“Xaxxetti, Xaxxetti”


letraspequenas,

Acho que era aquela mente inquieta dele, pior que a minha. Enervou-me. Mantive-me sempre na distância de segurança. Bater de frente com o beto não agoirava nada de bom. Foi há mais de vinte anos, era um músico a iniciar-se e por dias convivemos cordialmente. Só muito mais tarde o vi em palco, convidado inesperado, e pensei, olhó o espertalhão aqui. E ao seu tocar tive de remoer a beleza do sacrista. Agora, às vezes, bastantes vezes, enche-me a sala porque se finou. Mentes que nem no além descansam sem desinquietarem as outras. Com as guerras, com as pazes.

4 comentários em ““Xaxxetti, Xaxxetti””

  1. Somos um país de gente invejosa – e minada por uma desconfiança campónia.
    Arrependermo-nos ou percebermos anos depois é pouco relevante: o que é preciso é abandonar o pé atrás (que não a inteligência) e o medo, precisamos de boas e limpas primeiras impressões. Das outras está o inferno cheio.

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