ainda bem – não é um parque temático. Mas não parece tão pujante como a oeste da cidade. Pode ser, espero que sim, que as faladas intervenções a propósito da visita do Papa (que também não estou a discutir) possa vir a induzir uma maior dinâmica “social” naquela zona. Até porque, honestamente, a zona oriental da cidade (a “linha vermelha”, como muitos apelidam) é deficitária em termos “culturais”

    1. O modelo actual, baseado contrapartidas estabelecidas por gabinetes de advogados

      Como se viu no caso Alexandra Reis.

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