
Não sei o que me dá mais vontade de rir: se a negativa escandalizada e quase ofendida de Ricardo Salgado à pergunta de um repórter “Estão aqui para fazer pressão sobre Passos Coelho?”, se o facto de ouvi-lo referir-se aos outros banqueiros da inocentíssima embaixada como “colegas”, como se fossem todos escriturários da função pública ou meninos de escola em visita de estudo. Ele e os colegas foram “em busca de esclarecimento”, explica, numa voz mais aveludada do que um creme de cogumelos, e “confiam inteiramente nos políticos portugueses” para uma decisão sábia e justa. Pois claro. Mas alguém tinha dúvidas?

Mas, Ana, eles estavam preocupados com o nosso futuro…Não acredita? No bem comum…apenas…
Ah, claro! Sou tão distraída, Fernanda…
🙂
D.Pedro Passos Coelho e os visitadores. Dava título para um livro…
Eu que não sou economista nem tenho ‘biblioteca’ (oferecida a biblioteca da autarquia) tenho-me perguntado:
Onde estão os mirabolantes lucros da banca dos últimos anos?
Estão em apuros?
Ou eram uma espécie de D. Branca?
Um mistério, JB. A única coisa que posso garantir é que não os tenho…
Tenho ideia que os banqueiros foram lembrar a Passos Coelho que sem aprovação do orçamento não há emprego para o homem…..
Olhe que não, olhe que não… isso é o que dizem as más línguas, não acredite.
Fazes-me rir pela segunda vez. A primeira foi Ricardo Salgado. Sim, o banqueiro que foi com uns colegas peregrinar em busca de esclarecimento junto de um político entre todos os políticos em que confiam inteiramente.
Também reparaste no ar de virgem inocente?
virgem ofendida, ou pensa que ele nasceu ontem?!
E não nasceu? Estranho…
Também acho. Pareceu-me mesmo inocente…
Banqueiros portugueses, com certeza. Sempre à pendura do poder político.
A sério?
Se o PSD viabilizar o OE será a prova final (se é que ela ainda faltava) da morte da política e da sua submissão total ao poder financeiro. O facto de a oposição deixar passar um orçamento com o qual não concorda não faz nenhum sentido e, isso sim, desvirtua a democracia.