Um comentador perguntou pelas «meninas» do Delito. Eu também gostava de saber. A Teresa Ribeiro continua activa regularmente (passe uma formulação que parece remeter para o campo médico-sexual), a Patrícia Reis e a Helena Sacadura Cabral aparecem de vez em quando mas as restantes quase nem se lobrigam (sim, trata-se de uma palavra estranha e pouco elegante mas, como julgo nunca a ter usado antes, fica). É provável que o excesso de textos sobre política, já apontado pela Helena, esteja relacionado com o assunto mas às vezes pergunto-me se elas não começaram a desistir pouco tempo após eu entrar no blogue (tive discussões valentes com duas ou três). Depois digo-me que não, que foi mais tarde. Talvez por alturas da entrada do Navarro. Ou, mais provavelmente, do Luís Naves. Sim, para além da política, deve ter sido a barba dele a assustá-las.
Seja qual for a razão, podemos sempre argumentar que o Delito se adiantou aos novos tempos da correcção política, nos quais todos aqueles e aquelas que até agora exigiam paridade de género estão disponíveis para aplaudir sem reservas grupos formados apenas por gajos, desde que sejam gajos sensíveis, ligeiramente rebeldes e sem gravata. Ora se é verdade que subsistem algumas gravatas entre os membros (no pun intended) do Delito (não as minhas: pendurei-as há anos, após meia dúzia de campeonatos na equipa B), ninguém terá dúvidas acerca da nossa rebeldia, tão marcada que alguns rebelam-se precisamente contra as posições dos outros, nem da incomensurável sensibilidade que flui da ponta dos nossos dedos para os teclados e irradia de dois mil e tal ecrãs por dia.
De qualquer forma, ainda que possa ser mais progressista assim, tenho saudades dos tempos em que havia mais textos de mulheres. Até porque a barba do Luís Naves – por muito que as barbas estejam na moda – também me deixa desconfortável.

Estarão alinhadas com o Tripas?
Hmmmm, talvez algumas. Mas este até é um bom momento para voltarem.
Meu caro Jaa
Falo por mim. Tens razão. Cansei-me de ler política. Ter vivido toda uma vida no meio dela, provocou-me uma espécie de urticária. Apesar de, quando me queixei antes, me terem estatiscamente demonstrado que eu estava errada, a minha formação em economia matemática – vá lá, econometria – mostra que as estatísticas podem ter sempre duas leituras. E a minha continua a insistir que há pouco espaço para outros temas. Até tentei receitas culinárias, vê tu…
Assim e porque gosto mesmo do colectivo, tenho-me aguentado escrevendo aqui e ali sobre a vida. Mas a vida está dura, difícil e desinteressante. Sobra, pois, a política, essa novela de guião sempre à deriva e, quem sabe, talvez por isso, seja mais interessante para a maioria dos que nos lêem.
Bem hajas por teres sentido a nossa falta!
Helena, um tipo finge que não precisa de mulheres para nada (enfim, quase nada) mas lá no fundo…
Quanto às receitas culinárias e a outros temas que tal, força. Se parecerem ter pouca audiência, paciência. O número de comentários não diz tudo (terminei há dias uma série de 20 posts sobre música que, se não me engano, recebeu um total de três) e não ter de entrar nas mesmas discussões uma e outra e ainda outra vez (como quando se publicam textos sobre política) é muito relaxante.
Eh lá… Não me metas ao barulho, desgraçado. Mete-te mas é com o Luís Naves que tem corpo para ti e ainda sobra. Adoro as meninas do DO que são de todos os feitios políticos, voluptuosamente cultas e muito senhoras do seu nariz. Compraste uma guerra sem hipótese de vitória – agora amanha-te…
Não me estou a meter contigo, pá (ou só um bocadinho). O Luís Naves tem a atitude certa: ignora-me como um mestre zen. E eu também gosto da meninas do Delito – pelo menos daquelas de que ainda me lembro.
Porra, mandem vir a Ana, a @gridoce (Gui) e as miúdas todas. A grande resistente, entre outras, é a Helena. Gosto de mulheres firmes!
Ó @gri, ó Aninha, bóra lá miúdas que eu ando num desassossego brutal com a vossa ausência! A Merkel nunca me satisfez com o seu paleio.
“Mandar” é um verbo que nunca vi conjugado no Delito. Resta-nos pedir, que é que estou a fazer. A estatística, contudo, não me permite grandes esperanças: tenho um longo historial de mulheres a ignorar os meus desejos.
Cumprimento-te pela audácia, José António. Infelizmente, a avaliar pelo ensurdecedor silêncio feminino nesta caixa de comentários, não a vejo recompensada pelas nossas colegas de blogue (excluindo, ‘noblesse oblige’, a nossa Helena).
Só eu e a Helena a saltar à corda, no meio de delituosos que só gostam é de bola, caricas e de jogar ao berlinde? Está mal, claro que está!