Morte
A morte é para onde vão as almas. Tudo o resto pode ficar por cá: a voz, as palavras, a obra, até o cheiro. Mas é a alma, que não volta mais, que nos escapa sabemos lá até quando. Não sei, por isso, neste tempo, dedicar-me à evocação daquilo que o engenho permite reter. O inglório esforço de agarrar a alma ocupa-me a mente. Há tempo para o resto.

Tão câncio.
Tens imensa razão. A alma que se perde dói infinitamente. Guarda bem a tua e fecha-a a sete chaves porque as almas gostam de voar e nem sempre voltam para nós!
Pois é, Helena. Não se torna fácil guardar o que se não consegue agarrar, mas faz-se um esforço 🙂
A alma, a inquietação do espírito. Para onde vai? esse é o grande mistério, tens razão.
E é dela que nos vemos preteridos quando a morte nos toca de perto. Podemos até guardar a mais sólida memória física, fazê-a perdurar, mas a alma, essa, não volta mais.