20 motivos para amar Portugal (XII)


Pedro Correia,

Constancia.jpg

 

Constância

20 comentários em “20 motivos para amar Portugal (XII)”

    1. Punhete e Constância não são bem a mesma coisa.
      O concelho de Punhete que foi extinto em 1836 não corresponde, territorialmente, ao actual concelho de Constância.
      Quando me dizem Camões esteve em Constância, costumo dizer: “em Constância nunca esteve, em Punhete poderá ter estado mas não há certezas.
      Uma curiosidade sobre Constância, pouco conhecida, o grande Alexandre O’ Neill, era visita assídua de Constância onde residia, veraneava, outonava, o que fosse durante alguns períodos, dessa ligação entre o poeta e vila nasceu um projecto.
      O poeta doou à câmara municipal a sua (dele) biblioteca particular, exigindo, apenas, que a mesma de mantivesse como acervo autónomo.
      É um verdadeira pérola para curiosos, fãs do poeta, investigadores ou pessoas que tenham interesse no tema, folhear os livros que foram folheados por Alexandre e lerem as anotações feitas pelo punho do poeta.
      Recomendo a visita à biblioteca e ao acervo, da mesma forma que recomendei através de um artigo num jornal local/regional que a biblioteca municipal de Constância se chamasse: Biblioteca Alexandre O’ Neill.
      Há muitos outros motivos para visitar o concelho de Constância, dos que não vêm nos guias recomendo atravessar o rio para a margem esquerda, visitar o Parque Ambiental de Santa Margarida e uma refeição, buffet/rodízio no “Central Park” onde a simpatia da Cláudia e do Rui farão que a viagem valha a pena.

      1. Constância, a bela Constância de quando tinha vinte anos!!
        Punhete é o diminutivo de Punhe (é o sempre junto ao rio).
        Constância mudo de nome em 1836, outras houve que mudaram no tempo de D. Carlos. Ainda existe uma Punhete para os lados de Valongo nas margens do Rio Leça.
        Estava na tropa para aqueles lados, nas grandes cheias de Dezembro de 1967 e fomos acudir àquela gente, as águas taparam completamente toda a zona baixa..
        Ao fundo do Largo do Pelourinho estão registadas num prédio as marcas das grandes cheias está lá marcada a de 1967. A Igreja da Misericórdia ali próximo ficou quase totalmente submersa.
        Uma particularidade interessante é o sotaque dos naturais ser parecido com os de Setúbal, carregarem nos érres. Ah! cuidado a quem se assusta facilmente, Constância sempre teve à frente dos Orgãos Autárquicos o PCP.

      2. poderá ter estado mas não há certezas

        Segundo já li, só há um local em Portugal no qual se tem a certeza absoluta que Camões tenha estado: o local ao pé do Campo de Santana, em Lisboa, onde esteve sepultado durante alguns anos. Em todos os outros locais de Portugal, não se tem qualquer certeza de que Camões tenha estado.

        1. Há muitas dúvidas sobre Camões.
          Há, no entanto, uma certeza; foi sportinguista.
          Desde logo essa estadia que refere no Campo de Santana Lopes, mas, principalmente, o: “descalça vai para a fonte Lionor pela verdura (não vai pela vermelhura nem pela azulura)” mais importante o que vai na cabeça de Lionor, em que pensa Lionor?
          Pensa na mais recente contratação do Sporting ao Famalicão:
          “Leva na cabeça o Pote”

        2. Parece que há escritos, sobre Camões ter vivido numa casa perto da Porta de Santana que fazia parte da muralha fernandina de Lisboa e por lá ter morrido. Teria sido enterrado na igreja no local. Com o terramoto de 1755, todo o local ficou destruído e as ossadas encontradas nessa igreja estavam a monte, nada havia para identificar quais seriam as de Luís de Camões. Muito mais tarde
          foram transladadas umas ossadas para o Mosteiro dos Jerónimos, mas nada pode garantir serem as verdadeiras ossadas de Camões.

    1. Um postal que dedico a Pedro Baptista-Bastos. O pai dele gostava muito de Constância – ao ponto de ter arrendado casa lá. Uma espécie de terra adoptiva para o escritor e jornalista lisboeta.

