20 motivos para amar Portugal (XVII)


Pedro Correia,

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Caminha

30 comentários em “20 motivos para amar Portugal (XVII)”

  1. Com franqueza, Caminha não me parece terra muito notável. O que tem de bonito é basicamente só a vista do monte de Santa Trega.

      1. Fui lá há dois anos. E já tinha ido dois anos antes.

        Santa Trega é o nome do monte (penso que em galego). Lá se houve santa ou não com o nome Trega, não sei. Veja por exemplo
        https://pt.wikipedia.org/wiki/Castro_de_Santa_Trega
        Percorrendo as estradas galegas na imediação do monte, é essa a indicação que se vê: monte de Santa Trega.

        1. Você mudou de pseudónimo mas continua um ávido leitor da wikipédia. Aposto que há vinte anos adorava ler o mapa das estradas editado pelo Automóvel Clube de Portugal.

  2. Também pensei em Caminha (por Moledo e Vilar de Mouros) e em Valença, mas as minhas preferidas são Vila Nova de Cerveira (fabulosa a vista do Alto do Crastro, onde está o Cervo do José Rodrigues). Foi daqui que, num belo domingo de Julho de 1999, parti em direcção a Santiago de Compostela, numa viagem cheia de peripécias mas com final feliz.
    🌼
    Maria

      1. Portugal e Galiza estão unidos ao longo de todo o Minho…
        Caminha tem a Guarda em frente. Valença tem Tui. Monção tem Salvaterra. E Cerveira tem uma ponte a ligá-la à Galiza.

    1. Adenda:

      E Ponte de Lima que, para além de belíssima, foi onde eu encontrei as pessoas mais simpáticas do Minho, quando o meu carro resolveu avariar às 12,50h de um sábado na principal rotunda da vila, e o meu ‘tijolo’ estava sem bateria para chamar a Assistência em Viagem. Os donos de uma loja, prestes a fechar deixaram-me telefonar e ficaram comigo até tudo se resolver. Por volta das 15h segui para Cerveira, não me atrevendo a ir ver os espigueiros do Soajo como tinha planeado (estava cansada, tinha saído de Castelo Branco às 06h e não quis abusar da sorte).
      Contudo, no domingo arrisquei e fui mesmo a Santiago, achei que ele não me ia deixar ficar mal… e não deixou :))
      E ainda por cima a revista Volta ao Mundo publicou um fotografia que eu tirei ao Botafumeiro (atenção, foi no correio dos leitores, mas publicou).
      Caminha tem recantos muito bonitos e desta vez uma velhinha muito querida foi-me mostrar a Matriz, e disse-me “a menina pode tirar as fotografias que quiser”.
      E eu tirei :))
      Que posso dizer mais?
      Adoro o Minho e os minhotos!
      🌻
      Maria

      1. Conheço muito bem o Minho, onde vivi três anos e que revisito sempre como se me sentisse em casa. Costumo dizer que sou beirão por raiz, minhoto por coração, algarvio por adopção e lisboeta por habit(u)ação.

        1. Leopedro então isso faz-se?
          Ir a Caminha e não passar cavaco (salvê sêja) a Afife que é melhor praia de toda a zona e tem um Casino que nunca teve salas de jogo nem espanholas.
          Agora desça para Viana e pare por lá, vá apanhar bom ar no Monte de Santo António e almoçar robalo com algas na Mariana, e se passar por uma Escola Primária em frente do Casino pode dizer que há 65 anos as crianças vinham as janelas com a professora verem o poeta chegar de comboio na Estação mesmo em frente.
          O poeta era o Pedro Homem de Melo que chegava do Porto para a sua casa no Convento de Cabanas ali perto.

    2. fabulosa a vista do Alto do Crastro, onde está o Cervo do José Rodrigues

      Só fui a esse local uma única vez, há dezenas de anos, e escalando o monte a pé, em corta mato, a partir de Cerveira (eu nessa altura era jovem e tinha corpo para isso). Agora pergunto: há caminho por estrada até lá? Ou como se vai para lá, sem ser escalando fragas como eu fiz?

      1. Caro Lavoura balio

        Em 1999 já havia estrada e eu fui de carro (até porque estava sozinha e estava imenso calor).
        E a vista é fabulosa, aquela ilha em forma de 💚 é um espectáculo, penso que é a da Boega, mas não garanto…
        E havia um ferry amarelo para atravessar o rio Minho.
        🌼
        Maria

  3. Para lá do evidente trocadilho com a peça de mobiliário, é terra que nunca visitei.
    Realmente o Minho é enorme em locais interessantes, se bem que nessa zona prefiro locais menos urbanos.

