Nesta onda do politicamente correcto, da vidinha saudável, casta, contida e longe de qualquer vício, nem a arte escapa. Desta vez a vítima foi Monsieur Hulot. Numa retrospectiva de Jacques Tati, a Cinemateca Francesa não pôde incluir o cachimbo de Monsieur Hulot, uma vez que a lei gaulesa não o permite. Resta saber o que virá a seguir. As mulheres de Rubens deverão ser sujeitas a uma lipoaspiração, às imagens de Botero impõe-se uma banda gástrica, às mulheres de Modigliani não faltarão rinoplastias e “A Criação do Mundo” de Courbet deverá ser submetida a uma depilação urgente. Não há paciência.


Não há mesmo.
Ensandeceram de vez.
É uma ditadura como outra qualquer! Além do mais irritante porque reveladora de um paternalismo sem fim!
Gostei do modo como ilustrou a crítica!
: ))
É muito irritante, porque estão a alterar aquilo que o autor fez. Se lhe apagarem traços que, em última análise, até são temporais estão a perverter o espírito.
A que propósito é que a lei gaulesa não o permite?
A lei da publicidade ao tabaco.
E eu que em tempos remotos gostava tanto dos Gauloise rsrsr
: )
Fizeram mesmo isso? Não permitiram o cachimbo do Monsieur Hulot por causa da lei da publicidade ao tabaco? Que ridículo. Nem acredito no que estou a ler…
Nem eu acreditava, André. Andei desde ontem a ruminar a notícia.
Mais ridiculo ainda, Leonor: puseram um catavento amarelo no lugar do cachimbo do pobre Hulot. A brigada do politicamente correcto começou com o cigarro do Lucky Luke e só vai parar quando conseguir pôr o Sherlock Holmes tomar chá de limão em vez de cocaína!
Ah pois, o Lucky Luke também já tinha sido atacado. Pelo que li, puseram-lhe um elegante palito (que nojo, que vómito) em vez do cigarro…
Além do Popeye…
Como assim? Os espinafre são transgénicos?
Excelente :))
Do Popeye não sabia.
Ele nem tirava o cachimbo da boca para comer espinafres…
E nas reedições do Tintim, desaparece o Capitão Hadock mais o seu eterno cachimbo…
E qualquer dia começam a proibir também histórias como ‘O Capuchinho Vermelho? e etc, para não «estigmatizar» os lobos, e a ‘Branca de Neve’, por dar mau nome às maçãs.
Genial!!!
Isso se não se lembrarem da Branca de Neve, a viver na mesma casa com 7 elementos masculinos!
: )))
O pior é que sendo anões ainda os confundem com crianças e acusam a Branquinha de pedofilia.
Boa Leonor ehehehehe
: ))
Os exemplos não acabam 😉 “Os Comedores de Batatas” do Van Gogh também não teriam grande futuro com uma alimentação tão desequilibrada. Onde já se viu só comerem hidratos de carbono?
Essa de confundir um anão com uma criança não dá: Mário Soares confunfiu e não lhe chamaram pedófilo 🙂
Está bem, então, é uma debochada porque vive com sete homens… 😉
Maizisso! ehehe
Não se pode dizer anões e não se pode dizer autista e não se pode dizer cego e não se pode dizer mudo e não se ode dizer surdo e não se pode dizer coxo e não se pode não se pode não se pode não se pode…
Ou seja tem de se dizer (seguindo a sua ordem)
1) Indivíduo cuja estatura é inferior à dos homens em geral.
2) pessoa com um estado mental caracterizado pela tendência a alhear-se do mundo exterior e ensimesmar-se.
3) pessoa que não vê também designada como invisual
4) pessoa que está sempre calada
5) pessoa que não ouve
6) pessoa a quem falta um membro inferior
Faltou-lhe o maneta. Pode-se dizer maneta?
: )))
Maneta também não, Maria do Sol. Em relação ao que propõe, devo dizer que tenho as maiores dúvidas quanto à pertinência da expressão “indivíduo a quem falta um membro inferior”.
E esposa…esposa! Também não se pode dizer esposa!
Pode. Mas não deve.
Pessoa a quem falta membro inferior? Tadinho… 😉
Cego? Não conheço. Só conheço invisual. É como surdo-mudo: não conheço. Só conheço inauditivo-infalador…
Dá-lhes ideias, Pedro… 😉
Perdoem-me, mas acho que estão a ser todos autistas… Autistas, não, desculpem…
Que horror!!!! Disse a palavra proibida 😉
ahahahahah
Onde é que vocês estão todos a beber para eu me juntar à festa? 🙂
Bem vejo que a bebida já bate bem, mas prometo apanhar o comboio!!!
Estamos a preparar uma revolulção, André 🙂
Pois disse, que eu ouvi!! Agora é só saber a quanto está a denunciazinha, por estes dias…
Se essa lei vigorasse aqui lá teria o Mário Lino de trocar o cachimbo por um palitinho.
Ou dois
Cara Leonor:
O seu post foi o estímulo para esta deliciosa troca de comentários em que me intrometi. De repente dei comigo a pensar que fazia aqui no meio da vossa equipa!
grazie a tutti quanti!
:))
Já faz parte da equipa 🙂
É clara e inquestionavelmente da casa!
Quizagero também! Também falta à verdade mas é simpático!Ó pra pra mim agradecida duas vezes
:))
Não intrometeu nada. Claro que faz parte da nossa equipa 🙂
Fica provado, com este nosso delírio colectivo, que a imaginação humana pode ser um pau de dois bicos. Se, em vez de brincar, pertencêssemos à brigada do politicamente correcto e tivéssemos poder para fazer alterações em todos estes clássicos, já imaginaram como seríamos perigosos?? 🙂
Nem mais, Ana!
E de que maneira… :))) Felizmente somos inofensivos
Ora essa!?! Claro que não faz parte!!! Alguém sabe se a Maria do Sol fuma? Terá celulite? Usa a gilete do ‘esposo’? Vamos mas é com calma, sim?…
Ora aqui está muito siso concentrado! rsrs
É assim mesmo! Até porque posso sempre ter uma verruga na ponta do nariz, uma corcunda proeminente, cabelo crespo empertigado, uma vesguice aguda que embaraça qualquer mortal, ser belfa, usar a unha do dedo mindinho mais comprida do que as outras , dizer então é assim: prontos João Carvalho , hades ir longe a cativar leitores derivado a estas posições. eheheheeh
A bem dizer estou demasiado cansada para dar uma resposta mais original. O seu comentário merecia-o mas, é a vida!!
: ))))
hades, hades… 😉
Oh Leonor: é o que já uma vez disse: Apesar do Delito ser uma grande superfície o “cliente” (ai que me vão chamar nomes) é supr bem atendido! É um gosto vir por aqui
Gracias!
🙂
Anti tabagismo, discriminação dos obesos, higienização alimentar, enfim… os europeus estão a virar fundamentalistas , querendo tornar as nossas vidas em pãezinhos sem sal. Não há pachorra!
Nenhuma mesmo, Carlos
Vida pasteurizada… sabe tudo ao mesmo, ou seja, a nada, Leonor. 🙂