«As ideias são muito mais poderosas do que as armas. Nós não permitimos que os nossos inimigos tenham armas, porque deveríamos permitir que tenham ideias?»
Estaline
O camarada Estaline revive de boa saúde nas caixas de comentários de alguns blogues onde não é difícil encontrarmos quem lhe teça loas com o mesmo fulgor orgástico de uma Mariana Alcoforado suspirando na cela do Convento de Nossa Senhora da Conceição pelo conde de Saint-Léger.
Eis aqui alguns comentários dados à estampa por discípulos espirituais do “Guia Genial dos Povos”, responsável apenas por quatro milhões de condenações políticas – incluindo 800 mil execuções sumárias e cerca de 2,6 milhões de internamentos no Gulag – no seu glorioso consulado de três décadas à frente dos radiosos destinos da União Soviética, farol da Humanidade:
«A imaginação não tem limites e dá sempre jeito meter Estaline (a quem a imaginação já acusou de tudo) para compor o ramalhete.»
«Estalinismo é um conceito inventado pela direita e pela esquerda que ataca o leninismo.»
«O grande inimigo da pequena burguesia urbana é o camarada Estaline.»
Hossana, camaradas, Hossana. A memória gloriosa do grande Estaline, pai dos povos e libertador de nações, permanecerá eternamente viva no coração dos verdadeiros comunistas. Construtor do socialismo, artífice da vitória dos povos na guerra contra o fascismo, defensor da independência e da soberania dos povos, arquitecto do comunismo, o maior defensor da paz e da felicidade do homem.
Alguém ousa duvidar?


a EDP e a REN estão em boas mãos…Passos Coelho…
O Estalinismo teve relações muito próximas com o Fascismo. É só fazer um períplo pela Marinha Soviética da altura…e a Marinha da NKVD…
Agora convido o camarada Pedro Correia a ser ainda mais original e a escrever o título do post, não no alfabeto cirílico (isso é fácil!), mas com o nome original de Estaline (Djugatchvili) no seu alfabeto original, o georgiano.
“Alguem ousa duvidar”?
Eu, Jerónimo de Sousa.
Como “maioral” da oposição responsável, ter-lhe-ia “amandado” com sete moções de censura!
E não digo mais nada!