    1. Em Caminha você anda um quilómetro e já está em lugar “menos urbano”. Tem a dois passos a Serra de Arga, está a dez minutos da emblemática aldeia de Vilar de Mouros. E tem logo ali, no extremo da vila, o rio Coura a desaguar no rio Minho.

      1. E a praia de Moledo. Água fria,mas com imenso iodo,o cheiro do sargaço e o passeio ao longo da praia até Caminha,onde a água é mais quente. O monte de S.Tecla em frente,o pinhal, a comida… Belas férias que lá passei por vários anos.

  4. Quando era miúdo, morei uns anos em Lanhelas. Caminha era a terra das compras semanais e da feira. No Verão, íamos algumas vezes para a praia de Áncora, ou para a Gelfa, mas a maior parte das vezes, íamos para essa praia, que para mim continua a ser de sonho, Moledo do Minho, onde por entre as muitas e extensas brincadeiras me fartava de apanhar e comer camarinhas por entre os arbustos das dunas, sarapintados dessas bolinhas brancas irresistíveis. Ainda hoje, quando vou de carro em direcção a norte pela N13, há ali um ponto antes de chegar a Moledo, que nos devolve essa paisagem mágica, de tão bela, com a praia em toda a sua extensão, a foz do Minho e o monte de Santa Tecla ao fundo. Essa imagem, é-me sempre associada à música musicbox (instrumental) dos AntiAtlas, do álbum Future Nostalgia. Nada mais posso dizer.

    1. Caro Vítor, experimente sair na rotunda para Âncora e depois seguir na estrada velha (abaixo da nacional, e paralela a esta) até Moledo. Segue sempre junto ao mar e aos rochedos. Verá que vale a pena.

  5. Caminha agora já não consigo — às 7 já ando por aí a dizer mal disto

    Por acaso desta zona só conheço Cerveira e Melgaço e as terras entre as duas e depois cá para baixo para os “arcos” e Ponte de Lima. Cerveira é daqueles sítios onde era capaz de viver sem me chatear com nada.

  6. Ainda bem que toda a gente escreve estas coisas sobre este “nosso” mundo. “Trega” e a versão galega de “Tecla”, sim senhor… Quase em frente a Cerveira temos Goyan (é a referência galega para o lugar). Pessoalmente também gosto muito daquele “ponto um pouco antes de Moledo” de que fala Vítor Augusto. Cheguei a ir para lá de propósito aos Domingos à tarde…
    O Pedro, se quiser saborear a melhor lampreia deverá subir até Monção… É mais batida pelas águas. E como gosta particularmente de peixe, creio que o melhor é ir a Vila Praia de Âncora.
    Mas são Bem-vindos em qualquer dos lugares de que falaram e não só… O Minho interior também tem os seus encantos. Se puderem continuar a subir, vão a Castro Laboreiro. É longe, mas vale a pena… No senhor Fernando (Mira Castro, creio eu) comi o melhor cabrito de sempre…

    1. Uma vez fui de propósito a Castro Laboreiro para arranjar um cão. Mas nicles.

      Para chegar lá atravessa-se um vale espectacular que vem do Soajo até Lamas de Mouro. Castro Lab é um lugar interessante porque para lá dele há um mar de pedregulhos que começa logo ali onde acaba o lugar. É fascinante. Parece que alguém pôs ali as pedras para isolar aquilo convenientemente. Deve ser confortável saber que o mundo acaba ali e que pelas costas não vem ninguém 😉

      (só em Marialva, na Beira Alta, é que há uma paisagem de pedras que confere em muito menor escala a mesma ideia — mas por ser mais pequeno e estar no centro do País não é a mesma sensação de “pronto, acaba aqui”)

      1. Monsanto e Sortelha também têm belos pedregulhos. Gostei de Marialva mas fui lá num 15 de Agosto e havia uma grande procissão, o que não me permitiu ver tudo como gostaria.
        Evito ir em dias de festa, gosto de ver tudo com calma, sem confusões, mas nem sempre é possível.
        🌼
        Maria

  7. Juntamente com uns amigos lancei um projecto, que está parado há demasiado tempo, de percorrer em Todo Terreno toda a raia, desde Vila Real de Sto António. Baptizamos o projecto como o Raid pela Raia. Já fizemos uma quantas etapas e a última paragem foi no Douro.
    Um dia chegaremos a Caminha, e o champanhe será aberto na ilha de Ínsua.

  8. Estou ali ligeiramente à esquerda da foto. Ao contrário dos mitos associados a esta terra, nos últimos dias esteve um tempo verdadeiramente excepcional. E quando assim é, esta praia é imperdível. Pena que este ano, por causa do covid, as grandes romarias e festas populares da região, da Senhora da Agonia a S. João d´Arga, passando pelo S. Bartolomeu de Ponte da Barca, tenham sido canceladas. A gastronomia, essa, continua igual.

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