Vinte cidades que jamais esquecerei (I)


Pedro Correia,

PRAGA

“Praga não nos deixa partir.” (Franz Kafka)





22 comentários em “Vinte cidades que jamais esquecerei (I)”

    1. Estive em Praga no Inverno. Quase sem turistas. Pude deambular por onde me apeteceu com espaço à vontade. Fiz o roteiro do Kafka, um dos escritores da minha vida. E ouvi música fabulosa nos bairros boémios da capital (boémia).

  1. Cá está uma cidade que me inspira sentimentos contraditórios.
    Linda, sem dúvida das mais belas que visitei e uma vida músical riquíssima ao nível de Viena, aspectos que adorei. Um povo que não gostei, senti-os antipáticos, ainda com uma tendência excessiva para enganar os turistas em câmbios e lojas e um centro onde a única indústria parece mesmo ser o turismo e preços tão díspares comparados com as escassas centenas de metros do locais turísticos.
    Afinal uma cidade que se não fosse o seu povo seria adorável 😉

    1. Para mim é talvez a capital mais bela da Europa. Escrevo ‘talvez’ porque existe Roma. Geralmente gosto mais de outras cidades, para além das capitais. Prefiro Cracóvia a Varsóvia, prefiro Salzburgo a Viena, prefiro o Rio a Brasília, prefiro Hong Kong a Pequim.

    2. Praga é belíssima mas concordo com o que diz em relação ao povo. E mais, tenho a sensação de que é mais dos turistas do que de quem lá vive, o que talvez a descaracterize um pouco.

  2. Apanhei-a nuns dias em Abril, de um frio e chuva de cortar. Ainda assim, teria ficado mais tempo. Vi muito, mas trouxe a sensação de que veria mais.
    Marcou-me ainda de forma forte, toda a parte do Cemitério Judeu, onde se encontram expostos os desenhos das crianças. Eu, que os leio todos os dias, nunca tinha lido nada assim…

    1. Eu não apanhei chuva, mas ainda algum frio e um resto de neve. E, sim, também fiquei impressionado com muitos recantos da cidade – do cemitério judeu, que menciona, à janela de onde foi empurrado Jan Masaryk, no golpe comunista de 1948, passando naturalmente pelo local da Praça Venceslau onde em 1969 Jan Palach se imolou pelo fogo em protesto contra a invasão soviética. E pela antiga casa de Kafka. E pelos bares de jazz. E por tanta coisa mais que dava já um outro artigo.

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