
Posso resmungar, avesso a esta explosão do turismo espacial dinamizada pelos multibilionários – tal e qual o príncipe William, o que mesmo assim não servirá para evitar as invectivas e perdigotos de alguns, logo apupando-me (e ao príncipe, se calhar) como “marxista cultural”. Mas mesmo assim vibro com esta notícia de que, aos seus 90 anos, William Shatner, o lendário capitão Kirk da “Star Trek” – série celebrizada nessa magnífica época em que não seria politicamente obrigatório reduzir os heróis Kirk & Spock a um casal homossexual – foi ontem ao espaço. É mesmo caso para entoar esta velha “Where’s Capt. Kirk?”, que fez algum furor na sua época. E clamar, em frenesim de pogo, “está no espaço…”.
(Spizz Energi, “Where’s Capt. Kirk”)
Mas esta sideral aparição do nonagenário Shatner faz-me regressar ao que dele preferi, a deliciosa série televisiva “Boston Legal”, na qual ele surgia como o magistral Denny Crane. Botei sobre essa minha admiração em 2011. E transcrevo agora o postal, não só como memória encantada mas também porque aquela minha apreensão me parece muito actual, até face às tropelias que se vão fazendo aos heróis de ficção:
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Só agora sigo na Tvcabo Boston Legal (e apenas para fazer esta entrada sei que a série acabou em 2008). Uma delícia, muito para além de mais-uma-série-de-advogados. Boa produção, e sobre isso passo, ainda que tenha que notar representação e diálogos. Mas o interesse vem ainda mais na forma como transpira a América de Bush, sistematicamente posta no banco dos réus e zurzida pelo nada correcto (mas hiper-contido) Alan Shore (James Spader). Série assim “liberal” casa, e de que modo, com o fantástico até misógino, supra-nada correcto, Denny Crane (o lendário William Shatner, uma espantosa revelação, grande actor). Ou seja como se pode fazer, e em plenos EUA, uma radical crítica dos pressupostos mais direitistas sem cair nas garras da intolerância puritana do “correctismo” que tanto tem azucrinado as pessoas de bem por esse mundo afora.
Depois há uma outra coisa que vale … platina. A recuperação da amizade máscula, Alan Shore e Denny …. Crane (grande personagem) são uma parelha como as antigas. Numa era em que se deslizou da horrível homofobia para a pérfida homofilia é uma maravilha, e até uma atitude política, assistir a esta dupla, bebedora, fumadora, dois homens amigos. Homens díspares amigos. Boston Legal é (foi?) um manifesto. Elegante, nada linear.
E como não ser fan de
[Denny Crane, 6’59”]
E friso que o meu primeiro olhar para a série foi apenas por causa da recordação do velho “Caminho das Estrelas” …


A tirada do príncipe é bem infeliz.
E reveladora deste omnipensamento dicotómico insinuante e insidioso que nos atormenta.
Consta que o príncipe está ao serviço daquele consórcio entre Soros e os chineses dedicado a terminarem a civilização ocidental.
No menos mau dos casos só ludita
… como é que se caminha para as estrelas sem caminhar? hKs&t
https://www.youtube.com/watch?v=2WTgq0w_
Teletransporte, claro.
O príncipe que se preocupe em tirar carta de pesados.
E que trate de abdicar em favor da Greta.
Ora aqui está uma posição progressista, inscrita na visão de “género”.
O Super-homem é bi, o James Bond vai ser uma mulher, o Sherlock Holmes faz parkour. Com este admirável novo mundo, faz bem o Kirk em ir para o espaço
Ele que se cuide no espaço…
O da Virgin já contratou o Picard? Isto não pode ficar assim.
Deve ser o próximo. É uma pena que o Landau já cá não esteja.
Um dia vi Wiliam Shatner num “western” e interrogava-me: “onde está a nave?”.
Confesso que sou humano e por isso fiquei emocionado ao ver o Capitão Kirk a partir para o espaço e depois a regressar e a chorar, mais tarde vi uma entrevista com ele no YouTube e por fim veio um Príncipe falar sobre o assunto, mas de Príncipes, só gosto do da “Bela Adormecida”, que conheci em criança no cinema Politeama!
Gostei de ler e vou tentar descobrir a série.
Muito boa tarde!
Rui
Lembro-me de um episódio de Boston Legal em que Alan pede Denny Crane em casamento (não me lembro agora se chegaram mesmo a casar, e não consigo encontrar o episódio no youtube… acho que foi para as últimas temporadas quando a doença de Alzheimer de Denny Crane piorou e não tinha ninguém que cuidasse dele na velhice, uma maluquice assim do género, ou tinha a ver com a herança, Denny Crane não queria deixar ao filho, queria que ficasse para o Alan, mas tinha medo que o filho processasse o Alan, não me lembro bem…) e foram processados por um grupo de defesa dos direitos LGBT porque se estavam apenas aproveitar da recente lei que permitia o casamento entre pessoas do mesmo sexo!
Também adorei a série.
Há muitas luas atrás tive conhecimento de uma alegada conversa telefónica interceptada entre o Príncipe – nem o de Maquiavel, nem o diminutivo de Saint Exupery – e uma certa “papa-bolas”. Nessa conversa expressava ele a frustação de não poder ser um penso higiénico da dita cuja.
Com a eventual falta de necessidade de pensos higiénicos e a presumível castração levada a cabo pela “papa-bolas”, é de admitir que o Príncipe tenha virado eunuco, senão mesmo princesa, ficando em igualdade de género com uma certa Greta da “Igreja Adventista das Alterações Climáticas dos Últimos Dias”.
Donde se conclui que pensos higiénicos, Greta, “papa-bolas”, gelo ártico que teima em não derreter, Manhattan que insiste em não ficar submersa, Maldivas que construiram mais 4 ou 5 aeroportos – para submarinos, como é óbvio – nos últimos anos, deve estar tudo relacionado.
Valha-nos a foto de capa da Time de há uns meses atrás onde um SG nosso compatriota aparece com água pelos joelhos, não se sabendo se de tanta água que mete, se de sonhos húmidos protagonizados pelas seguidoras “how dare you” da “Igreja Adventista das Alterações Climáticas dos Últimos Dias”.
Amen & “A-women”, palavra da salvação.
Quanto a William Shatner ter verificado que a Terra não era plana, isso já é sabido há muito tempo: astronomia de posição, geometria esférica, tábuas de declinação, viagens de circum-navegação, etc.. Jules Verne que o diga.
Antes disso. já na antiguidade se sabia.
É só subir a uma montanha, ou ver um a navio aparecer primeiro pelo topo do mastro e depois o resto…
Ó William querido, em vez de sonhares em salvar o planeta, não te queres dedicar a salvar a vida dos teus parlamentares?