  1. Local belíssimo onde Tejo e Zêzere escolheram juntar as águas, sob o olhar atento do Luís Vaz que, se não esteve lá, agora está 🙂 e muito bem representado.
    🌻
    Maria

    1. Cara Maria,
      Sem dúvida, a estátua de Camões está em Constância, uma estátua de esquerda, um homem com dois olhos (na altura) e pés descalços.
      Belíssima escultura do Mestre Lagoa Henriques (que escultorou, também, o Pessoa no Chiado).
      Diria que embora poética não é bem isso que acontece “o lugar onde o Tejo e o Zêzere decidem juntar as águas” o Tejo, vai tranquilo a passar e o Zêzere “amanda-se” a ele, quando há descargas da barragem de Castelo do Bode, aventa-se com mais genica, ainda.

      1. Eu sei, Pedro (que se calhar até é poeta e não sabe…), fui lá inúmeras vezes, sempre com bom tempo, mas vi as marcas das cheias no Largo do Pelourinho.
        Também estive na Biblioteca (e devo dizer que fui muito bem recebida) para recolher elementos sobre o Pelourinho (não para mim mas para um amigo que editava livros sobre esse tema).
        Já a Matriz, nunca consegui visitar: estava sempre fechada e o padre também nunca estava em casa. Apenas conheço a da Misericórdia porque estavam a enfeitá-la de flores para a festa.
        Também nunca consegui visitar o Horto do Camões, mas tirei-lhe várias fotografias – não selfies, isto já foi há muitos anos…
        Como disse, fui lá várias vezes e acho Constância uma terra encantadora.
        Parabéns por ter nascido lá 🙂
        🌻
        Maria

        1. Não nasci lá, não havia (nem há) maternidade em Constância.
          Não ia nascer assim de qualquer maneira, não é?
          Nasci na vizinha cidade de Abrantes, mas as raízes, os alicerces estão no concelho de Constância. Lá fui bebé, menino e homem.
          Foi pena não ter conseguido visitar a Matriz, vale bem um visita, hoje através do posto de turismo está sempre visitável mas sei bem do que fala, em muitos pontos deste país temos de ir falar com a ti Ermengarda (que tem a chave da ermida ou da capela) para podermos visitar muito do nosso património.
          Ainda bem que gostou de Constância.
          (tem alguma referência sobre o livro dos pelourinhos? é um tema que me interessa)

          1. Bem, há um calhamaço (enorme e pesado) da Imprensa Nacional Casa da Moeda ‘Pelourinhos Portugueses – Tentâmen de Inventário Geral’ , sendo que o Pelourinho de Constância está na página 177.
            Aquele meu amigo, com quem colaborei em 1999 na feitura do livro dos pelourinhos do distrito onde resido, chama-se (ou chamava-se) Júlio Rocha e Sousa e residia perto de Viseu. Tinha a paixão dos pelourinhos e fazia edições de autor. Uma vez comprei um livro dele no posto de turismo da Guarda e contactei-o para comprar mais. Só que isto foi no tempo dos telefones fixos e dos faxes e uns anos depois perdemos contacto. Tenho livros de vários distritos, mas não do de Santarém.
            Estou convicta de que ele o fez pois tinha bastante material, mas nem sei se ainda está vivo (espero que sim), pois já não era nada jovem quando o conheci.
            O Pedro poderá perguntar no Posto de Turismo ou talvez na Biblioteca. A existir, o título seria ‘Pelourinhos do Distrito de Santarém’.

            🌻
            Maria

        2. Maria
          A Matriz, lá no alto, tem uma bela pintura de Malhoa no tecto.
          Vá lá ver, eu estive lá há cinquenta anos!!
          Obrigue o Sr. Prior, diga-lhe que um rapaz de vinte anos, que estava na tropa em Tancos, também a viu e tomara ele ver lábios pintados de vermelho.

          1. Anónimo
            A Matriz lá no alto… e eu que o diga, que deixei o carro ao pé do Luís Vaz e resolvi fazer exercício; tinham-me garantido que o padre estava lá, mas se estava não abriu a porta
            Agora saio pouco e dificilmente lá voltarei, há alguns recantos do nosso país que ainda não conheço…
            Bom fim-de-semana!
            🌼

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *