1. Valerá a pena a “civilização” se traz consigo a perda da liberdade de desobedecer, da liberdade de ir para outro lugar e da liberdade de criar novos arranjos sociais?
2. Estamos presos numa ideologia individualista ou conseguimos transformar a civilização em ajuda mútua, cooperação social, activismo cívico e hospitalidade?
3. Reduzimos as nossas possibilidades de futuros melhores? Quantas possibilidades nos restam agora, num mundo de políticas cujas populações são em número de dezenas ou centenas de milhões?
4. Estaremos melhor juntos ou separados? Estamos no princípio do fim da era da globalização?
5. Teremos tornado a vida mais difícil para a próxima geração? Será que a próxima geração vai ficar pior?
6. Como usar a tecnologia para abrandar as alterações climáticas provocadas pelo homem?
7. O trabalho escraviza?
8. Qual é a realidade da imigração? Sempre houve migrações, mas nunca o tema foi tão tóxico.
9. O que é a vida?
10. O que é a felicidade?
11. Estamos dispostos a sacrificar o ego à ditadura do diagnóstico médico?
12. Como acabar ou abrandar as desigualdades sociais?
13. Como nos podemos envolver com os problemas que enfrentamos universalmente (isto é, alterações climáticas, crescimento populacional, etc…) de uma forma que seja sensível a todas as religiões, crenças culturais e políticas particulares do mundo?
14. Em que é que grandes nações, como a China, se poderão transformar e transformar-nos a todos: na sociedade, na guerra, na indústria e na política?
15. Há alguma realidade fora da língua que falamos?
16. Seremos capazes de desfragmentar as nossas opiniões e culturas o suficiente para nos unirmos sob um objectivo comum e um esforço colectivo para a melhoria da humanidade e da nossa biosfera?
17. Como contrariar o apelo do irracional?
18. Que objectivos de educação queremos ter?
19. Estamos preparados para seres humanos biónicos?
20. Como preservar a privacidade sem a qual não há liberdade?

1 – não compreendi a pergunta.
2 – estamos presos numa ideologia individualista.
3 – o futuro é imprevisível. temos a tendência de visualizar o futuro como um prolongamento linear do presente (se temos carros e queremos voar, o futuro será o carro voador…), mas isso é um erro.
4 – não sei e desconfio de quem saiba.
5 – resposta 3.
6 – usar menos tecnologia, não comprar um telemóvel todos os anos, por exemplo.
7 – o melhor negócio que os patrões fizeram foi trocar escravos por empregados (atualmente colaboradores…)
8 – pergunta difícil porque não conseguimos tratar a imigração como ela é: um fenómeno/ comportamento inerente à espécie.
9 – não sei.
10 – apanhar sol numa praia deserta.
11 – tudo indica que sim, estamos dispostos a sacrificar o ego a todos os negócios de milhões.
12 – pergunta sem resposta. até nas sociedades dos chimpanzés há desigualdade.
13 – John Lennon fez uma música em que abordou, mais ou menos, esse assunto, e acabou assassinado.
14 – resposta 3.
15 – claro que sim.
16 – a vacinação contra a covid mostra que não.
17 – não sei.
18 – também não sei, ter um sítio onde guardar os putos durante o horário de trabalho dos pais e esperar que eles não façam disparates e aprendam qualquer coisa de jeito e não se maltratem uns aos outros nem aos professores, qualquer coisa deste género.
19 – sim. serão bem-vindos.
20 – não utilizar redes sociais, para começar.
1.A palavra “civilização” está entre comas e é entendida no sentido mais vulgar de progresso.
“12 – pergunta sem resposta. até nas sociedades dos chimpanzés há desigualdade.” – eu falei em desigualdade social, não em talentos naturais: pessoas nascerem em condições sociais de desvantagem tal, que só com uma sorte dos diabos é que conseguem ter uma vida um bocadinho acima do chão.
o mesmo se passa com os nossos primos. os filhos das mães chimpanzés com mais estatuto comem primeiro e melhor que os outros. socialmente são tão complexos quanto nós.
No entanto, parece-me que estamos um bocadinho melhor apetrechados do que os chimpanzés para alterar a situação, não? E, se podemos, porque não o fazemos?
perguntaria antes: porque é que ainda não o fizemos?
deitado alentejano que ouvia há 80 anos (atrás e com foco)
« nasci cançado mê pai trabalhou munto »
« todos a comer o mesmo, tudo a sabor ao mesmo»
«multi cul tularismo»
« póço dezer o que axo? sim mas fala bacho»
ditadura duma minoria social-fascista
Vou preparar as respostas.
Até daqui a dois anos.
A vida é tudo isso de que se interroga. É a tristeza e a alegria, a traição e a fidelidade, a queda e a ascenção, o abandono e o reencontro.
Em resumo, se a semente lançada à terra não morrer, não produzirá frutos. Assim, a felicidade é o caminho, da renovação. Para fazer este caminho também temos de nos desprender de muitos. Não espere pelos outros para resolver o que só a si compete.
2. Ok mas se o resultado do “activismo cívico” é o fanatismo, o revisionismo, o cancelamento, o supremacismo-afro-islâmico e bloquista então não muito obrigado passem muito bem o individualismo é 1000 vezes melhor.
Isso é uma falsa dicotomia: ou não temos activismo cívico ou temos fanatismo, etc., como se não houvesse múltiplas possibilidades entre os extremos.
Se calhar é… Mas faltam exemplos..
ou seja: à bloco não quero e à suíça dá muito trabalho 🙂
O que vale a pena não dá sempre muito trabalho?
sim mas normalmente é num plano individual — todos sabemos bem dos tempos de escola como funcionam os trabalhos de grupo
Ahah. Teve piada. Mas não é a sociedade um trabalho de grupo inevitável? Não é melhor esforçar-nos para construir uma sociedade que nos agrade do que ficar a olhar a dos outros com inveja, como fez Costa num dos debates onde disse que o que gostava era de ter um sociedade como a dos nórdicos, sendo que tem estado no governo e não trabalhou para isso?
ou então… se fôssemos realmente capazes disso não o teríamos já conseguido?
Ok ok ando um bocado pessimista — mas lembro-me sempre de como por cá há sempre alguém que estraga a vista aos vizinhos com uma barraquinha mal amanhada que faz no seu quintal, nessa falta de ética e de sentido do bem-estar colectivo..
O que é um tema tóxico?
21. Quantas destas questões terão sido feitas por bloggers romanos, bizantinos, ou da revolução industrial?
Muitas questões são recorrentes porque dizem respeito ao ser-se humano e ser-se humano tem respostas diferentes, mesmo que não totalmente, em épocas diferentes.
Não votando nos mundialista tameme chamados de globalises ou de progressistas liberais que é, desde há décadas ( tratado de Maastricht, ou antes Acto Unico ) a orientação de Bruxelas.
Só sei responder ao ponto 6 : usar guarda-chuva e bons agasalhos no inverno.
É sempre uma boa opção
É a era científica , Beatriz… a substituição do mundo natural pelo artificial , a distopia do Huxley à nossa porta. e a maioria aplaude.
a ciência omnipresente omnipotente y omnisciente…jasus , cohorror.
Pois é, mas parece que a orientamos mal.
sem dúvida alguma. acontece que tudo indica que quem detêm o poderio científico não vai ganhar sabedoria e continuará a perseguir o lucro e ao serviço dos que querem ser omnipresentes , omniscientes e todo poderosos , que os há mesmo.
Tal como o “futuro muda a cada segundo” também “não há caminho para felicidade, a felicidade é o caminho”.
Se diz isso é porque já tem uma ideia do que é. Não falei em caminhos.
“Só sei que nada sei”
Ahah isso somos todos
Deitei um olhar ao meu “Pequeno Diccionário da Língua Portuguesa” – 1463 páginas com tipo minúsculo, e não sei se chegariam para responder fundamentadamente a todas as perguntas.
Porque estou apertado de tempo, apenas comento uma.
11. Estamos dispostos a sacrificar o ego à ditadura do diagnóstico médico?
Ou eu não percebi ou está mal formulada. O diagnóstico médico é meramente informativo, o que poderá assumir carácter ditatorial é a prescrição.
Se a pergunta tem em vista a situação actual e próximo passada, também não acompanho. A única ditadura que senti e essa senti mesmo, foi a das decisões políticas alegadamente baseadas em pareceres médico-científicos mas, várias vezes apenas justificadas “a posteriori” por autoridades médico-administrativas.
Referia-me àqueles que ferem o ‘ego’, na área da psicologia, nomeadamente em idades de construção de identidade, como os diagnósticos generalizados de depressão e toda uma quantidade de ‘síndromes’ que categorizam o sofrimento e as idiossincrasias que individualizam as pessoas e lhes dão significado. Se calhar não fui muito clara.
Sabemos tudo e mais alguma coisa sobre civilizações antigas mas somos incapazes de responder a 20 perguntas básicas da nossa civilização.
Não será melhor deixar essas perguntas e esperar que a próxima civilização responda quando desenterrar os nossos tarecos.
Isso não é nada pessimista…